Proposta de Redação: O valor do cinema como prática social

Proposta
Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema O valor do cinema como prática social, apresentando proposta de ação social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

 

 

 

  • TEXTO I

De tanto frequentarem cinema, as pessoas acabam acreditando mais na tela do que na vida que levam.
Carlos Drummond de Andrade

 

  • TEXTO II

[…] o cinema é o que todo mundo acha que é … uma diversão… eu acho que não deixa de ser uma diversão … mas também é muita arte […] porque cinema hoje em dia … pela técnica e pelo que eles levam tanto a sério … eu acho que é uma … uma … como diz mesmo … diz uma sétima arte … entendeu?
Trecho de fala: NURC-RJ / Inquérito 85

 

  • TEXTO III

[…] a sociedade compartilha emoções através dos meios de comunicação, em especial os audiovisuais. Com a evolução tecnológica, ao longo do tempo, eles foram moldando o modo de pensar do homem, cativando-o, seduzindo-o, fazendo-o rir, chorar, sentir medo, pavor, solidariedade com imagens fragmentadas, inspiradas, baseadas ou recortadas do real.

SILVÉRIO, Alessandra. Filme: realidade ou ficção.
Fonte: http://www.mnemocine.com.br/aruanda/ensaiosresenhas.htm

 

  • TEXTO IV

Ver filmes é uma prática social tão importante, do ponto de vista da formação cultural e educacional das pessoas, quanto a leitura de obras literárias, filosóficas, sociológicas e tantas mais.
DUARTE, Rosália. Cinema & educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.

 

Fonte: http://desconversa.com.br/redacao/redacoesexemplares/modelo-de-redacao-o-valor-do-cinema-como-pratica-social/

 

Possíveis Temas da Redação ENEM

Abaixo selecionamos os possíveis temas e contextos para a redação do ENEM

temasdoenem

1. Diálogo entre ciência e sociedade

A ciência realiza novas descobertas frequentemente, fato que possibilita melhorias e desenvolvimento de novas tecnologias. Entretanto, muitas vezes a sociedade não entende o método científico e muitas coisas são confrontadas com paradigmas culturais, morais ou religiosos. Para lidar com isso, é necessário haver comunicação entre o meio científico e a população.

2. Limites entre estética e saúde

Academia, dietas, cirurgias plásticas, anabolizantes etc. É grande a busca pelo corpo perfeito caracterizado por um padrão de beleza. Mas até que ponto a estética coincide com hábitos saudáveis? Conhecem-se muitas doenças causadas por insatisfação corporal como anorexia, bulimia, depressão, compulsão alimentar e obesidade, além de consequências no convívio social como discriminação e baixa autoestima.

3. Novos modelos de educação

Há muitos debates ocorrendo sobre as problemáticas do sistema tradicional de ensino e novos modelos de educação para o século XXI, tendo em pauta os métodos de avaliação, uso de tecnologias, interação professor-aluno, formação crítica e social etc. Um recente documentário realizado no Brasil que ajuda na discussão desse tema é o “Quando sinto que já sei” que pode ser encontrado no Youtube.

4. Dificuldades da formação universitária

A formação universitária no Brasil encontra diversos obstáculos como financeiro (o alto valor das mensalidades em faculdades privadas, custeio de transporte ou residência, materiais didáticos, alimentação), psicológico (escolha de curso, afastamento de familiares e amigos, aumento de responsabilidades, inserção no mercado de trabalho), entre outros. Ao mesmo tempo, o Estado tem criado políticas públicas como Fies, Pronatec, sistemas de cotas, criação de novas universidades etc.

5. Conceito de família no século XXI

O projeto de Lei 6583 de 2013 cria o Estatuto da Família. Nesse texto, família é definida como união entre homem e mulher. A partir disso, muitas discussões têm sido feitas sobre o conceito de família atualmente, com o intuito de refletir sobre famílias formadas por mães ou pais solteiros, avós e tios, casais homossexuais, poligamia etc.

6. Justiça com as próprias mãos

Tema bastante polêmico em 2014 e que pode ser discutido com mais imparcialidade esse ano. O combate à violência através da justiça com as próprias mãos é válido? Definições de justiça, casos de linchamentos, rebeldia com a ordem e segurança públicas são alguns pontos que abordam essa temática.

