Exercícios de História Divididos por Tópicos – ENEM

Abaixo você encontra as provas do ENEM de História divididos por tópicos


 

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Resumo História do Brasil

Resumo de História do Brasil

 

brasil-linhadotempo

republica
Portugal
– Após libertar-se do domínio árabe dentro da Guerra de Reconquista os lusos organizaram-se para a expansão marítima, através da Revolução de Avis que tirou a Dinastia de Borgonha. A posição estratégica de Portugal, sua precoce centralização política e a experiência obtida com os árabes (conhecimento da bússola, pólvora, papel, matemática) e o desenvolvimento náutico acoplado a Escola de Sagres, foram fundamentais para o seu pioneirismo nos mares.
– Primeiras conquista: Ceuta, feitorias na África, contorno do Cabo da Boa Esperança, Oceano Índico, Périplo Oriental de navegações, rota das especiarias.
Tratados que legitimaram as conquista
– Tratado de Toledo (1480) – dividia o mundo pela Linha do Equador. A cima terras espanholas, a baixo, terras  portuguesas.
– Bula Intercoetera (1493) – dividia o mundo por uma linha vertical, usando como demarcador a Ilha de Cabo Verde (100 léguas). Terras a oeste da Espanha e a oeste de Portugal.
– Tratado de Tordesilhas (1494) – mudava a Linha para 270 léguas da Ilha de Cabo Verde, mantendo o preceito da divisão.
– Tratado de Madri – assinado em 1750 e ratificado pelo Tratado de Badajós em 1801, ampliava o território brasileiro em três vezes seu tamanho original.

Todo sistema das Grandes Navegações foi baseado nos princípios políticos do Absolutismo e econômicos do  Mercantilismo. As características mais importantes do Mercantilismo são: Intervenção do Estado na economia, Balança Comercial Favorável, Protecionismo, Metalismo, Pacto Colonial, Monopólio (estanco).

1ª. Fase da Colonização (1500-30)
– Expedições para o Brasil devido à concorrência e a queda do preço das Especiarias.
– Expedições Exploradoras e Guarda Costa

Razão: retirar o pau Brasil com o trabalho indígena (escambo – troca) e resguardar o território que estava sendo ameaçado pelos franceses.
– Efetivação da Colonização a partir de 1530
– Expedição de Martim Afonso de Sousa – fundou São Vicente a primeira Vila regular no Brasil.
– Pela não eficiência no processo e pela desvalorização da estrutura estatal (fundamentado numa Balança Comercial Desfavorável).
– Divisão do Brasil em Capitanias Hereditárias, regulamentadas pela carta de Doação e Foral (carta de Direitos e deveres do donatário).
– O excesso de descentralização, o distanciamento entre as Capitanias e destas com Portugal, o desinteresse dos donatários, além do fortalecimento dos chamados Homens Bons (Câmaras Municipais) fizeram a Coroa anexar ao sistema o modelo de Governo Geral.

Governo Geral:
– Dividido em governador, ouvidor e provedor mor.
– Introdução das grandes áreas de plantação de açúcar (muitas financiadas pela própria Holanda – beneficiária direta da distribuição e refinamento do produto).
– Vinda dos Padres Jesuítas, dentro da tentativa da Igreja de expandir seu número de fiéis após a avalanche de burgueses e outras pessoas que migraram para o calvinismo. A ação jesuíta gerou o etnocídio das populações indígenas.
– Efetivação do uso da mão de obra escrava negra. Durante o Período Colonial e Imperial o Brasil chegou a receber cerca de 6 milhões de negros, vindos através do lucrativo Tráfico Negreiro. O negro nunca se submeteu silenciosamente à escravidão, resistindo através de abortos, suicídios, queima de plantações e principalmente através da formação dos Quilombos. Estes eram áreas que tentavam preservar os costumes negros, mas que aceitavam qualquer pessoa que estivesse contra o sistema vigente de governo. A mesma Igreja que condenou a escravidão indígena, legitimou a negra por participar dos lucros do processo colonizador.

– O Engenho de açúcar
– Divisão: Casa grande, Senzala, Casa de moenda, Casa de purgar, Capela.
– Montado sobre a estrutura do Plantation: Monocultura, latifundiária, voltada para exportação usando-se de mão de obra escrava.
– Sociedade: tradicional, rural, machista, patriarcal.
– Outros produtos plantados no Brasil:
– Tabaco – utilizado basicamente como produto de troca (escambo).
– Gado – A pecuária foi significativamente importante na interiorização do Nordeste (Lei das 10 Léguas), posteriormente na interligação do Sul do Brasil com as áreas de mineração.
– Drogas do Sertão: Produtos como guaraná, ervas medicinais, cacau, pimenta foram extraídos com altos lucros principalmente na região Norte. Algodão: serviu para vestir os escravos, mas também no final do século XVIII com a Guerra da Secessão nos Eua, foi produto forte na pauta de exportações.

Invasões no Brasil
– Franceses:
– França Antártica (1555 – 1567) – RJ, razões religiosas, perseguição aos huguenotes, expulsos por Men de Sá e Estácio de Sá.
– França Equinocial (1612 – 1615) MA, razão política e econômica, expulsos por Jerônimo de Albuquerque.
– Franceses no RJ 1710 e 1711. Invasão econômica e a segunda por vingança.
– Ingleses; apenas atos de pirataria isolados.

– Holandeses:

* A Holanda foi um protetorado da Espanha que buscou sua liberdade com o apoio dos outros Países Baixos. Os batavos enriqueceram refinando e distribuindo o açúcar, em especial o brasileiro.
– Quando a Dinastia de Avis chega ao fim, principalmente após a morte de Dom Sebastião, Felipe II, rei da Espanha, anexa os dois reinos e cria a União Ibérica (1580-1640), decretando, para destruir os holandeses, o embargo sobre o açúcar brasileiro.

– Fundação da Cia. das Índias Or. , para dominar a rota das especiarias e do tráfico negreiro.
– Fundação da Cia. das índias OC, criada para invadir o Brasil.

– 1ª. Invasão na Bahia (1624-25), por ser a Capital. Foram expulsos rapidamente devido aos conflitos religiosos Católicos X Protestantes e Judeus.

– 2ª. Invasão: Pernambuco (1630 -54)
-Resistência através do Arraial do Bom Jesus que só cai cinco anos depois de lutas intensas, devido aos planos terem sido entregues pelo suposto “traidor” Calabar.

Após a queda do Arraial em 1635, os batavos invadem o Nordeste criando a Nova Holanda. Trazem Maurício de Nassau para administrá-la. O Conde faz um governo excelente trazendo artista, drenando pântanos, realizando empréstimos aos Srs. de Engenho.

-1640 acaba a União Ibérica. O Rei de Portugal (Dinastia de Bragança) é colocado no trono com o apoio holandês, que selam a Trégua dos 10 anos, onde os batavos ficaram no Brasil. As divergências entre Nassau e Cia. Das Índias Oc. Aumenta e ele é demitido, começa a reação brasileira contra a dominação holandesa (Insurreição Pernambucana -1645 -54). A saída dos holandeses acarreta a concorrência com o açúcar das Antilhas e o deslocamento do eixo econômico para o Sudeste brasileiro e o pagamento de uma indenização de 4 milhões de cruzados e mais 4oo toneladas de açúcar para não serem novamente recuperação total do NE. O fim da União Ibérica obrigou Portugal a reforçar seus laços de dominação sobre suas colônias, criando o Conselho Ultramarino (1642) e diminuindo o poder dos Homens Bons novamente.

– Expansão do Território
– Entradas: movimentos incentivados pelo governo para penetração no território. Não surtiram o efeito desejado.
– Bandeiras: movimentos realizados por particulares que ampliaram consideravelmente o território e descobriram o tão sonhado ouro. O bandeirantismo se ramifica em várias correntes de ação:
– Sertanismo de Contrato: bandeirantes contratos, quase sempre por Srs. de Engenho, para aniquilar quilombos ou focos de rebelião negra.
– Preação ou Caça ao índio: busca do elemento indígena para ser a mão de obra básica no processo expansionista dos bandeirantes, devido à falta de recursos econômicos para obter o negro. Esta busca causou um profundo atrito entre bandeirantes e jesuítas, pois o índio preferencialmente caçado era o que já estava catequizado e habitava nas Missões.
– Monções: expedições bandeirantes que se usavam do leito dos rios para transportar produtos do interior até as vilas litorâneas.
Movimentos em busca da Independência
-A Crise do sistema colonial se acentuou a partir das críticas as idéias Absolutistas e Mercantilistas, com o advento das idéias Iluministas e Liberalistas.

