Proposta: Idosos no Brasil do século XXI: negligenciados ou valorizados?

Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema Idosos no Brasil do século XXI: negligenciados ou valorizados?, apresentando proposta de ação social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I
Na esteira dos países em desenvolvimento, o Brasil caminha para se tornar um País de população majoritariamente idosa. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o grupo de idosos de 60 anos ou mais será maior que o grupo de crianças com até 14 anos já em 2030 e, em 2055, a participação de idosos na população total será maior que a de crianças e jovens com até 29 anos.
Disponível em: http://noticias.terra.com.br/brasil/brasil6vai6se6tornar6um6pais6de6idosos6ja6em620306diz6ibge, 91eb879aef2a2410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html

TEXTO II
O Brasil caiu 27 posições e ficou em 58º lugar em um ranking que analisa o bem-estar de idosos em 96 países. Divulgado nesta quartaQfeira pela organização Help Age International, a lista é liderada pela Noruega. Com 23,3 milhões de pessoas com mais de 60 anos, o Brasil caiu da 31a posição, em 2013, e segue atrás de países latino-americanos como Chile, Uruguai e Panamá. A causa principal seria a piora no quesito “ambiente estimulante”, que avalia segurança física, relacionamentos sociais, liberdades cívicas e acesso a transporte público. (…)
O índice HelpAge International’s Global AgeWatch mede o bem-estar social e econômico das pessoas acima de 60 anos, a partir de quatro quesitos principais: ambiente estimulante, segurança de renda (pobreza e cobertura de aposentadorias), status de saúde (expectativa de vida e bemQestar) e capacidades (emprego e educação para pessoas com mais de 60 anos). (…)
O Brasil tem seu melhor desempenho em segurança de renda, no qual está em 14° no ranking geral, devido à cobertura por aposentadorias de 86,3% da população acima dos 60 anos de idade, baixa pobreza na velhice (8,8%) e à relativa cobertura de serviços básicos pelo Estado, o que possibilitaria aos idosos brasileiros serem mais independentes.
No entanto, o resultado do Brasil piora por conta do quesito ambiente estimulante, com queda da 40 para a 87 posição em relação ao estudo do ano passado. Esse quesito mede a percepção dos idosos de sua capacidade de se conectar a outras pessoas e à sociedade, de usar o transporte público e quanto à percepção de segurança física.

Disponível em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/10/141001_velhice_indice_rp

TEXTO III
Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003)
Artigo 2º. O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhe, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade.
Artigo 3º. É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.
Artigo 96. Discriminar pessoa idosa, impedindo ou dificultando seu acesso a operações bancárias, aos meios de transporte, ao direito de contratar ou por qualquer outro meio ou instrumento necessário ao exercício da cidadania, por motivo de idade: Pena – reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa.

 

TEXTO IV

 

Sem título

Uma opinião sobre “Proposta: Idosos no Brasil do século XXI: negligenciados ou valorizados?

  1. Minha redação sobre o tema:

    Assim como na Europa, a longevidade da população brasileira está aumentando, pois segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), tem-se que grupos sociais compostos de pessoas de sessenta anos ou mais estão cada vez maiores. Neste contexto, os idosos enfrentam grandes problemas de inserção social em conjunto com a descriminação por parte de pessoas mais jovens, em contraponto com a legislação vigente que normatiza direitos e garantias fundamentais ao idoso.

    Pode-se perceber que, relacionado à baixa qualidade dos serviços públicos prestados no Brasil, tem-se o aumento dos custos com atendimento médico, medicamento, transporte e alimentação para com o idoso. Este fator monetário se agrava pelo baixo valor pago nas maiorias das aposentadorias, fazendo com que a pessoa não seja autossuficiente à medida que passa para a inatividade, transformando-a num peso econômico para a família. Além disso, vê-se a descriminação por parte da população de modo geral, não respeitando direitos básicos, bem como definindo como inúteis e ultrapassados os idosos.

    Convém ressaltar que a legislação brasileira detém diversos quesitos que garantem os recursos básicos para a manutenção da qualidade de vida, não só do idoso, más também de toda uma nação. No Artigo 5 da Constituição Federal tem-se a inviolabilidade do direito a igualdade, a segurança, a vida, a liberdade e a propriedade. No Estatuto do Idoso consta que é obrigação do Estado, da família e da sociedade assegurar todos os direitos e garantias fundamentais ao idoso, bem como o atendimento prioritário e a viabilização de políticas públicas. Sendo assim, é primordial que se coloque em prática todo este artefato jurídico.

    Dessa forma, necessita-se que haja uma intervenção em diversos setores da sociedade para combater a desvalorização do idoso. Com uma política de educação voltada a todas as etapas da vida, verifica-se a possibilidade da continuidade da formação, criando cursos para a capacitação do idoso nas novas tecnologias como “Tablets” e computadores. O Governo Brasileiro, ao criar projetos sociais com o intuito de não deixar crianças e adolescentes sozinhos durante o turno de serviço dos pais, podem valorizar as pessoas com mais de 60 anos, colocando-as para compartilhar experiências ao ministrar cursos e oficinas. Por fim, a mídia em conjunto com ONGs (Organização Não Governamental) deve criar programas e cartilhas que oriente a população sobre a legislação vigente, ensinando sobre os direitos e garantias que a população idosa tem. Em conjunto, a segurança pública deve fiscalizar e intervir caso ocorra à violação destes, trazendo confiança e tranquilidade a este grupo social vulnerável. Somente assim teremos a inserção social da pessoa idosa e a interação de diversas faixas etárias.

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