7. Obsolescência programada

Esse conceito significa a diminuição da vida útil de equipamentos com o intuito de incentivar a compra de novos produtos ou versões atualizadas. Rodeio esse tema a questão do consumismo exacerbado, resíduos eletrônicos, responsabilidade e consciência social do consumidor. Um documentário sobre esse assunto também pode ser encontrado no Youtube e ajuda no entendimento.

8. Trânsito em grandes metrópoles

Grandes cidades têm tido cada vez mais problemas com o trânsito. Muitos pontos podem ser discutidos nessa temática como a preferência dos cidadãos por transporte público ou individual, poluição causada por muitos carros, poluição sonora (buzinas em congestionamento), via exclusiva para ônibus, ciclovias, tempo gasto diariamente entre trabalho e residência, atraso nos horários e superlotação em ônibus, trens e metrôs, greves dos funcionários de transportes públicos, preços das passagens, catraca livre etc.

9. Voluntariado e transformações sociais

O trabalho voluntário no Brasil tem passado por uma transformação. Não se pensa mais no voluntariado como assistencial (doação de roupas, alimentos e agasalhos, por exemplo), mas como uma tentativa de mudança social, através de medidas inclusivas e de impacto. Outro ponto a ser considerado é a valorização que as empresas fazem de candidatos e funcionários que realizam trabalhos voluntários, assim como próprios projetos sociais realizados pelas empresas para contribuição à sociedade ou marketing.

10. Liberdade de expressão e mídia

Tema bastante atual, a liberdade de imprensa tem sido muito discutida, principalmente após o ataque à revista francesa Charlie Hebdo no início desse ano. Pode-se refletir sobre os limites entre liberdade de expressão e respeito às diferenças ou respeito à verdade.

11. Consumo de álcool e droga por adolescentes

Por lei, o consumo de álcool é proibido por adolescentes. Entretanto, é crescente o uso não só de bebidas alcoólicas mas também de drogas lícitas e/ou ilícitas entre os jovens, como cigarro, maconha, cocaína, LSD etc. As razões e consequências desse ato podem servir como base para a discussão do tema.

12. Limites entre humor e bullying

Os limites do humor é algo que tem chamado bastante atenção atualmente por causa de diversos processos a comediantes do Brasil como Rafinha Bastos, Danilo Gentili etc, e o constante uso de discriminação das minorias para fazer piada. A responsabilidade social do comediante foi discutida no excelente documentário de Pedro Arantes, “O riso dos outros”, encontrado no Youtube.

13. Desigualdade étnica e de gênero

O Brasil é um dos países com maior desigualdade do mundo e entre muitos tipos de desigualdade, a étnica e a de gênero costumam ser as mais discutidas, assim como os preconceitos gerados por essa situação, respectivamente, racismo e machismo. Os direitos conquistados, as lutas e reivindicações e as políticas públicas são alguns pontos que merecem ser estudados para entender a causa e argumentar com clareza.

14. Gestão de resíduos urbanos

Em 2010, foi instituída a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A gestão de resíduos ainda é um tema bastante em alta devido à enorme quantidade de lixo produzido anualmente no Brasil. Coleta seletiva e logística reversa são alguns dos termos importantes de serem entendidos. Para conhecer mais sobre a lei e sua importância na sociedade, pode ser consultada a explicação no site do Ministério do Meio Ambiente.

15. Saúde pública

Problemas no Sistema Único de Saúde (SUS) como falta de médicos, atrasos, grandes filas de espera e falta de equipamentos são possíveis de serem tratados em uma dissertação. O tema também é bastante atual devido ao programa de governo Mais Médicos que trouxe médicos de outras nacionalidades (cubanos) para atuar no Brasil com o intuito de amenizar os problemas na saúde pública.

16. Abuso em trotes universitários

Todo ano, vários casos de abuso em trotes universitários são noticiados. Esse ano, um dos casos mais alarmantes foi de uma jovem que teve a perna queimada por ácido. O fator psicológico dos jovens recém inseridos no ensino superior também é pauta nessa discussão. Leia mais sobre esse tema nessa coluna.

17. Tráfico de drogas e violência urbana

A correlação entre o tráfico de drogas e a violência urbana, principalmente em favelas, é muito propício de discussão. Esse tema foi recentemente abordado nos filmes Tropa de Elite (1 e 2) e é sempre mencionado quando se debate sobre Legalização da Maconha, já que o combate às drogas é um dos fatores que mais causam violência e conflito entre policiais e civis no Brasil.

