Estrutura da Redação

Encontre abaixo a estrutura espera na redação dos vestibulares, os principais conectores e citações divididas por assunto.

 

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Paragrafo 1 – Tese – Argumento 1 + Argumento 2

 

Paragrafo 2  –Argumento 1 + Conectores

             Conectores:                                                   Tendo em vista

É possível afirmar que                                  Aliado à

Podemos perceber que                                  Relacionado à

Visto que                                                           Em consonância com

Uma vez que                                                    Haja Vista

 

 

Paragrafo 3  –Argumento 2 + Conectores

              Conectores:                                                      Além disso

Nesse sentido                                                      Outro assim

Somado a isso, podemos dizer que

Convém lembrar ainda que

Vale também ressaltar que

 

 

Paragrafo 4 –Conclusão1

              Conectores:   

Dessa forma

Com isso

Sendo assim

 

 

 

 

 

 

 

  1. Educação:

“Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda.” (Paulo Freire – Educador, pedagogista e filósofo brasileiro)

 

  1. Política:

“A política é a arte do possível”. (Bismark – Chanceler Alemão)

 

  1. Sociedade:

A responsabilidade social e a preservação ambiental significa um compromisso com a vida. João Bosco da Silva

 

  1. Globalização: 

“A globalização encurtou as distâncias métricas, aumentando muito mais as distâncias afetivas.” (Jaak Bosmans – Escritor e representante da FALASP  – Federação das Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo)

 

  1. Economia Global:

  • “O Governo do Estado moderno é apenas um comitê para gerir os negócios comuns de toda a burguesia.” (Karl Marx – Filósofo alemão)
  • Desde o final de 1991, com a extinção da antiga União Soviética, o capitalismo predomina como sistema econômico.
  • Para Marx, o capital influencia, através do acúmulo de riquezas, os padrões que decidem a integração de um indivíduo no meio em que ele se insere. Nesse caso, possuir determinados produtos é chave de aceitação social.

 

 

  1. Desigualdade Social:

“O Brasil, último país a acabar com a escravidão tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso.” (Darcy Ribeiro – Antropólogo, escritor e político brasileiro)

 

  1. Juventude:

“O que deve caracterizar a juventude é a modéstia, o pudor, o amor, a moderação, a dedicação, a diligência, a justiça, a educação. São estas as virtudes que devem formar o seu caráter.” (Sócrates – Filósofo)

 

  1. Meio ambiente:

“Inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente. ” (Paul Watson – Cofundador e diretor da fundação Greenpeace.)

 

  1. Preconceito:

“Todo preconceito é fruto da burrice, da ignorância, e qualquer atividade cultural contra preconceitos é válida. ” (Paulo Autran – Ator)

 

  1. Relações humanas:

“De tudo que existe, nada é tão estranho como as relações humanas, com suas mudanças, sua extraordinária irracionalidade. ”  (Virginia Woolf – Escritora)

 

  1. Tecnologia:

“Tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa Humanidade” (Albert Einstein – Físico)

 

 

Proposta: O “jeitinho brasileiro” em discussão no século XXI

  • Proposta

Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-­argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema O “jeitinho brasileiro” em discussão no século XXI, apresentando proposta de ação social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