– Movimentos Nativistas:
– Não visavam se separar de Portugal, mas apenas contestavam a rigidez imposta pelo pacto Colonial. Tiveram um caráter regionalista e conseqüentemente individualista.
– Aclamação de Amador Bueno (SP – 1641) tentativa de autonomia da região devido à tentativa de reestruturação dos limites territoriais por parte de Portugal.
– Revolta de Beckman (MA – 1684) envolveu a elite da região descontente com a criação da Cia. De Comércio do Grã Pará ou Maranhão e os jesuítas que tiveram seus índios atacados para transformar-se em mão de obra.
– Guerra dos Emboabas (MG – 1708) conflito entre os forasteiros (emboabas0 que migraram para a região atraídos pela febre do ouro e os bandeirantes. Com a vitória dos emboabas os paulistas partiram a busca do ouro em Goiás e Mato Grosso.
– Guerra dos Mascates (PE -1710) ocorreu devido a decadência dos Srs. de Engenho que habitam a capital Olinda e os comerciantes portugueses que chegavam povoando a região de Recife. No final a capital é deslocado para o centro dinâmico da região, Recife.
– Guerra Guaranítica (RS – 1750) conflito que envolveu a morte de 30 mil índios tupi-guaranis durante a troca da Colônia do Santíssimo Sacramento pelos Sete Povos das Missões.
– Movimentos Separatistas ou Emancipacionistas:
– visavam a separação com Portugal, tinham o sonho republicano e uma forte influência das idéias iluministas.
– Inconfidência Mineira (1789) – movimento de caráter econômico. Baseado na Independência dos Estados Unidos, pelo fato dos dois movimentos terem sido comandados por uma elite intelectual.
– Inconfidência Baiana (1798) – mais conhecida como Revolta dos Alfaiates – movimento de caráter social. Baseado na Revolução Francesa pelo envolvimento de classes sociais médias e na Independência do Haiti pelo teor abolicionista.
– Insurreição Pernambucana (1817) – movimento que envolveu todas as camadas sociais e teve caráter separatista que envolveu grande parte do Nordeste.

Fuga da Família Real
-Motivo: pressões de Napoleão que decretou o Bloqueio Continental para prejudicar os ingleses. Pela ligação econômica forte entre Portugal e os britânicos a Família Real transmigrou para o Brasil.
Fatos Chaves:
-1808: Abertura dos Portos as Nações Amigas;
-1810: Tratados de Comércio e Navegação e Aliança e Amizade.

* Criação do Banco do Brasil, Jardim Botânico, Biblioteca Municipal, Anexação da Província Cisplatina e Guiana Francesa, Escola Militar, Imprensa Régia, entre outros fatos.
– 1815: Elevação do Brasil a condição de Reino Unido juntamente com Portugal e Algarves.. Fato ligado a queda de Napoleão e a organização do Congresso de Viena.
-1816: Vinda da Missão Francesa.
-1820: Revolução Liberal do Porto. Volta de Dom João VI e desestruturação econômica do Brasil. Organização das cortes portuguesas (Parlamento)

I Reinado
Grupos políticos: Português (sonho da recolonização), Brasileiros Moderados (independência continuísta), Brasileiros Exaltados (Independência com rupturas).
-1822: Dia do Fico, Cumpra-se, D. Pedro é agraciado pela Maçonaria, Dia do Grito.
-1823 – Guerras de Independência com várias Províncias para o Reconhecimento interno da Independência. Reconhecimento externo feito pelos americanos e posteriormente por Portugal (Brasil paga uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas). Assembléia Constituinte que acaba entrando em atrito com D. Pedro devido a forma de condução do país.
-1824- D. Pedro dissolve a Assembléia Constituinte e Outorga (impõem) a primeira Constituição do Brasil.
– Constituição de 1824: 4 poderes (Poder Moderador a chave de todos os outros poderes), voto censitário, União Estado – Igreja, Senado Vitalício.
– Confederação do Equador (PE) resposta ao centralismo e autoritarismo governamental. Termina com a morte de Frei Caneca. Teve caráter separatista e espalhou-se pelo Nordeste, atingindo fortemente o Ceará.
– Crise do I Reinado: Confederação do Equador, dissolução da Assembléia Constituinte, perda da Província Cisplatina, aumento da dívida externa, morte do jornalista Libero Badaró, Noite das Garrafadas, Ministério dos Brasileiros e posterior criação do Ministério dos Marqueses.
– Abdicação do governo em nome de seu filho.

Período Regencial
– Sem a figura do Imperador que tinha apenas 5 anos o governo foi diretamente comandado pela elite rural, dando a falsa impressão de uma época liberal, descentralizada e que assemelhava-se a uma experiência republicana.
– Regência Trina Provisória: tirou os portugueses do exército brasileiro (luso fobia) e anistiou os presos políticos.
– Regência Trina Permanente: Criou o cargo de Ministro da Justiça, dado ao padre Diogo Feijó.
Criou-se a Guarda Nacional uma espécie de milícia para militar que defendia os interesses das elites locais, com ela criou-se a patente civil do “coronel”. Também foi promulgado o Código do Processo Criminal e foi mudada a Constituição de 1824 com o Ato Adicional de 1834. Nele o fato mais relevante foi a criação das Assembléias Legislativas Provinciais.

Regência Una do Padre Feijó
-lei que mais uma vez tocava no fim da escravidão
– início das mais pesadas Rebeliões Regenciais:
– Cabanagem (PA – 1835 – 40) Movimento popular. Lutou pela formação de uma república separatista até a maioridade de D. Pedro II. Conseguiram por pouco tempo chegar ao poder.
– Revolução Farroupilha (RS – 1835-45) Movimento elitista. Mais longa revolta social do Brasil, motivada pelo preço do charque e as contendas políticas entre o Rio Grande e o Rio de Janeiro.
Estendeu-se para SC e PR, tinha um caráter separatista.
– Revolta dos Malês (BA – 1835-37) comandada pelos escravos islamizados, foi denunciada e sufocada rapidamente, apesar dos focos de guerrilha no interior do estado.
– Queda de Feijó, entrada do Regente Conservador Pedro de Araújo e Lima.
– Lei Interpretativa do Ato Adicional – tentativa de centralizar o regime.
– Sabinada (BA – 1837) Movimento comandado pela classe média. Visava a separação da Bahia do Brasil até a  Maioridade de D. Pedro II.
– Balaiada (MA – 1838 – 41). Movimento popular, sem proposta lógica, seguiu vários rumos e foi destruído de forma violenta.
* O perigo da desestruturação do país levou ao Golpe da Maioridade.

II REINADO
-Visão Política
– Período de consolidação total da estrutura geopolítica do Brasil.
– Conflitos entre Liberais e Conservadores. Revoluções Liberais.
– Parlamentarismo às avessas: jogada de marketing político de D. Pedro II. Criado em 1837 diminuía os perigos de revoltas sociais, acalmava o animo dos dois Partidos políticos e diminuía o desgaste da figura do Imperador.
– 1848 – Revolução Praieira. Único grande movimento de contestação ao período de governo. Teve um viés socialista (utópico) e foi motivada pelo centralismo político, e pelos abusos da concentração latifundiária em PE (família Cavalcanti) e o poder do comércio na mão de muitos portugueses.
-Visão Econômica
-Café: introduzido por dois caminhos:
1º. Pelo Norte e Nordeste vindo da Guiana Francesa, serviu apenas como produto de subsistência nas lavouras tradicionais.
2º. Pelo RJ no início do Século XIX, estendeu-se posteriormente pela região do Vale do Paraíba até chagar no Oeste Paulista (terra roxa). Esta marcha foi mudando a visão do plantation com a introdução da mão de obra Imigrante.
– Imigração: Inicialmente incentivada por particulares como o Senador Vergueiro no Sistema de Parceria e posteriormente pelo governo na colonização, europeização e branqueamento do Sul do Brasil. A maioria dos imigrantes veio da Itália e da Alemanha devido ao processo tardio de Unificação destes territórios. Não receberam uma condição decente de vida, muitos foram transformados em escravos brancos.
– Tarifa Alves Branco: aumentava as alíquotas alfandegárias para 30 até 60% o que aumentaria a quantidade de dinheiro circulante no país. Como muitos países deixaram de trazer seus produtos o Brasil vivenciou um Surto Industrial, onde o destaque maior foi a figura do Visconde de Mauá. Esta tarifa foi anula pela Tarifa Silva Ferraz que voltou a dar tarifas alfandegárias preferenciais para a Inglaterra.

– Leis Abolicionistas:
– Lei Eusébio de Queiroz (1850) decreta a proibição do tráfico negreiro. É uma resposta ao Bill Aberdeen imposto pelos ingleses. Faz com que o tráfico intercontinental enfraqueça e prospere o tráfico inter provincial.
– Lei do Ventre Livre ou Visconde do Rio Branco (1871) decreta a liberdade para todos os escravos nascidos a partir da data da sua assinatura.
– 1883-84 o Ceará e o Amazonas libertam seus escravos.
– Lei dos Sexagenários ou Saraiva Cotegipe (1885) liberta os escravos com mais de 60 anos, mas os obriga a permanecer mais 5 prestando serviços aos seus senhores.
– Lei Áurea (13/05/1888) demarca o fim da escravidão. Causou muita polêmica por não indenizar os senhores que haviam liberto escravos durante o decorrer do processo abolicionista.

– Conflitos político militares
– Guerra na Bacia da Prata
– ocorreu após a perda por parte do Brasil da região da Cisplatina. Isto gerou um confronto entre brasileiros e argentinos, quanto ao futuro de tal região que se tornaria o Uruguai.

– Guerra do Paraguai (1865-70)
– Conflito baseado na força que a região do Paraguai tinha na região e que lançou os planos expansionistas do governante Solano Lopez para as áreas que interessavam os países que formariam a Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai). Resultou numa chacina que até hoje suscita discussões quanto ao grau de participação da Inglaterra em tal episódio.

– O Fim do Império
– A volta dos militares fez que tal classe, apoiada pelas idéias positivistas e evolucionistas, absorvesse o a cena política e conjuntamente aos cafeicultores de origem mais burguesa mudaram o sistema de governo no país, muito mais numa atitude golpista do que democrática.
– Questão Religiosa, ligada a Bula Syllabus que proibia que católicos pudessem ser também maçons. Pelo fato do Imperador ser os dois, ele não colocou a Bula em vigor causando um mal estar com a Igreja.