18. Uso da água na economia brasileira

O Estado de São Paulo passa por uma intensa crise hídrica e isso tem colocado a água no centro de grandes discussões. Uma das possibilidades de tema envolvendo a água é a sua importância em diversas atividades econômicas no Brasil como a agroindústria e a geração de energia elétrica através de hidrelétricas.

19. Saúde feminina na gravidez

A preocupação com a saúde da mulher durante a gravidez é um bom tema de redação pois nele podemos tratar várias problemáticas presentes na sociedade brasileira como o aborto não legalizado que fere e mata milhares de mulheres por ano, os maus tratos nos hospitais durante abortos espontâneos ou nos partos. O tema também é atual por causa da recente resolução que limita a quantidade de cesáreas que podem ser realizadas, o que é uma intervenção do Estado na escolha da mulher.

20. Sustentabilidade nas empresas

O termo sustentabilidade está bastante em alta no Brasil com a crescente preocupação com o meio ambiente. Nesse contexto, as empresas precisam atuar coincidindo a busca por lucros com o cuidado ambiental. Políticas empresariais e marketing verde são os pontos de destaque nessa discussão.

21. Intolerância religiosa

Novamente, o ataque à revista Charlie Habdo pode exemplificar o tema. Mas muito mais do que um caso isolado, a intolerância religiosa é grande tanto no Brasil como em outros países. Ao debater esse tema, precisamos lembrar da laicidade do Estado e do respeito aos diferentes tipos de crenças e rituais religiosos, podendo destacar, no caso do Brasil, o grande preconceito existente com religiões de origem africana.

22. Ativismo em redes sociais

Cada vez mais, as redes sociais têm sido usadas para estar em contato com a política e com movimentos sociais. Eventos são criados para marcar protestos, projetos de leis polêmicos facilmente viram virais e reivindicações têm sido feitas através de abaixo-assinado online. Essa nova forma de participação política e suas causas e consequências na sociedade é um bom tema de pesquisa e escrita.

Exercícios de História Divididos por Tópicos – ENEM

Abaixo você encontra as provas do ENEM de História divididos por tópicos


 

Historia+ENEM1


Historia+ENEM2


Historia+ENEM3


Historia+ENEM4


Historia+ENEM5


Historia+ENEM6


Historia+ENEM7


Historia+ENEM8


Historia+ENEM9


Historia+ENEM10


Historia+ENEM11


Historia+ENEM12


Historia+ENEM13


Historia+ENEM14


Historia+ENEM15


Historia+ENEM16


Historia+ENEM17


Historia+ENEM18


Historia+ENEM19


Historia+ENEM20


Historia+ENEM21


Historia+ENEM22


Historia+ENEM23


Historia+ENEM24


Historia+ENEM25


Historia+ENEM26


Historia+ENEM27


Historia+ENEM28


Historia+ENEM29


Historia+ENEM30


Historia+ENEM31


Historia+ENEM32


Historia+ENEM33


Historia+ENEM34


Historia+ENEM35


Historia+ENEM36


Historia+ENEM37


Historia+ENEM38


Historia+ENEM39


Historia+ENEM40


Historia+ENEM41


Historia+ENEM42


Historia+ENEM43


Historia+ENEM44


Historia+ENEM45


Historia+ENEM46


Historia+ENEM47


Historia+ENEM48


Historia+ENEM49


Historia+ENEM50


Historia+ENEM51


Historia+ENEM52


Historia+ENEM53


Historia+ENEM54


Historia+ENEM55


Historia+ENEM56


Historia+ENEM57


Historia+ENEM58


Historia+ENEM59


Historia+ENEM60


Historia+ENEM61


Historia+ENEM62


Historia+ENEM63


Historia+ENEM64


Historia+ENEM65


Historia+ENEM66


Historia+ENEM67


Historia+ENEM68


Historia+ENEM69


Historia+ENEM70


Historia+ENEM71


Historia+ENEM72


Historia+ENEM73


Historia+ENEM74


Historia+ENEM75


Resumo de História Geral

RESUMO DE HISTÓRIA GERAL

1. Objetivos da História
• Alargar nossa compreensão da natureza humana, oferecendo, através da reflexão histórica, instrumento capaz de aumentar a capacidade de compreender o presente e ampliar nossa visão do futuro.
• A História deve servir como instrumento de conscientização dos jovens.