  • TEXTO 1

Quase um em cada quatro brasileiros (23%) afirma que dar dinheiro a um guarda para evitar uma multa não chega a ser um ato corrupto, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais e o Instituto Vox Populi. Os números refletem o quanto atitudes ilícitas, como essa, de tão enraizados em parte da sociedade brasileira, acabam sendo encaradas como parte do cotidiano.
“Muitas pessoas não enxergam o desvio privado como corrupção, só levam em conta a corrupção no ambiente público”, diz o promotor de Justiça Jairo Cruz Moreira. Ele é coordenador nacional da campanha do Ministério Público “O que você tem a ver com a corrupção”, que pretende mostrar como atitudes que muitos consideram normal são, na verdade, um desvirtuamento ético.
Como lida diariamente com o assunto, Moreira ajudou a BBC Brasil a elaborar uma lista de dez atitudes que os brasileiros costumam tomar e que, por vezes, nem percebem que se trata de corrupção.
• Não dar nota fiscal
• Não declarar Imposto de Renda
• Tentar subornar o guarda para evitar multas
• Falsificar carteirinha de estudante
• Dar/aceitar troco errado
• Roubar TV a cabo
• Furar fila
• Comprar produtos falsificados
• No trabalho, bater ponto pelo colega
• Falsificar assinaturas
“Aceitar essas pequenas corrupções legitima aceitar grandes corrupções”, afirma o promotor. “Seguindo esse raciocínio, seria algo como um menino que hoje não vê problema em colar na prova ser mais propenso a, mais pra frente, subornar um guarda sem achar que isso é corrupção.” Segundo a pesquisa da UFMG, 35% dos entrevistados dizem que algumas coisas podem ser um pouco erradas, mas não corruptas, como sonegar impostos quando a taxa é cara demais.
Disponível em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/
2012/11/121024_corrupcao_lista_mdb.shtml. Adaptado.

 

 

  • TEXTO 2

Sem título

 

  • TEXTO 3

No Brasil, basta um escândalo de corrupção estampar as manchetes dos jornais para que os comentaristas de plantão vociferem palavras de ordem na internet em que exigem, até, a pena de morte para os corruptores. Mas esses mesmos gritos raivosos aceitam, pacificamente, os  pequenos crimes que eles próprios e muitos conhecidos praticam no dia a dia, sem nem mesmo perceber que o “jeitinho” do cotidiano também é uma forma de corrupção.
Na última semana, um cartaz colado em um muro de uma grande avenida de São Paulo perguntava aos passantes: “Habilitação suspensa?”. O anúncio, que desrespeitava a lei Cidade  Limpa, legislação municipal que proíbe a colocação de cartazes em locais públicos, trazia um número de telefone e oferecia um serviço: dar um “jeitinho” nos pontos obtidos na carteira de motoristas que tiveram suas licenças para dirigir retiradas por causa do excesso de multas recebidas no trânsito.
O “jeitinho” brasileiro se estende para além do trânsito. Em pleno centro de São Paulo, a maior cidade do país, é possível comprar diplomas falsos que permitem a participação em concursos públicos e, mais comum ainda, atestados médicos, para justificar ausências mais prolongadas no trabalho. Também é possível, sem nem mesmo sair de casa, “roubar” o sinal da TV à cabo do vizinho, sem que ele saiba, ou comprar um aparelho decodificador de sinal pela própria internet e usá-­lo para sempre sem ter que pagar mensalidade às operadoras, que, afinal, “cobram muito caro”. A prática é tão institucionalizada que tem até nome: “o gato net”.
Mas a corrupção diária pode ser ainda mais grave. A previdência social, uma das áreas mais afetadas pelo “jeitinho”, descobriu, apenas em 2013, 56 fraudes que causaram um prejuízo de 82 milhões de reais aos cofres públicos, afirma o Ministério da Previdência Social. O dinheiro estava sendo destinado para pessoas que passaram a receber benefícios depois de apresentarem documentos falsos, como atestados médicos ou comprovantes de união estável.
Uma pesquisa feita pelo Centro de Referência do Interesse Público (CRIP) da Universidade Federal de Minas Gerais mostrou em 2009 que 77% dos entrevistados acreditavam que a corrupção é um problema grave no país. Ao mesmo tempo, 35% delas concordaram que atitudes como sonegar impostos, quando eles são caros, podem ser erradas, mas não corruptas.
Disponível em:
http://brasil.elpais.com/brasil/2013/12/04/sociedad/1386197033_853176.html. Adaptado.

Proposta: O papel da literatura na formação de valores da sociedade.