REPÚBLICA
– Proclamada com o apoio dos militares e dos cafeicultores.
Dividi-se em dois grandes momentos:
– República das Espadas (1889 -94)
– Governo Provisório de Deodoro da Fonseca.
– Grande Naturalização
– Emissão de papel moeda
– Separação do Estado com a Igreja (nasce o Estado laico)
– Crise do Encilhamento. Emissão sem controle de dinheiro gerou uma especulação e uma crise econômica.
– Votação da 1ª. Constituição Republicana (1891)
-Pontos chaves: voto universal masculino para homens maiores de 21 anos, alfabetizados; federação, voto não é obrigatório, é em aberto e não existe obrigação de se votar no Presidente e no Vice da mesma chapa.
– Deodoro é eleito, mas sem o apoio do Congresso. Não resiste 9 meses no poder, toma atitudes arbitrárias como o fechamento do Congresso e a decretação do Estado de Sítio. 1ª. Revolta da Armada. . Novas eleições deveriam ser marcadas, mas Floriano Peixoto assume de forma anticonstitucional.
– 2ª. Revolta da Armada
– Revolução Federalista (Revolta da Degola) no RS (movimento de tendência separatista) se alastrou até o PR
– Queda da credibilidade dos militares gera a ascensão do café.
– Política do Café com Leite, ou dos Coronéis, ou Oligárquica
_Ligação com a Política dos Governadores (jogo de troca de favores entre os estados e o governo central); Coronelismo, Voto de Cabresto e a Comissão Verificadora de Poderes.

– Prudente de Moraes 1894 – 98)
– Guerra de Canudos: conflito messiânico no interior da Bahia, liderado por Antonio Conselheiro, que
fez o governo realizar 4 expedições para massacrar o movimento. Houve um preceito de idéias
sociais e monárquicas.

-Campos Sales (1898 – 1902)
– Renegociação da dívida externa – funding loan
– Auge da Política dos governadores
– Compra de parte de nossa dívida por parte dos americanos

-Rodrigues Alves (1902 – 06)
– Urbanização e Saneamento do Rio de Janeiro
– Compra do Acre
Convênio de Taubaté – política de valorização do café, jogo da socialização de perdas.

– Afonso Pena (1906 – 09)
– Auge do processo de imigração urbana no Brasil
– presidente morre e seu vice assume
– Nilo Peçanha (1909 – 10)
– Criação do SPI (Serviço de Proteção ao Índio)
– Ciclo da Borracha
– Hermes da Fonseca (1910 – 14)
– Campanha Civilista de Rui Barbosa, faz a máquina do Café com leite romper.
– lançou a idéia da Política das Salvações
– obteve o apoio do Rio Grande do Sul
– Revolta da Chibata: conflito que envolveu os maus tratos aplicados aos marinheiros de baixo escalão. Liderada por João Candido.
– Guerra do Contestado, conflito que envolveu camponeses e tropas do governo numa área disputada pelo estado do PR e de SC.
– Sedição de Juazeiro – Padre Cícero

– Venceslau Brás (1914 – 18)
– Período da I Guerra Mundial
– Processo de substituição de Importações, gerando um Surto Industrial no país.
– Organização do movimento de operários nas fábricas com a ajuda dos imigrantes. Fundos mutualistas e caixas beneficentes.
– Anarcosindicalismo / Greves Operários de 1917
– Brasil entra na Guerra neste mesmo ano.
– Morre o presidente que tinha acabado de ser eleito (Rodrigues Alves / Gripe Espanhola)

– Epitácio Pessoa (1919 – 22)
– Começa a desmoronar a ligação SP e Mg, consequentemente o Café com leite enfraquece.
– Fundado o Partido Comunista do Brasil
– Realizada a Semana de Arte Moderna
– É eleito Artur Bernardes
– Reação militar contra o novo presidente – Tenentismo
– O Tenentismo foi um movimento do baixo escalão militar, de caráter elitista (por não se misturar com outros grupos sociais), ideologia difusa e que tinha a intenção de moralizar o Brasil.

– Artur Bernardes (1922 -26)
– Governou sobre a situação de Estado de Sítio
– Revolução paulista de 1924
– Revolução Federalista no RS
– Coluna Prestes: maior marcha da história da humanidade, liderada pelo Cavaleiro da Esperança Luís Carlos Prestes.
– Reformou a Constituição
Washington Luís (1926 – 30)
– Seu lema foi “governar é abrir estradas”
– Crise da Bolsa de Valores de NY – quebra da ligação entre os cafeicultores paulistas e mineiros.
– Revolução de 30: Aliança Liberal (MG + PB + RS) X SP
-Vitória nas urnas de SP – Julio Prestes
– Morte de João Pessoa
– Reabilitação do Movimento Tenentista

Era Vargas
– Desmanche da estrutura do Café com Leite
– Colocação de Interventores nos estados no lugar dos ex governadores. Quase sempre os interventores eram tenentes. O caso mais expressivo foi o de Juarez Távora conhecido como Vice Rei do Norte.
– Pelo extremo poder que os tenentes passam devagar a ter Vargas os afasta ganhando muitos inimigos
– Revolução Constitucionalista de 32 (SP): movimento reacionário do estado paulista contra a sua perda de poder a partir da ascensão de Vargas. Resultou na derrota de SP e na manipulação que Getúlio fez com o estado na compra do estoque de café excedente.
– Criação do Código Eleitoral de 32, nascem os princípios das leis trabalhistas.
– Constituição de 34 (baseada na Constituição alemã da República de Weimar).

Principais pontos:
Leis trabalhistas, voto secreto, voto feminino, não previa reeleição.
– Surgimento de dois grupos fortes com idéias européias:
-AIB (Ação Integralista Brasileira) liderada por Plínio Salgado, tinha fundamentação militar e nacionalista e usava o slogan: Deus, pátria, família.
– ALN (Aliança Nacional Libertadora) formação de esquerda que trazia um mosaico de ideologias.
– Vargas coliga-se com as idéias a AIB e joga a ANL na ilegalidade
– Intentona Comunista de 35, liderada por Luís Carlos Prestes.
– Prisão de Prestes, deportação de Olga Benário.
– Utilização dos meios de comunicação para institucionalizar o caos do perigo comunista.
– Plano Cohen
– Golpe evitando as eleições de 1938, conhecido como Plano Cohen.

– Estado Novo – ditadura
– Constituição de 37 – Outorgada
-Pontos centrais: hipertrofia do executivo, extinção dos Partidos Políticos, fechamento do Congresso, conhecida como Carta Polaca por se basear na Constituição da Polônia, tirava a autonomia dos estados que passavam a ser governados novamente por interventores, pena de morte, censura prévia.
– Criação de mecanismos de controle social:
– DASP (Departamento de Administração de Serviços Públicos)
– DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda)
– Controle Sindical / Peleguismo

-Fim da Era Vargas
– Brasil volta da II Guerra Mundial e se cria a contradição política: éramos governados por um ditador fomos lutar contra a ditadura nazi-fascista.
– Vargas abre o Regime do Estado Novo para a democratização do país
– Anistia aos presos políticos. Ex: Luís Carlos Prestes.
– Eleições
– Formação dos novos Partidos Políticos:
PTB e PSD ligados a Vargas
Vargas: Pai dos Pobres, mãe dos Ricos
PTB – ligado aos trabalhadores
PSD – ligado a elite
Oposição: UDN – capitaneada por Carlos Lacerda
POPULISMO

– DUTRA
– Alinhamento do Brasil com os EUA – fruto da II – Guerra Mundial
– Início da Guerra Fria
– Política de Abertura as multinacionais / Liberalismo econômico
– Não intervenção do Estado na economia
– Congelamento de salários
– Rompimento com o Bloco Socialista – fechamento do PCB
– Doutrina de Segurança Nacional
– Constituição de 46 – Social democracia
– Início da Aliança para o Progresso
– Criação da Escola Superior de Guerra (ESG)

– VARGAS
– Eleito pela primeira vez em sua história – volta nos braços do povo!
– O erro da mistificação de ser um governo de esquerda / Projeto Nacionalista
– Nomeação de João Goulart para Ministro do Trabalho – aumento do salário mínimo em 100% – proposta recusada pelo Congresso)
– Criação da Petrobras, Eletrobrás, Lei de Remessa de Lucros, Plano Lafer.
– Oposição da UDN – Carlos Lacerda.
– Atentado da Rua Toneleros / Contra Lacerda
– Morte do Major Florentino Vaz
– Culpado pelo crime: Gregório Fortunato (chefe da guarda pessoal de Vargas)
– Suícidio de Vargas / Golpe Militar adiado em 10 anos
– Carta Testamento

– A TRANSIÇÃO
– Assume o Vice / Café Filho
– Lei n. 113 da SUMOC (Sup. Da Moeda e Crédito) – embrião do Banco Central.
– Começa a corrida para a Sucessão Presidencial.
– PSD – Juscelino kubitscheck
– PTB – João Goulart
– Juntos as chapas Presidente + Vice
– JK é eleito mas deve esperar o início do ano.
– Café Filho sofre um enfarte
– Assume Carlos Luz (presidente da Câmara de Deputados) tentativa de golpe para evitar a posse de JK
– General Teixeira Lott evita o golpe, realizando o – Contra Golpe Preventivo.
– Assume Nereu Ramos (Presidente da Câmara do Senado)
– JK assume

– ERA JK
– Plano de Metas
– Valorização da Indústria de Bens de consumo duráveis, construção, energia, estradas.
– 5% das Metas destinadas a saúde, educação e alimentação.
– Construção de Brasília
– Entrada absurda do Capital estrangeiro
– Triplicação da dívida externa

– JÂNIO QUADROS
– Ligação com a UDN
– Política externa independente
– Condecorações de Yuri Gagarin e Che Guevara.
– Renúncia arquitetada – ideologia golpista
– Processo aceito / ação militar para evitar a posse do vice João Goulart
– Campanha da Legalidade (Leonel Brizola)

– Governo João Goulart
– Instituição do regime Parlamentarista (1961 – 63)
– Jogo manipulativo militar
– Força da figura do Primeiro Ministro
– Plebiscito
– Volta do Presidencialismo
– Reformas de Base
– Plano Trienal
– Marcha da Família com Deus pela Liberdade
– Reforma Constitucional, econômica, agrária e educacional.
– Golpe Militar

– Ditadura Civil Militar (1964- 85)
– O Brasil mantém a ideologia desenvolvimentista só que agora ligada a um sistema tecnoburocrata.