2. A História e a visão do historiador
• O Historiador não é um homem neutro e isolado de sua época.
• A História que se escreve está profundamente ligada à História que se vive.
• O mundo de hoje contagia o trabalho do historiador, influenciando a reconstrução que ele elabora do passado.

3. As grandes tendências da historiografia
• Ênfase nos acontecimentos políticos: tendência para uma História dos vencedores, das cúpulas dirigentes.
• Ênfase nos aspectos sócio-econômicos: valorização do papel das classes populares e de suas lutas. Construção de uma História dos vencidos, das bases populares.
• Visão global das sociedades humanas: evitando o reducionismo economicista, busca elaborar uma História das estruturas ao nível político, social e econômico. Recorre à colaboração das demais ciências sociais.

4. Periodização histórica
• Na identificação dos períodos históricos, os elementos que o diferencia de outras épocas deve ser mais importantes que as semelhanças encontradas.
• Periodização mais conhecida para a História geral: Pré-história, Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea.

DA PRÉ-HISTÓRIA AO ADVENTO DA CIVILIZAÇÃO
1. A Pré-história e seus principais períodos
• A Pré-história não corresponde ao mesmo período de tempo cronológico nas diversas partes do mundo.
• Períodos: Paleolítico, Neolítico e Idade dos Metais (transição da Pré-história à História).

2. Período Paleolítico
• Homem coletor: predomínio da vida nômade. Surgem os primeiros clãs.
• Controle do fogo.

3. Período Neolítico
• Homem produtor: progressiva sedentarização, desenvolvimento da agricultura e da criação de animais.
• Ocorrem divisões do trabalho social e especialização de funções.
• Inovações técnicas: cerâmica, roda.

4. Idade dos Metais
• Transição da Pré-história (barbárie) à História das civilizações.
• Ampliação dos excedentes, produção mercantil, escravização de prisioneiros de guerra, aparecimento dos comerciantes.
• Divisão da Idade dos Metais: metalurgia do cobre, do bronze e do ferro.

5. O desenvolvimento da civilização
• Civilização: concretização histórica de um determinado nível de desenvolvimento sócio-cultural.
• Características: formação do Estado, desenvolvimento do comércio e divisão social do trabalho, com o contraste entre cidade e campo, diferenciação de classes sociais, aparecimento de dominantes e dominados.

6. Civilização e Estado
• Elementos do Estado: governo, população dividida em classes, território geográfico.
• Função básica: amortecer os conflitos entre explorados e exploradores, evitando luta direta entre classes antagônicas.

CIVILIZAÇÃO MESOPOTÂMICA
1. Características gerais da Mesopotâmia
• A Mesopotâmia (terra entre rios) foi uma das primeiras regiões onde se desenvolveu a passagem de uma sociedade sem classes para uma sociedade de classes.

2. Elementos básicos da economia e da sociedade
• Não existia propriedade privada da terra, que nominalmente pertencia ao rei. Desenvolveu-se uma primeira forma de sociedade de classes, na qual uma minoria que exercia o poder assumia o papel de classe exploradora.

3. Os povos da Mesopotâmia
• Sumérios (3500 a 2550 a.C.): cidades politicamente independentes (Uruk, Nippur, Lagash, Eridu); criação da escrita cuneiforme.
• Acádios (2550 a 2150 a.C.): dominaram os sumérios, unificaram as cidades e fundaram um império que teve pouca duração, devido a revoltas internas e a ataques externos (guti).
• Antigos babilônios (2000 a 1650 a.C.): seu mais importante rei foi Hamurabi, que expandiu o império do Golfo Pérsico até o norte da Assíria. Elaboração do Código de Hamurabi, um dos primeiro registrados pela História.
• Assírios (883 a 612 a.C.): povo de espírito guerreiro, comandados por reis como Sargão II, Senaquerib e Assurbanipal, realizaram grandes conquistas militares: Fenícia, Palestina e Egito. Utilizavam armas de metal (lança, escudo, espada) e carros de combate puxados a cavalo.
• Novos babilônios (612 a 539 a.C.): seu principal rei foi Nabucodonosor, que promoveu a reconstrução da Babilônia. Grandes obras: Jardins Suspensos e Torre de Babel. Nabucodonosor conquistou Jerusalém e submeteu os hebreus (cativeiro babilônico).