  • Proposta:

Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-­argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema O papel da literatura na formação de valores da sociedade, apresentando proposta de ação social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

 

  • TEXTO I

Sempre pensei que fosse sábio desconfiar de quem não lê literatura. Ler ou não ler romances é para mim um critério. Quer saber se tal político merece seu voto? Verifique se ele lê literatura. Quer escolher um psicanalista ou um psicoterapeuta? Mesma sugestão. E, cuidado, o hábito de ler, em geral, pode ser melhor do que o de não ler, mas não me basta: o critério que vale para mim é ler especificamente literatura − ficção literária.
Você dirá que estou apenas exigindo dos outros que eles sejam parecidos comigo. E eu teria de concordar, salvo que acabo de aprender que minha confiança nos leitores de ficção literária é justificada. Algo que eu acreditava intuitivamente foi confirmado em pesquisa que acaba de ser publicada pela revista Science, “Reading literary fiction improves theory of mind” [Ler ficção literária melhora a teoria da mente], de David C. Kidd e Emanuele Castano.
Kidd e Castano aplicaram esses testes em diferentes grupos, criados a partir de uma amostra homogênea:

1) um grupo que acabava de ler trechos de ficção literária,

2) um grupo que acabava de ler trechos de não ficção,

3) um grupo que acabava de ler trechos de ficção popular,

4) um grupo que não lera nada. Conclusão: os leitores de ficção literária enxergam melhor a complexidade do outro e, com isso, podem aumentar sua empatia e seu respeito pela diferença de seus semelhantes.

 
Com um pouco de otimismo, seria possível apostar que ler literatura seja um jeito de se precaver contra sociopatia e psicopatia*. A pesquisa mede o efeito imediato da leitura de trechos literários. Não sabemos se existem efeitos cumulativos da leitura passada: o que importa não é se você leu, mas se está lendo. A pesquisa constata também que a ficção popular não tem o mesmo efeito da literária. A diferença é explicada assim: a leitura de ficção literária nos mobiliza para entender a experiência das personagens. Segundo os pesquisadores, “contrariamente à ficção literária, a ficção popular tende a retratar o mundo e as personagens como internamente consistentes e previsíveis. Ela  pode confirmar as expectativas do leitor em vez de promover o trabalho de sua teoria da mente”. Na próxima vez em que eu for chamado a sabatinar um candidato a um emprego, não me esquecerei de perguntar: qual é o romance que você está lendo?
Contardo Calligaris
Adaptado de www1.folha.uol.com.br.

 

  • TEXTO II

Podemos dizer que a literatura é o sonho acordado das civilizações. Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Deste modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade, inclusive porque atua em grande parte no subconsciente e no inconsciente. Cada sociedade cria as suas manifestações ficcionais, poéticas e dramáticas de acordo com os seus impulsos, as suas crenças, os seus sentimentos, as suas normas, a fim de fortalecer em cada um a presença e atuação deles. Por isso é que nas nossas sociedades a literatura tem sido um instrumento poderoso de instrução e educação, entrando nos currículos, sendo proposta a cada um como equipamento intelectual e afetivo.
Antonio Candido Adaptado de Vários escritos. São Paulo: Duas Cidades, 1995.

  • TEXTO III

Sem título

 

Proposta de Redação: O valor do cinema como prática social

Proposta
Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema O valor do cinema como prática social, apresentando proposta de ação social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

 

 

 

  • TEXTO I

De tanto frequentarem cinema, as pessoas acabam acreditando mais na tela do que na vida que levam.
Carlos Drummond de Andrade

 

  • TEXTO II

[…] o cinema é o que todo mundo acha que é … uma diversão… eu acho que não deixa de ser uma diversão … mas também é muita arte […] porque cinema hoje em dia … pela técnica e pelo que eles levam tanto a sério … eu acho que é uma … uma … como diz mesmo … diz uma sétima arte … entendeu?
Trecho de fala: NURC-RJ / Inquérito 85

 

  • TEXTO III

[…] a sociedade compartilha emoções através dos meios de comunicação, em especial os audiovisuais. Com a evolução tecnológica, ao longo do tempo, eles foram moldando o modo de pensar do homem, cativando-o, seduzindo-o, fazendo-o rir, chorar, sentir medo, pavor, solidariedade com imagens fragmentadas, inspiradas, baseadas ou recortadas do real.