– Castelo Branco (1964 -67)
Ainda vivia-se um pequeno ar de democracia mas já começavam as caças a mandatos políticos e as garantias constitucionais. O governo utiliza-se dos AI (Atos Institucionais) e de outros poderosos mecanismos para desarticular as tendências contrárias ao regime.
Com o AI-2 foram desarticulados os Partidos já existentes e criados a ARENA (Aliança Renovadora Nacional) que representava as forças reacionárias e o MDB ( Movimento Democrático Brasileiro)
– 1967: assinatura da nova Constituição que ampliava os poderes do presidente, estabelecendo a imagem de ditadura.
-Lei de Imprensa: início do processo de censura dos meios de comunicação no país.

-Costa e Silva (1967-69)
– Como a maioria da população esperava volta dos princípios democráticos a ascensão de mais um governo militar deu coragem para manifestações contra o regime.
– Morte do estudante Edson Luís: num erro trágico para o momento os militares m atam um jovem de 17 anos que não tinha relação com o movimento de esquerda. Este episódio acaba desenrolando a Marcha dos Cem Mil.
– Greves operárias em Osasco e Contagem.
– Discurso de Márcio Moreira Alves: em pleno Congresso tomado pela direita, o então deputado pelo MDB pede ações contra os militares e não é cassado.
– Decretação do AI-5: o mais brutal ato contra a ditadura, que dava plenos poderes ao presidente, suspendia o hábeas corpus e os direitos políticos, cassava mandatos e decretava intervenção nos estados e municípios.

– Médici (1969 – 74)
– Costa e Silva é afastado após um derrame.
– Momento de maior repressão no Brasil gerou também as maiores ações por parte dos grupos de esquerda, incluindo seqüestros, assaltos a banco, guerrilhas urbanas e rurais. Destaque para o seqüestro do Embaixador Charles Elbrick dos EUA, para o grupo de Carlos Lamarca (VARPalmares), ALN de Carlos Marighela e a histórica Guerrilha do Araguaia.
– Repressão violenta, hipertrofia total do executivo e ação severa de órgãos como o DOI-CODI, DOPS, SNI, Operação Condor e Bandeirantes, entre outros.
– Foi o auge da manipulação no país com a utilização dos meios de comunicação com forças para referendar o regime. Ex: Vitória do Brasil no Tricampeonato Mundial e o primeiro título da Fórmula 1.
– Milagre Econômico: o desgaste do sistema econômico levou o Ministro da Fazenda Delfim Netto a apresentar um Plano de congelamento de preços e salários que funcionou por um tempo curto.

– Geisel (1974-79)
– Período de Abertura lenta, gradual e segura.
– Crise do Petróleo em 1973.
– A reação do MDB ganhando muitos cargos políticos levou o governo a decretar o Pacote de Abril (criação da figura do Senador Biônico) e a Lei Falcão.
– Greves no ABC comandadas por Lula.
– Acordo nuclear com a Alemanha Oc.
– Desmanche do AI-5
– Figueiredo (1979 – 85)
– Redemocratização
– Pluripartidarismo
– Planos de incentivo a empresa nacionais, mas também internacionais (privatizações)
– Eleições diretas e secretas para governador
-Emenda Dante de Oliveira (previa eleições diretas para Presidente – foi votada contra)
– Eleições feitas pelo Colégio Eleitoral
– NOVA REPÚBLICA
– José Sarney (1985 – 1990)
– Morte de Tancredo Neves
– Assume o vice Sarney
– Plano Cruzado – queda sensível na inflação
– Legalização do Partido Comunista
– Constituição de 88 (Constituição dos Notáveis)
– Collor de Mello (1990 – 92)
– Confisco de bens
– Privatização em massa
– Desmanche da estrutura cultural do país
– Escândalos
-Collor renuncia
– Impeachment
– Assume o vice
– Itamar Franco (1992 – 94)
– Estabilização financeira
– Lançamento do Plano Real
– Continuidade da linha neoliberal privatizante
– Fernando Henrique Cardoso (1994 – 2002)
– Estabilidade financeira
– Privatização e quebra do monopólio de empresas estatais.
– Fim do Monopólio do Petróleo
– Novo Código Civil
– Projeto da Reeleição
– Reeleito presidente
– Luís Inácio Lula da Silva (2003 – )
– Escândalos políticos
– Forte ação dos grupos ligados ao narcotráfico
– Tentativas de Reformas (Constitucional, Tributária, Previdenciária) que esbarraram na má vontade do Congresso.
– Campanhas eleitorais

Semana de Arte Moderna de 22

 

 

Semana de Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo, no Teatro Municipal, de 11 a 18 de fevereiro, teve como principal propósito renovar, transformar o contexto artístico e cultural urbano, tanto na literatura, quanto nas artes plásticas, na arquitetura e na música. Mudar, subverter uma produção artística, criar uma arte essencialmente brasileira, embora em sintonia com as novas tendências européias, essa era basicamente a intenção dos modernistas.

Durante uma semana a cidade entrou em plena ebulição cultural, sob a inspiração de novas linguagens, de experiências artísticas, de uma liberdade criadora sem igual, com o conseqüente rompimento com o passado. Novos conceitos foram difundidos e despontaram talentos como os de Mário e Oswald de Andrade na literatura, Víctor Brecheret na escultura eAnita Malfatti na pintura.

O movimento modernista eclodiu em um contexto repleto de agitações políticas, sociais, econômicas e culturais. Em meioa este redemoinho histórico surgiram as vanguardas artísticas e linguagens liberadas de regras e de disciplinas. A Semana, como toda inovação, não foi bem acolhida pelos tradicionais paulistas, e a crítica não poupou esforços para destruir suas idéias, em plena vigência da República Velha, encabeçada por oligarcas do café e da política conservadora que então dominava o cenário brasileiro. A elite, habituada aos modelos estéticos europeus mais arcaicos, sentiu-se violentada em sua sensibilidade e afrontada em suas preferências artísticas.

A nova geração intelectual brasileira sentiu a necessidade de transformar os antigos conceitos do século XIX. Embora o principal centro de insatisfação estética seja, nesta época, a literatura, particularmente a poesia, movimentos como o Futurismo, o Cubismo e oExpressionismo começavam a influenciar os artistas brasileiros. Anita Malfatti trazia da Europa, em sua bagagem, experiências vanguardistas que marcaram intensamente o trabalho desta jovem, que em 1917 realizou a que ficou conhecida como a primeira exposição do Modernismo brasileiro. Este evento foi alvo de escândalo e de críticas ferozes de Monteiro Lobato, provocando assim o nascimento da Semana de Arte Moderna.

O catálogo da Semana apresenta nomes como os de Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Yan de Almeida Prado, John Graz, Oswaldo Goeldi, entre outros, na Pintura e no Desenho; Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso e Wilhelm Haarberg, na Escultura; Antonio Garcia Moya e Georg Przyrembel, na Arquitetura. Entre os escritores encontravam-se Mário e Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Sérgio Milliet, Plínio Salgado, e outros mais. A música estava representada por autores consagrados, como Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernani Braga e Frutuoso Viana.

Em 1913, sementes do Modernismo já estavam sendo cultivadas. O pintor Lasar Segall, vindo recentemente da Alemanha, realizara exposições em São Paulo e em Campinas, recepcionadas com uma certa indiferença. Segall retornou então à Alemanha e só voltou ao Brasil dez anos depois, em um momento bem mais propício. A mostra de Anita Malfatti, que desencadeou a Semana, apesar da violenta crítica recebida, reunir ao seu redor artistas dispostos a empreender uma luta pela renovação artística brasileira. A exposição de artes plásticas da Semana de Arte Moderna foi organizada por Di Cavalcanti e Rubens Borba de Morais e contou também com a colaboração de Ronald de Carvalho, do Rio de Janeiro. Após a realização da Semana, alguns dos artistas mais importantes retornaram para a Europa, enfraquecendo o movimento, mas produtores artísticos como Tarsila do Amaral, grande pintora modernista, faziam o caminho inverso, enriquecendo as artes plásticas brasileiras.

A Semana não foi tão importante no seu contexto temporal, mas o tempo a presenteou com um valor histórico e cultural talvez inimaginável naquela época. Não havia entre seus participantes uma coletânea de idéias comum a todos, por isso ela se dividiu em diversas tendências diferentes, todas pleiteando a mesma herança, entre elas o Movimento Pau-Brasil, o Movimento Verde-Amarelo e Grupo da Anta, e oMovimento Antropofágico. Os principais meios de divulgação destes novos ideais eram a Revista Klaxon e a Revista de Antropofagia.