4. Vida cultural
• Escrita cuneiforme: nasceu em função das necessidades práticas de contabilidade dos templos.
• Religião: politeísta. Cada cidade tinha um deus protetor (Anu, Ishtar, Shamash, Narduk). Não eram construídos túmulos luxuosos.
• Artes: destaca-se a arquitetura, especialmente a construção de zigurates. Na literatura, registrada em escrita cuneiforme, salienta-se a Epopéia do Gilgamesh.
• Ciências: desenvolvimento da matemática e da astronomia (calendário lunar, previsão de eclipses).

CIVILIZAÇÃO EGÍPCIA
1. Características geográficas do Egito
• Três grandes características: é um oásis (influência do Rio Nilo), tem clima árido e seu território é comprido.
• O Nilo fornece água e terra arável. O trabalho humano soube tirar o máximo proveito das cheias do Nilo (construção de canais de irrigação, de diques e de barragens).

2. Estabilidade e isolamento do Egito
• Administração forte e centralizada.
• Isolamento geográfico (cercado por fronteiras com defesas naturais).
• Civilização estável e contínua

3. Estrutura política
• Poder absoluto do faraó. Império teocrático.
• Complexa organização burocrática.

4. Etapas da evolução política
• Período Pré-dinástico: povos divididos em nomos, antes da unificação. Antigo Império: unificação do Alto e do Baixo Egito. Organização da estrutura administrativa.
• Médio Império: prosperidade econômica e conquistas militares.
• Novo Império: expansão do território egípcio pela Ásia e aumento dos poderes dos sacerdotes. Depois do século XII a.C., iniciou-se o período de decadência, com breve recuperação entre 635 e 525 a.C. (renascença saíta).

5. Vida econômica
• Agricultura: uma das principais atividades econômicas. Culturas. Culturas: algodão, cevada, trigo, legumes, frutas.
• Comércio: desenvolveu-se a partir do segundo milênio. Intercâmbio com Creta, Palestina, Síria e Fenícia.
• Intervenção do Estado: administrava grandes pedreiras, minas e construção de canais, templos e pirâmides.

6. Vida social
• As diversas camadas sociais estavam organizadas em castas hereditárias.
• Principais categorias sociais: sacerdotes, nobreza, escribas, militares, felás (camponeses pobres), artesãos e escravos.

7. Vida cultural
• Religião: politeísmo. No culto oficial, destacava-se o deus Amon-Rá. No culto popular, os deuses Osíris, Ísis e Horus. Durante o Novo Império, o faraó Amenófis IV tentou introduzir o culto a Aton, mas a reforma teve curta duração.
• Artes: arquitetura (pirâmides, mastabas, hipogeus), pintura e escultura (representação da figura humana em posição hierática).
• Ciências: desenvolvimento da matemática, da química, da astronomia e da medicina.

CIVILIZAÇÃO HEBRAICA
1. O legado ético-religioso dos hebreus
• Os hebreus distinguem-se pela religião monoteísta.
• Foi da religião hebraica que o Cristianismo assimilou uma série de fundamentos doutrinários.

2. Etapas da evolução política dos hebreus
• Período dos patriarcas: Abraão, Isaac, Jacó e Moisés.
• Governo dos juízes: Gedeão, Sansão e Samuel.
• Instituição da monarquia: Saul foi o primeiro rei, seguindo-lhe Davi e, depois, Salomão, que promoveu forte centralização política e construiu suntuosos palácios (Templo de Jerusalém).
• Decadência e dispersão: depois da divisão do povo hebreu (reino de Israel e de Judá) tem início a partir de 722 a.C., um período de decadência. Em 587 a.C., Judá é conquistada por Nabucodonosor. Em 70 d.C, ocorre a Diáspora, quando a Palestina estava integrada ao Império Romano.

3. Vida econômica
• Duas grandes fases dos hebreus: vida nômade e vida sedentária.
• A evolução comercial dos hebreus está ligada às migrações coletivas feitas por esse povo.

4. Vida cultural
• Religião: é a grande contribuição cultural para a civilização ocidental cristã.
• Artes: destacam-se a arquitetura (Templo de Jerusalém) e a literatura religiosa (Cântico dos Cânticos, Salmos etc.).
• Ciências: sem contribuições inovadoras.

CIVILIZAÇÃO FENÍCIA
1. Características geográficas da Fenícia
• Localização: estreita faixa de terra entre o Mar Mediterrâneo e as montanhas do Líbano.
• Destino marítimo: o solo montanhoso e desfavorável à agricultura levou os fenícios a se lançar ao mar e a desenvolver o comércio.