SILVÉRIO, Alessandra. Filme: realidade ou ficção.
Fonte: http://www.mnemocine.com.br/aruanda/ensaiosresenhas.htm

 

  • TEXTO IV

Ver filmes é uma prática social tão importante, do ponto de vista da formação cultural e educacional das pessoas, quanto a leitura de obras literárias, filosóficas, sociológicas e tantas mais.
DUARTE, Rosália. Cinema & educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.

 

Fonte: http://desconversa.com.br/redacao/redacoesexemplares/modelo-de-redacao-o-valor-do-cinema-como-pratica-social/

 

Quinhentismo

No cumprimento de suas tarefas, portugueses colonizadores, jesuítas, viajantes aventureiros dão origem às primeiras manifestações literárias do período, cujas primeiras obras são predominantemente informativas. Seus textos, marcados pela subjetividade cultural do europeu, descrevem a fauna, a flora, os habitantes nativos e as condições de vida na terra recém-descoberta. Apesar de não ser considerada literária, essa crônica histórica tem seu valor, pois além da linguagem e da visão de mundo dos primeiros observadores do país, revelam as condições primitivas de uma cultura nascente.

Nesse primeiro século da nossa formação, a literatura informativa do colonizador português é representada inicialmente pela Carta de Pero Vaz de Caminha, relatando o descobrimento do Brasil a D. Manuel. Historicamente, é uma verdadeira certidão de nascimento do país e dá início a um período de três séculos na nossa literatura: o Período Colonial, que inclui, além do Quinhentismo, o Barroco e o Arcadismo.

Outro documento da época é O Diário da Navegação (1530) de Pero Lopes de Souza. Não é tão importante como a carta de Caminha, mas enquadra-se nas crônicas de viagens, prestando informações a futuros colonizadores e exploradores de Portugal. Sem muitos dados históricos, relata a expedição de Martim Afonso de Souza ao Brasil, em 1530, como também o comando de Pero Lopes no retorno da esquadra a Portugal. Apenas em uma ou outra passagem, faz alguma referência histórica, ressaltando a beleza da terra e de seus habitantes. Narra eventos e aponta observações náuticas e geográficas, o que o torna um documento de interesse para a história marítima de Portugal e para a da colonização do Brasil.

Essencialmente informativas, as obras: História da Província de Santa Cruz a que Vulgarmente Chamamos Brasil (1576) e Tratado da Terra do Brasil, publicado somente em 1826, de Pero de Magalhães de Gândavo, e Tratado Descritivo do Brasil em 1587 (1587), de Gabriel Soares de Souza, inauguram atitudes e lançam sugestões temáticas. Manifestações que serão retomadas por alguns escritores brasileiros pertencentes ao Modernismo, tais como Oswald de Andrade (Pau-Brasil) e Mário de Andrade(Macunaíma).

O trabalho informativo, pedagógico e moral dos jesuítas tem como expoentes as obras dos padres Manuel da Nóbrega, Fernão Cardim e José de Anchieta. Nóbrega, com a carta noticiando sua chegada ao território brasileiro, inaugura, em 1549, a literatura informativa dos jesuítas. Além da vasta correspondência em que relata o andamento da catequese e da obra pedagógica a outros membros da Companhia de Jesus, escreve o Diálogo Sobre a Conversão do Gentio (1557), única obra planejada e com valor literário reconhecível. Nela, sua intenção é convencer os próprios jesuítas do significado humano e cristão da catequese.

As obras de Cardim Do Clima e Terra do Brasil e de Algumas Coisas Notáveis que se Acham Assim na Terra como no Mar; Do Princípio e Origem dos Índios do Brasil e de Seus Costumes, Adoração e Cerimônias, Narrativa Epistolar de Uma Viagem e Missão Jesuíticarevelam um certo planejamento literário, independentemente da informação epistolar.

Quanto à valorização literária, José de Anchieta destaca-se como o único autor desta época cuja produção extrapola o caráter meramente histórico. Escreveu poemas líricos, épicos, autos, cartas, sermões e uma pequena gramática da língua tupi. Além do caráter informativo e educacional, algumas de suas criações literárias visavam, apenas, satisfazer sua vida espiritual.