O principal legado da Semana de Arte Moderna foi libertar a arte brasileira da reprodução nada criativa de padrões europeus, e dar início à construção de uma cultura essencialmente nacional.

Semana de Arte Moderna

A Semana, de uma certa maneira, nada mais foi do que uma ebulição de novas ideias totalmente libertadas, nacionalista em busca de uma identidade própria e de uma maneira mais livre de expressão. Não se tinha, porém, um programa definido: sentia-se muito mais um desejo de experimentar diferentes caminhos do que de definir um único ideal moderno.

  • 13 de fevereiro (Segunda-feira) – Casa cheia, abertura oficial do evento. Espalhadas pelo saguão do Teatro Municipal de São Paulo, várias pinturas e esculturas provocam reações de espanto e repúdio por parte do público. O espetáculo tem início com a confusa conferência de Graça Aranha, intitulada “A emoção estética da Arte Moderna”. Tudo transcorreu em certa calma neste dia.
  • 15 de fevereiro (Quarta-feira) -Guiomar Novaes era para ser a grande atração da noite. Contra a vontade dos demais artistas modernistas, aproveitou um intervalo do espetáculo para tocar alguns clássicos consagrados, iniciativa aplaudida pelo público. Mas a “atração” dessa noite foi a palestra de Menotti del Picchia sobre a arte estética. Menotti apresenta os novos escritores dos novos tempos e surgem vaias e barulhos diversos (miados, latidos, grunhidos, relinchos…) que se alternam e confundem com aplausos. Quando Ronald de Carvalholê o poema intitulado Os Sapos deManuel Bandeira, (poema criticando abertamente o parnasianismo e seus adeptos) Ou seja, a crítica é formulada diretamente a forma tradicional dos parnasianos fazerem poemas com regras, Bandeira dizia que essa maneira não era a verdadeira literatura. o público faz coro atrapalhando a leitura do texto. A noite acaba em algazarra. Ronald teve de declamar o poema pois Bandeira estava impedido de fazê-lo por causa de uma crise de tuberculose.
  • 17 de fevereiro (Sexta-feira) – O dia mais tranquilo da semana, apresentações musicais de Villa-Lobos, com participação de vários músicos. O público em número reduzido, portava-se com mais respeito, até que Villa-Lobos entra de casaca, mas com um pé calçado com um sapato, e outro com chinelo; o público interpreta a atitude como futurista e desrespeitosa e vaia o artista impiedosamente. Mais tarde, o maestro explicaria que não se tratava de modismo e, sim, de um calo inflamado…

Reações conservadoras

Na época, boa parte da mídia reagiu de forma conservadora ao Movimento da Semana de Arte de 1922 referindo-se aos vanguardistas como “subversores da arte”, “espíritos cretinos e débeis” ou “futuristas endiabrados”. Mas, uma exceção foi o jornal Correio Paulistanoque apoiou os lançamentos e críticas do movimento[3] .

Desdobramentos

Vale ressaltar, que a Semana em si não teve grande importância em sua época, foi com o tempo que ganhou valor histórico ao projetar-se ideologicamente ao longo do século. Devido à falta de um ideário comum a todos os seus participantes, ela desdobrou-se em diversos movimentos diferentes, todos eles declarando levar adiante a sua herança.

Ainda assim, nota-se até as últimas décadas do século XX a influência da Semana de 22, principalmente noTropicalismo e na geração da Lira Paulistana nos anos 70 (Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção, entre outros). O próprio nome Lira Paulistana é tirado de uma obra de Mário de Andrade.

Mesmo a Bossa Nova deve muito à turma modernista, pela sua lição peculiar de “antropofagia”, traduzindo a influência da música popular norte-americana à linguagem brasileira dosamba e do baião.

Entre os movimentos que surgiram nadécada de 1920, destacam-se:

  • Movimento Pau-Brasil
  • Movimento Verde-Amarelo e Grupo da Anta
  • Movimento Antropofágico

A principal forma de divulgação destas novas ideias se dava através dasrevistas. Entre as que se destacam, encontram-se:

  • Revista Klaxon
  • Revista de Antropofagia

Terceiro Tempo Modernista

Terceiro Tempo Modernista


Nesta terceira fase, presencia-se a rejeição da geração de 22 na poesia. Surge o Concretismo, a Poesia-Práxis, o Poema-Processo, o Poema-Social, a Poesia Marginal e os músicos-poeta. Na prosa, a exploração do psicológico e dos conflitos entre o homem e a modernidade, a busca da universalização e de uma literatura engajada e o mergulho no realismo fantástico e no romance de reportagem passam a ser o foco. A crônica, o conto, a prosa autobiográfica e o teatro ganham força.

A Poesia – A poesia da segunda metade da década de 40 é marcada pela presença da Geração de 45, onde se destacariam grandes nomes dentro de nossa literatura, entre eles João Cabral de Melo Neto. Essa geração tem como marco a publicação dos nove números da “Revista Orfeu”, no Rio de Janeiro. Pregavam, acima de tudo, a rejeição aos moldes modernistas da geração de 22, ou seja: o fim do verso livre, da paródia, da ironia, do poema-piada, etc. A poesia deveria seguir um modelo mais formal, de cunho neoparnasiano ou neo-simbolista, com versificação mais regrada, maior erudição com relação às palavras e uso de temas mais universais.

Contrapondo a toda essa busca pelos padrões clássicos, Décio Pignatari, Augusto de Campos e Haroldo de Campos criaram o Concretismo, que condizia mais com a rapidez e agilidade da sociedade moderna. O Concretismo vai além de tudo o que o Modernismo conquistou: prega o fim do verso, do lirismo e do tema, além da exploração do espaço em branco, e a decomposição e montagem de palavras, com seus vários sentidos e correlações com outras palavras. O poema em si muitas vezes lembra um cartaz publicitário que se evidencia pelo apelo visual e permite várias leituras.

Outro movimento de profunda importância literária é o da Poesia-Práxis, liderado pelo poeta Mário Chamie e por Cassiano Ricardo. A poesia, segundo essa nova concepção, deve ser energética e dinâmica, com um conteúdo de importância, podendo ser transformada e reformulada pelo leitor, permitindo uma leitura múltipla. O Poema-Processo, assim como a poesia concreta, apela para o campo visual, através do uso de cortes e colagens e signos não-verbais. São poemas de apreciação e compreensão muito truncadas, mais para serem vistos do que lidos. A Poesia Social surge para trazer novamente à tona a força do verso, abolido pela poesia concreta e pelo Poema-Processo, sendo que a principal preocupação está sempre voltada para o retrato da realidade social. A Poesia Marginal mantém, no entanto, algumas relações com o Concretismo e o Poema-Processo. Sua linguagem é marcada pela busca da descrição do cotidiano, do instante, numa linguagem mais simples e um tom coloquial que tem como marca a ironia, o humor e o desprezo à elite e à sociedade, retomando algumas características da obra de Oswald de Andrade. Eram, na maioria dos casos, rodadas em mimeógrafos e entregues de mão em mão.

Uma das características da poesia contemporânea é uma busca cada vez maior de uma intertextualidade com outros meios de expressão, exigindo uma linguagem cada vez mais fragmentada e rápida que muitas vezes contrasta com uma necessidade de reencontro com os padrões clássicos, onde se evidenciam poemas mais longos e lineares. Outra característica relevante que só veio a contribuir para a difusão da poesia foi seu casamento com a música popular, que acentua o crescimento dos meios de comunicação de massa e a produção mais industrializada da literatura. Surgiram músicos-poeta como Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Milton Nascimento e outros, precedidos pela excelência de Vinícius de Moraes.

A Prosa – A publicação do livro Perto do Coração Selvagem, de Clarice Lispector, em 1944, já indiciava um novo caminho: a prosa da década de 40 e 50 seria marcada pela exploração do campo psicológico das personagens, o urbanismo que revela a relação conflituosa entre o homem e a modernidade, e o regionalismo que renova a linguagem literária, numa profunda busca pela universalização. Além de Clarice Lispector, outro nome se destacaria dentro dessa nova concepção literária: Guimarães Rosa. Clarice Lispector vai usar na maioria das vezes o cenário das grandes cidades como pretexto para expressar um outro mundo: o mundo interior de cada personagem. Guimarães Rosa usa e abusa do testemunho realista e de uma linguagem completamente inovadora e mítica para redescobrir a linguagem e o sertão do Brasil, ampliando o conceito do sertão e do sertanejo que ali vive.

A prosa urbana vai ser cada vez mais explorada a partir dos anos 60, mostrando os problemas acarretados pelo progresso, e um ser humano cada vez mais solitário, marginalizado e vítima de um mundo violento, que se fecha e enfrenta também a si mesmo. A linguagem vai tender cada vez mais à concisão e à fragmentação, rompendo muitas vezes com a linearidade temporal e espacial, tentando descrever o fluxo do pensamento e mostrando a rapidez e o absurdo da modernidade. Nascendo a partir dos mesmos campos urbanos e psicológicos que propulsionaram a literatura nos anos 40 e 50, tem-se a prosa mais introspectiva, o realismo fantástico e o romance reportagem.

A prosa de cunho político vai também se impor com grande força, tendo como objetivo retratar a violência e a repressão política que assolaram o país desde 1964, ou denunciando de um modo satírico e irônico a corrupção que assola o homem, e por conseqüência o governo, e que promove a sempre a discórdia e a desigualdade social. É o caso, por exemplo, de Incidente em Antares, de Érico Veríssimo.