2. Estrutura social e política
• Conjunto de cidades-estados independentes, governadas por reis.
• Principais cidades: Biblos, Sidon e Tiro (que fundou a colônia de Cartago).
• Posição social: a condição econômica determinava o papel do indivíduo na sociedade. Classe dominante: comerciantes marítimos, donos de oficinas de artesanato, negociantes de escravos, empresários, sacerdotes e funcionários do Estado. Classe dominada: trabalhadores livres e escravos.

3. Vida econômica
• Principal atividade: comércio marítimo, alimentado em grande parte pelo artesanato fenício (armas de bronze e de ferro, jóias, estátuas).

4. Vida cultural
• Criação do alfabeto: é a grande contribuição cultural legada pelos fenícios. Sua invenção estava ligada à necessidade de se encontrar um meio prático para as comunicações comerciais.
• Religião: politeísta, marcada pelo aspecto trágico e sangrento.
• Ciência e arte: não se preocupavam com a originalidade da arte nem com grandes inovações  científicas. Desenvolveram a engenharia náutica e astronomia.

CIVILIZAÇÃO PERSA
1. Situação geográfica
• Planalto do Irã, na Ásia central.

2. Evolução política dos persas
• Sob a liderança de Ciro, ocorreu a unificação entre medos e persas, no século VI a.C.
• Ciro, Cambises e Dario ampliaram o domínio dos persas, construindo o maior império da Antiguidade.

3. Estrutura administrativa dos persas
• Apogeu: durante o reinado de Dario I.
• Organização administrativa: divisão em satrápias, governadas pelos sátrapas e supervisionadas por inspetores reais. Aperfeiçoaram-se os sistemas de transportes e de comunicações.

4. Vida econômica
• Cada região conquistada continuou exercendo suas atividades costumeiras. A unidade política imposta pelo império facilitava o intercâmbio comercial. Faltava maior circulação de moedas, para dinamizar a economia.

5. Vida cultural
• Artes: destaca-se a arquitetura, que combinando elementos heterogêneos soube construir esplendorosos palácios (Susa e Persépolis).
• Ciências: poucas contribuições inovadoras.
• Religião: doutrina fundada por Zoroastro, que pregava (incessante luta entre o deus do bem (Ormuz) e o deus do mal (Arimã). Símbolo religioso. O fogo.

CIVILIZAÇÃO CRETENSE
1. Características gerais de Creta
• Situação geográfica: maior ilha do Mar Egeu.
• Estilo de vida dominante: bastante ligada às comunicações marítimas.
• Períodos de sua história: a) Pré-palacial; b) Palacial antigo; c) Palacial recente; d) Pós-palacial.

2. Vida econômica e social
• Atividades econômicas: agricultura (cultivo de vinhas, oliveiras e cereais), produção artesanal e comércio marítimo.
• Vida predominantemente urbana (Cnossos, Faístos, Mália e Tilisso).
• O comércio e o artesanato geravam oportunidades para que maior número de pessoas conquistassem autonomia econômica.
• A escravidão nunca chegou a ser essencial para a vida econômica.
• As mulheres gozavam de um nível de liberdade social incomum na Antiguidade.

3. Vida cultural
• Religião: tinha caráter matriarcal. Principal divindade: Deusa-Mãe.
• Esportes: dedicavam-se às atividades atléticas.
• Artes e Ciências: desenvolveram uma arte original na pintura, na arquitetura e na escultura. Nas ciências, exibiram grandes conhecimentos matemáticos e de engenharia civil.

CIVILIZAÇÃO GREGA
1. Características geográficas
• Território dividido em três grandes partes: Grécia Continental, Grécia peninsular e Grécia insular.
• Características fundamentais do território: presença marcante do mar e da montanha, dando ao território um aspecto fragmentado. A fragmentação física facilitou a fragmentação política da Grécia.

2. Principais períodos da história grega
• Micênico (século XV a século VIII a.C.)
• Arcaico (século VIII a século VI a.C)
• Clássico (século VI a século IV a.C.)
• Helenístico (século IV a século I a.C.)

3. Período Micênico ou homérico
• Marcado pela chegada e estabelecimento, no mundo grego, dos aqueus, jônios, eólios e dórios.
• As estruturas comunitárias dos genos foram-se dissolvendo, à medida que surgiam o direito de herança, a diferenciação de classes e a generalização do regime escravista.