Outros gêneros que ganham força dentro do panorama literário brasileiro são a prosa autobiográfica, o conto e a crônica, sendo que os dois últimos se consolidaram como modelos de literatura moderna. O conto consegue a síntese e a rapidez que a modernidade pede, mostrando-se mais fácil e mais ágil de ser lido. A crônica ganhou um espaço muito grande dentro dos principais veículos de comunicação como a revista e o jornal devido à sua linguagem mais coloquial, sua ligação mais íntima com o cotidiano, sua irreverência e ironia, e sua mais fácil assimilação por parte dos leitores, destacando escritores consagrados e novos como, por exemplo, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, Rubem Braga, entre outros.

O Teatro – Merece destaque também a revolução que o teatro brasileiro, que perdia terreno para o rádio e o cinema, sofreu a partir da década de 40, principalmente com a estréia da peça Vestido de Noiva, em 1943, de Nelson Rodrigues, que promove uma verdadeira renovação com relação à ação, personagens, espaço e tempo.

A década de 60 e 70 vai mostrar também o teatro político que expressa um forte nacionalismo preocupado em revelar e denunciar a realidade agonizante do Brasil durante o regime militar, buscando uma ligação e uma participação cada vez mais sólida do público dentro da peça, e revelando atores, diretores e dramaturgos de qualidade excepcional, premiados a nível nacional e internacional.

Segundo Tempo Modernista

Segundo Tempo Modernista


É o período de maturação e de regionalismo, revelando-se, após as conquistas da geração de 1922, uma fase muito rica na produção de prosa e poesia. Reflete o momento histórico conturbado, reinante não só na Europa, mas também no mundo.

Poesia – Nesta fase construtiva predomina a prosa, enquanto a poesia se apresenta de forma mais amadurecida. Não precisa mais ser irreverente e experimentalista, nem chocar o público; agora familiarizado com a nova maneira de expressão. As influências de Mário de Andrade e Oswald de Andrade estão presentes na produção poética pós Semana de Arte Moderna. Os novos poetas dão continuidade à pesquisa estética anterior, mantendo o verso livre e a poesia sintética.

A nova técnica está marcada pelo questionamento mais vigoroso da realidade, acompanhada da indagação do poeta sobre seu fazer literário e sua interpretação sobre o estar-no-mundo. Conseqüentemente, surge uma poesia mais madura e politizada, comprometida com as profundas transformações sociais enfrentadas pelo país. Ampliando os temas da fase anterior, volta-se para o espiritualismo e o intimismo, presentes em certas obras de Murilo Mendes, Cecília Meireles, Jorge de Lima e Vinícius de Moraes.

A Prosa – A prosa reflete o mesmo momento histórico da poesia, cobrindo-se igualmente das preocupações dos poetas da década de 30. São autores mais representativos: José Lins do Rego,Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Jorge Amado e Érico Veríssimo.

Nessa fase, a prosa se reveste de caráter mais maduro e construtivo, refletindo e aproveitando as conquistas da geração de 1922. A linguagem atinge certo equilíbrio e adota uma postura mais documental ao expor a realidade brasileira e focalizar o aspecto social. Essa tendência é aplicada nos romances urbanos, voltados à exposição da vida nas grandes cidades, revelando as desigualdades sociais, observadas na vida urbana brasileira, com destaque para algumas obras de Érico Veríssimo.

Os escritores focalizam, ainda, a realidade regional do país, originando a prosa regionalista que destaca a seca e os flagelos dela decorrentes. Os romancistas comprometidos com essa temática são: Rachel de Queiroz, José Lins do Rego, Jorge Amado e Graciliano Ramos. Ao lado dessa tendência, encontra-se a prosa intimista ou de sondagem psicológica, elaborada a partir do surgimento da teoria psicanalítica freudiana. Seus representantes são: Dionélio Machado, Lúcio Cardoso e Graciliano Ramos. Portanto, a denúncia social e a relação do “eu” com o mundo e, em especial, com o povo brasileiro são o ponto de tensão dos romances do período.

A preocupação mais marcante da prosa é o homem do Nordeste, incluindo sua vida precária e as condições adversas impostas pela geografia do lugar, pela submissão dos trabalhadores aos proprietários de terras, advinda de sua grave falta de instrução. O encontro com o povo brasileiro propicia, pois, o nascimento do regionalismo, reforçado pelos temas dedicados à decadência dos engenhos; às regiões de cana-de-açúcar; às terras do cacau no sul da Bahia; à vida agreste; às constantes secas, aprofundando as desigualdades sociais; ao movimento migratório; à mão-de-obra barata, à miséria e à fome.

Em 1945, encerra-se o período dinâmico do Modernismo, abrindo espaço para a fase de reflexão, devotada aos questionamentos sobre a linguagem, ao retorno a certos modelos estilísticos tradicionais, sobretudo, no início dos anos 50, visando inovações.

Some-se a isso que, o término da Segunda Guerra Mundial (1945) empurra o país para a era industrial e passa a contar com um proletariado de grande peso representativo, ávido de participar efetivamente da vida política. Além disso, o país desponta como uma potência moderna, facilitando o aparecimento da nova estética, revelando, segundo Antônio Cândido, “no seu ritmo histórico, uma adesão profunda aos problemas da nossa terra e da nossa história contemporânea”.

Primeiro Tempo Modernista

Primeiro Tempo Modernista


O primeiro momento, conhecido como fase heróica, corresponde à Semana de Arte Moderna, em 1922, em São Paulo. Essa semana serviu como elemento de divulgação e dinamização das discordâncias, acelerando o processo de modernização. O objetivo central era se impor contra oNaturalismo, Parnasianismo e Simbolismo ainda vigentes.

Além disso, visava estabelecer uma teoria estética, nem sempre claramente explicitada por seus criadores e que acaba por renovar o conceito de literatura e de leitor. A Semana incluiu uma série de eventos (l3, l5 e 17 de fevereiro de 1922) no Teatro Municipal de São Paulo, reunindo artistas e intelectuais que, sob o aplauso e vaias da platéia, apresentaram uma espécie de sarau, declamando poemas, lendo trechos de romances, fazendo discursos, expondo quadros e tocando música.

Alguns acontecimentos, anteriores a 1922, preparam a trajetória do Modernismo; fatos, especificamente, ligados à estética renovadora, se multiplicam. Em 1912, Oswald de Andrade traz da Europa a novidade futurista; em 1913, o pintor Lasar Segall faz uma exposição, negando a pintura acadêmica. Em 1917, a exposição dos quadros de Anita Malfatti, em São Paulo, destacando a pintura expressionista, assimilada na Europa, coloca, de um lado, os que apóiam o novo e, de outro, os conservadores.

Na literatura, a transformação e o rompimento com o velho estão presentes, sobretudo, na obra de Oswald de Andrade, Memórias Sentimentais de João Miramar, publicada em 1916, cuja característica experimental notável se aprofunda em edições posteriores. Em 1920, Oswald e Menotti del Picchia iniciam a campanha de renovação nos jornais, tendo como expoente o poeta Mário de Andrade que, em 1922, traz a públicoPaulicéia Desvairada. Seu “Prefácio Interessantíssimo” corresponde a um primeiro manifesto estético.

Outra manifestação, em 1921, são os Epigramas Irônicos e Sentimentais, de Ronald de Carvalho, que, apesar de terem sido publicados em 1922, já revelam a busca por uma nova forma de expressão. No Rio de Janeiro, Manuel Bandeira se utiliza do verso livre. Ao final de 1921, os jovens de São Paulo preparam a Semana, contando com o apoio de Graça Aranha que, ao procurar criar uma filosofia para o movimento, acaba seu líder. Vários escritores do Rio e de São Paulo participam do evento: Manuel Bandeira, Guilherme de Almeida, Menotti del Picchia, Ronald de Carvalho, Ribeiro Couto, Mário de Andrade e Oswald de Andrade.

Sabem que estão produzindo algo de novo, em oposição às tendências dominantes, entretanto não conseguem apontar claramente a trajetória a ser seguida. A esses escritores juntam-se os que publicam pela primeira vez: Luís Aranha Pereira, Sérgio Milliet, Rubens Borba de Moraes, Sérgio Buarque de Holanda, Prudente de Morais (neto), Antonio Carlos Couto de Barros. Unem-se, também, os pintores: Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Emiliano di Cavalcanti, Vicente do Rego Monteiro; o escultor Victor Brecheret; o compositor Heitor Villa-Lobos e o historiador Paulo Prado, criador do movimento Pau-Brasil, em 1924. Ainda, em 1922, é lançada a renovadora revista Klaxon, em São Paulo, cuja publicação se estende até o número nove.

O movimento pela nova estética se radicaliza em São Paulo, revelando o aspecto agressivo e polêmico da empreitada. Aos poucos, escritores de norte a sul se ligam ao grupo na batalha de oposição aos conservadores. O espírito nacionalista, inspirado pelo desejo de libertação da tradição européia, toma conta das manifestações e estimula a luta dos renovadores.

Após a Semana, surgem propostas variadas que dão origem aos grupos: Pau-Brasil, lançado por Oswald de Andrade, cujo nome adotado fazia referência à primeira riqueza brasileira exportada e tinha como princípios a exaltação do Carnaval carioca como acontecimento religioso da raça, o abandono dos arcaísmos e da erudição, a substituição da cópia pela invenção e pela surpresa; o Verde-Amarelo, que se colocava em oposição ao Pau-Brasil, pregava o nacionalismo ufanista e primitivista. Mais tarde, transformou-se no grupo da Anta, escolhida como símbolo da nacionalidade por ter sido o totem da raça tupi; o grupo Regionalista, iniciado no Recife, que pregava o sentimento de unidade do Nordeste; e por fim, o Antropofágico, liderado por Oswald de Andrade, inspirado no quadro Abaporu, (aba, “homem”; poru, “que come”), de Tarsila do Amaral, propõe a devoração da cultura importada com intuito de reelaboração, transformando o que veio de fora em produto exportável. As obras ligadas a esse movimento são Cobra Norato, de Raul Bopp, eMacunaíma, de Mário de Andrade.

Nesses agrupamentos, o enaltecimento do primitivismo passa a incluir a mitologia e o simbólico, sobretudo no movimento Antropofágico que, propondo a devoração dos valores europeus, lança suas idéias naRevista de Antropofagia (1928-1929).

Nessa primeira fase, o rompimento com o velho, a necessidade de chocar o público e de divulgar novas idéias estão marcados pelo radicalismo. Enquanto várias revistas são criadas por escritores renomados e por iniciantes, o movimento vai se estruturando de forma mais vibrante no Rio e em São Paulo, estendendo-se a Minas e ao polêmico regionalismo nordestino. As publicações variadas são fundamentais para o movimento que, extremamente ativo, se estende até 1930, quando menos agressivo, muda de rumos, principalmente, com referência à prosa, dominada, tradicionalmente, pela literatura oficial, ligada à Academia Brasileira de Letras, antagonista dos “futuristas”, ou seja, dos modernistas, “rebeldes excêntricos do período”.A partir dessa data, as novas idéias se generalizam, constituindo-se em padrões de criatividade. Findo esse primeiro momento, abre-se espaço para a segunda fase; a fase construtiva que prima pela estabilização das conquistas, com forte apelo social.

A Poesia – A poesia, produzida na primeira fase, apropria-se do ritmo, do vocabulário e dos temas da prosa, constituindo-se no principal veículo de divulgação do movimento. Abandona os modelos tradicionais do Parnasianismo e deixando de lado os recursos formais, adota o verso livre, sem número determinado de sílabas e sem metrificação, respeitando a inspiração poética. A cadência rítmica é mantida próxima da prosa em obediência à alternância de sons e acentos, demonstrando que a poesia está na essência ou no contraste das palavras selecionadas. A opção pelo verso livre expressa a alteração da música contemporânea, produzida pelo impressionismo, pela dissonância, pela influência do jazz e dodecafonia.

O registro do cotidiano aparece valorizado por meio de elementos diferenciados, incluindo: a linguagem coloquial; a associação livre de idéias; uma aparente falta de lógica; a mescla de sentimentos contrastantes, revelando o subconsciente e o nacionalismo. Às vezes, a preferência recai sobre o “momento poético” – observação de um determinado aspecto ou de um instante emocional, resultando em condensação poética.

O presente é incorporado aos versos por meio do progresso, da máquina, do ritmo da vida moderna. O humor, igualmente empregado, manifesta-se sob a forma de ironia ou paradoxo, surgindo o poema-piada, condensação irreverente que busca provocar polêmica.

A Prosa – A prosa do período não apresenta o mesmo vigor da poesia, mas revela conquistas importantes. A princípio, demonstra certa densidade, carregada de imagens, provocando tensão pela expressividade de cada palavra. Os recursos são variados como: a aproximação com a poesia, o apoio na fala coloquial e na utilização de períodos curtos. Um dos modernistas, Oswald de Andrade, aplica essas experiências não só em seus artigos e manifestos, mas também na obra Memórias Sentimentais de João Miramar (1924). Trabalha a realidade através de recursos poéticos, empregando metáforas e trocadilhos. Essa técnica, aliada a uma “espécie de estética do fragmentário”, compõe-se de espaços em branco na formatação tipográfica e também na seqüência do discurso, cabendo ao leitor a tarefa de dar sentido ao que lê.

Ao lado de Oswald de Andrade, outros escritores se destacam: Antonio de Alcântara Machado com Pathé Baby, Plínio Salgado com O Estrangeiro, José Américo de Almeida com A bagaceira. Há os que dão ênfase à experiência léxica e sintática, tendo como suporte a fala coloquial. Mário de Andrade é um de seus representantes com Amar, Verbo Intransitivo e Macunaíma. Neste último, o novo está, sobretudo, no emprego da lenda, revelando contornos poéticos, derivados da liberdade na escolha do vocabulário, nacionalizando o modo de escrever.

Pré-Modernismo

Pré-Modernismo


Nas duas primeiras décadas do século XX, período de transição entre o que era passado e o que seria chamado de moderno, existiram as mais variadas tendências e estilos literários, além dos poetas do Parnasianismo e Simbolismo, que ainda continuavam escrevendo. Por apresentar traços individuais muito fortes, o Pré-Modernismo no Brasil não se caracteriza como escola literária, distinguindo-se, na verdade, como um termo genérico para designar a produção literária de alguns autores que, não sendo ainda modernos, já promoviam rupturas com o passado. A partir daí, a continuidade de temas e sínteses expressivas tradicionais são vistas, nas obras desse período, como uma ou outra tendência. Por isso, alguns pontos em comum podem ser apontados.

Ruptura com a linguagem acadêmica e artificial dos parnasianos, encontrada em autores cujas obras, sem nenhuma sistematização aparente, contradizem e abalam lingüisticamente as características da literatura tradicional, retratando a fala de uma determinada localidade.

Problematização e denúncia da realidade sócio-cultural brasileira, cujo objetivo principal desse período é mostrar o Brasil do operário suburbano, do sertanejo nordestino, do caipira interiorano e do imigrante que, na figura desses tipos humanos, surgem como personagens marginalizadas em um novo regionalismo, registrando costumes e verdades locais para mostrar uma terra diferente da revelada pelos escritores do Romantismo e Realismo-Naturalismo.

A preocupação em retratar fatos políticos, econômicos e sociais contemporâneos aproxima a realidade da ficção. Os Sertões e Canaã, publicados em 1902, marcam o início do período pré-modernista. Na primeira obra, fazendo uma completa análise da terra e do sertanejo nordestino, Euclides da Cunha retrata a guerra dos Canudos. Na segunda, Graça Aranha documenta a imigração alemã, no Espírito Santo. Em Triste fim de Policarpo Quaresma (1915), Lima Barreto aborda o governo de Floriano e a Revolta da Armada, e emCidades Mortas (1919), Monteiro Lobato descreve a pobreza do caboclo nos vilarejos decadentes do Vale do Paraíba Paulista.

Esses autores, de certa forma, abrem caminho para oModernismo, expondo os problemas brasileiros que, retomados pelos “futuristas”, contribuem para a “descoberta do Brasil”. Na poesia, destaca-se também o expressionismo “sui generis” de Augusto dos Anjos, que, rompendo com o passado antecipa algumas das “descobertas” modernistas.

Literatura Brasileira

Abaixo um resumo de cada estilo da Literatura Brasileira

ESTILO LITERÁRIO / DESTAQUES CARACTERÍSTICAS GERAIS
ERA COLONIAL QUINHENTISMO

Início: A Carta de CaminhaContexto histórico:

  • Os portugueses chegam ao Brasil
  • A chegada dos primeiros jesuítas ao Brasil
Literatura documental, histórica, de caráter informativo.
A Carta de Caminha é o primeiro documento literário brasileiro. Carta descritiva com espírito ufanista e nativista. Foi parodiada de forma satírica por Oswald de Andrade, poeta modernista.
O Quinhentismo serviu de inspiração literária para alguns poetas e escritores do Romantismo e do Modernismo.
No Romantismo: Gonçalves Dias, José de Alencar.
No Modernismo: Oswald de Andrade.Destacaram-se:
– Pero Vaz de Caminha – A Carta de Caminha
– Pe. José de Anchieta – escreveu textos religiosos, um teatro religioso. Tinha devoção ao culto mariano. Recebeu influência da tradição medieval. Obs.:Não recebeu influência da poesia lírica de Camões (soneto).
– Pe. Manuel da Nóbrega
BARROCO

Início: Prosopopeia – poema épico de Bento TeixeiraContexto histórico:

  • As invasões holandesas no Brasil
  • Os bandeirantes
Frequência das antíteses e paradoxos, fugacidade do tempo e incerteza da vida.
Características: rebuscamento, virtuosismo, ornamentação exagerada, jogo sutil de palavras e ideias, ousadia de metáforas e associações.
Cultismo ou Gongorismo: abuso de metáforas, hipérboles e antíteses. Obsessão pela linguagem culta, jogo de palavras.
Conceptismo (Quevedo): jogo de ideias, pesquisa e essência íntima.Destacaram-se:
– Gregório de Matos – apelidado de “A Boca do Inferno”. Oscilou entre o sagrado e o profano. Poeta lírico, satírico, reflexivo, filosófico, sacro, encomiástico, obsceno. Não foi poeta épico.
– Bento Teixeira
– Pe. Antonio Vieira – Expoente máximo da Literatura Brasileira e da Literatura Portuguesa, pois durante sua estada em Portugal aderiu a temas nacionais portugueses e durante a sua permanência no Brasil, aderiu a temas nacionais brasileiros. Era prosador e não poeta, e conceptista, pois atacou o cultismo. Escreveu sermões, entre eles o Sermão da Sexagésima.
ARCADISMO

Início: Publicação deObras Poéticas, de Cláudio Manuel da Costa, obra inicial do Arcadismo brasileiro.Contexto histórico:

  • A Inconfidência Mineira
  • A Revolução Farroupilha
  • A vinda da Família Real para o Brasil
Pastoralismo, bucolismo. Ideal de vida simples, junto à natureza (locus amoenus).
Fugere urbem (“evitar a cidade”, “fugir da civilização”). busca do equilíbrio e da naturalidade, no contato com a natureza.
Carpe diem (“aproveite o dia”). Consciência da fugacidade do tempo.
Simplicidade, clareza e equilíbrio. Emprego moderado de figuras de linguagem.
Natureza racional (é vista como um cenário, como uma fotografia, como um pano de fundo.
Pseudônimos.
Fingimento / ArtificialismoDestacaram-se:
– Tomás Antonio Gonzaga – poeta maior do Arcadismo brasileiro com suas liras Marília de Dirceu. Pseudônimo como poeta lírico: Dirceu; pseudônimo como poeta satírico: Critilo (Cartas Chilenas). Autores épicos do Arcadismo brasileiro:
– Cláudio Manuel da Costa – Poeta lírico e épico. Seu pseudônimo é Glaudeste Satúrnio. Seus sonetos são de imitação Camoniana. Obra: Vila Rica.
– Basílio da Gama – Obra: O Uraguai.
– Santa Rita Durão – Obra: Caramuru. Obs.: O índio antes de José de Alencar aparece nos poemas épicos O Uraguai e Caramuru. Portanto, o Arcadismo preparou o Romantismo.
ERA NACIONAL ROMANTISMO

Início: publicação deSuspiros Poéticos, deGonçalves de MagalhãesContexto histórico:

  • A Imprensa no Brasil
  • A crise do 2º Reinado
  • A abolição da escravidão
Predomínio da emoção, do sentimento (subjetivismo); evasão ou escapismo (fuga à realidade). Nacionalismo, religiosidade, ilogismo, idealização da mulher, amor platônico. Liberdade de criação e despreocupação com a forma; predomínio da metáfora.1ª geração romântica: 1840/50 – indianista ou nacionalista. A temática era o índio, a pátria.
Destacou-se:
– Gonçalves Dias – Obras: Canção do Exílio e I Juca Pirama.2ª geração romântica: 1850/60 – byroniana, mal-do-século, individualista ou ultra-romântica. A temática era a morte.
Destacou-se:
Álvares de Azevedo – poeta da dúvida, tinha obsessão pela morte. Recebeu influência de Byron e Shakespeare. Oscila entre a realidade e a fantasia. Obra: Livro de contos Noite na taverna.3ª geração romântica: 1860/70 – condoreira, social ou hugoana. A temática é a abolição e a república.
Destacaram-se:
Poesia:
– Castro Alves – poeta representante da burguesia liberal. Obras: Espumas Flutuantes, O Navio Negreiro, Vozes d’África.
Prosa:
– José de Alencar (representante maior) – defensor do “falar brasileiro” / dá forma ao herói / amalgamando a sua vida à natureza.
– Joaquim Manuel de Macedo – Obra: A Moreninha.
– Bernardo Guimarães – Obra: A escrava Isaura.
– Manuel Antônio de Almeida – Obra: Memórias de um sargento de milícias.

Modalidades do Romantismo: Romance de folhetim – Teixeira e Sousa, O filho do pescador.
Romance urbano – Joaquim Manuel de Macedo, A Moreninha.
Romance regionalista: Bernardo Guimarães, O ermitão de Muquém.
Romance indianista e históricoJosé de Alencar, O Guarani.

Obs.: O Romantismo está para o Modernismo.

REALISMO / NATURALISMO

 

Início: Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, publicado em 1881.

NATURALISMO

Início: O Mulato, de Aluísio Azevedo

Contexto histórico:

  • A Proclamação da República
  • A Primeira República
REALISMO
Literatura de combate social, crítica à burguesia, ao adultério e ao clero.
Análise psicológica dos personagens.
Objetividade, temas contemporâneos.
Destacou-se:
Machado de Assis – trilogia: Memórias Póstumas de Brás Cubas (narrado em 1ª pessoa); Quincas Borba (“ao vencedor as batatas”); Dom Casmurro(narrado em 1ª pessoa – enigma de traição)

NATURALISMO
Desdobramento do Realismo.
Escritores naturalistas retratam pessoas marginalizadas pela sociedade.
O Naturalismo é fruto da experiência.
Análise biológica e patológica das personagens.
Determinismo acentuado.
As personagens são compradas aos animais (zoomorfismo).Destacaram-se:
– Aluísio Azevedo – Obras: O Mulato; O Cortiço (romance social, personagem principal do romance é o próprio cortiço).
– Raul Pompeia – Obra: O Ateneu.

PARNASIANISMO

Início: Fanfarras, deTeófilo DiasContexto histórico:

  • Contemporâneo do Realismo – Naturalismo
Estilo especificamente poético, desenvolveu-se junto com o Realismo – Naturalismo.
A maior preocupação dos poetas parnasianos é com o fazer poético.
Arte pela arte.
Poesia descritiva sem conteúdo; vocabulário nobre; objetividade.
Os poetas parnasianos são considerados “os mestres do passado”. Por suas manias de precisão foram criticados severamente pelos poetas do 1º Tempo Modernista.Destacou-se:
Olavo Bilac (poeta representante) – Profissão de Fé.
SIMBOLISMO

Início: Missal e Broquéis, de Cruz e SouzaContexto histórico:

  • Fundação da Academia Brasileira de Letras
Origem: a poesia de Baudelaire.
Características: desmistificação da poesia, sinestesia, musicalidade, preferência pela cor branca, sensualismo, dor e revolta.Destacou-se:
Cruz e Souza (poeta representante) – Obra: Missal e Broquéis.
PRÉ-MODERNISMO

Início: Os Sertões,Euclides da Cunha;Canaã, Graça AranhaContexto histórico:

  • Guerra do Contestado
  • A Revolta dos 18 do Forte de Copacabana
  • A revolta da Vacina
Convivem juntas duas tendências:1. Conservadora: sobrevivência da mentalidade positivista, agnóstica e liberal.Destacou-se:
Euclides da Cunha – Obra: Os Sertões (miséria e subdesenvolvimento nordestino).2. Renovadora: incorporação de aspectos da realidade brasileira.

Destacaram-se:
– Lima Barreto, Triste Fim de Policarpo Quaresma (a vida urbana e as transformações de início de século).
– Monteiro Lobato – livro de contos Urupês (a miséria do caboclo, a decadência da cultura cafeeira). Obs.: Foi Monteiro Lobato quem criticou a exposição da pintora Anita Malfatti, chamando-a de “Paranóia ou Mistificação”.
– Graça Aranha, Canaã (imigração além do Espírito Santo).

Poeta representante: Augusto dos Anjos – Obra: Eu e outras poesias.

MODERNISMO
PRIMEIRA FASE

Início: Semana de Arte ModernaContexto histórico:

  • Fundação do Partido Comunista Brasileiro
  • A Revolução de 1930
Poesia nacionalista.
Espírito irreverente, polêmico e destruidor, movimento contra.
Anarquismo, luta contra o tradicionalismo; paródia, humor.
Liberdade de estética. Verso livre sem uso da métrica. Linguagem coloquial.Destacaram-se:
– Mário de Andrade – Obra: Pauliceia desvairada (Prefácio Interessantíssimo)
– Oswald de Andrade – Obra: Manifesto antropofágico / Pau-Brasil
– Manuel Bandeira – Obra: Libertinagem
MODERNISMO
SEGUNDA FASE

Contexto histórico:

  • A Era Vargas
  • Lampião e o cangaço no sertão
Destaca-se a prosa regionalista nordestina (prosa neo-realista e neo-naturalista).Representantes:
– Graciliano Ramos – representante maior, criador do romance psicológico nordestino – Obras: Vidas Secas; São Bernardo.
– Jorge Amado – Obras: Mar Morto; Capitães da Areia.
– José Lins do Rego – Obras: Menino de Engenho; Fogo Morto.
– Rachel de Queiroz – Obra: O Quinze.
– José Américo de Almeida – Obra: A BagaceiraPoesia 30/45 – ruma para o universal.
Carlos Drummond de Andrade faz poesia de tensão ideológica.Fase de Drummond:
– Eu maior que o mundo – poema, humor, piada.
– Eu menor que o mundo – poesia de ação.
– Eu igual ao mundo – poesia metafísica.

Poetas espiritualistas:
– Cecília Meireles – herdeira do Simbolismo.
– Jorge de Lima – Invenção de Orpheu.
– Vinícius de Moraes – Soneto da Fidelidade.

MODERNISMO
TERCEIRA FASE

Contexto histórico:

  • A Redemocratização do Brasil
  • A ditadura militar no Brasil
Continua predominando a prosa.Representantes:
– Guimarães Rosa – Neologismo – Obra: Sagarana.
– Clarice Lispector – Introspectiva – Obra: Laços de Família, onde a autora procura retratar o cotidiano monótono e sufocante da família burguesa brasileira.
Obs.: Os escritores acima procuram universalizar o romance nacional. São considerados pela crítica literária, escritores instrumentalistas.Poesia concreta:
– João Cabral de Melo Neto – poeta de poucas palavras. Obra de maior relevância literária: Morte e Vida Severina. Tem intertextualidade com o teatro Vicentino.