4. Período Arcaico
• Desenvolvimento das cidades-estados: a polis grega substituiu a divisão das pessoas por laços de parentesco, pela divisão em classes sociais.
• Esparta: cidade do sul do Peloponeso, fundada pelos dórios. Desde sus origens foi uma cidade militarista e aristocrática.
– Principais classes: esparciatas, periecos e hilotas.
– Instituições políticas: Diarquia, Gerúsia, Apela e Conselho dos Éforos.
• Atenas: Situação geográfica: Planície da Ática, próxima ao Mar Egeu.
– Evolução política: Monarquia (século VIII a.C.). Oligarquia (século VII a.C.), Período das reformas sociais – Drácon, Sólon – (século VII a VI a.C.), Tirania (século VI a.C.) E Democracia (século V a.C.)
– Sociedade: destacavam-se três classes (eupátridas, metecos e escravos)

5. Colonização grega
• Conquista de diversas regiões da costa do Mediterrâneo e do Mar Negro.

6. Aspectos da vida econômica na Grécia
• Agricultura: cultivo da oliveira e da videira.
• Indústria manufatureira: o trabalho urbano dos artesãos crescia com o trabalho dos escravos nos ergasterions.
• Comércio: Atenas assumiu a liderança comercial com a formação de um império marítimo, após as Guerras Médicas.

7. Período Clássico
• Guerras Médicas: cidades gregas contra Império Persa (século V a.C).
• Desenvolvimento do Império Ateniense, a partir da Liga de Delos.
• Guerra do Peloponeso: longo conflito entre cidades gregas, que tinham como líderes antagônicos as cidades de Esparta e de Atenas (431 a 404 a.C.). Ao final, Atenas foi derrotada, juntamente com seu projeto de unificação imperialista.
• Hegemonia de Esparta (404 a 371 a.C.) e de Tebas (371 a 362 a.C.).

8. Período Helenístico
• Decadência da civilização grega sob o domínio macedônico. Filipe conquista a Grécia.
• Expansão do Império Macedônico, com Alexandre Magno.

HERANÇA CULTURAL GREGA
1. Cultura grega
• Valiosa herança de realizações que representa uma das estruturas fundamentais sobre a qual se ergueu culturalmente a civilização ocidental.

2. Filosofia e ciências
• Filosofia: vigorosa crença na razão humana. Grandes filósofos, como Sócrates, Platão e Aristóteles.
• Ciência: primeiras sistematizações dos diversos ramos científicos.

3. Artes
• Literatura: conceberam a lírica, a epopéia, a novela, o romance, o ensaio e a biografia.
• Teatro: conceberam a tragédia e a comédia.
• Arquitetura: estilos dórico, jônico e coríntio.
• Escultura: exaltação do corpo humano.

4. Religião e mitologia
• Religião: politeísta e antropomórfica: Deuses: Zeus, Hera, Ares, Apolo, Dionísio, Afrodite etc.
• Mitologia: narrativas extraordinárias e simbólicas envolvendo deuses, heróis e mortais.

5. Cultura helenística
• Interação cultural de elementos gregos e orientais. Caráter cosmopolita.
• Centros de difusão: Alexandria (Biblioteca), Pérgamo e Antioquia.
• Filosofia; Zenão (estoicismo) e Epicuro (hedonismo).
• Ciências: Euclides (Geometria), Arquimedes (Matemática e Física), Erastótenes (Geografia) e Hiparco (Trigonometria e Astronomia).
• Artes: caráter mais drama´tico e emotivo. Obras famosas: Laocoonte, Vitória de Samotrácia, Farol de Alexandria e Colosso de Rodes.

CIVILIZAÇÃO ROMANA
1. Características geográficas da Itália
• Localização: a península itálica ocupa posição central no Mar Mediterrâneo.
• Povos: foi ocupada por italiotas, etruscos e gregos.

2. Origens de Roma e períodos da história romana
• Lenda: os irmãos gêmeos Rômulo e Remo, que tinham sido amamentados por uma loba, fundaram Roma (753 a.C.).
• Pesquisas sobre a origem: está ligada aos povos sabinos e latinos. Por volta do século VII a.C., com os etruscos consolidou-se a fundação.
• Períodos da história: Monarquia (753 a.C. a 509 a.C.), República (509 a.C. a 31 a.C.) e Império (27 a.C. a 476 d.C.).

3. Período da Monarquia
• Os genos eram a célula fundamental da sociedade. O povo estava organizado em genos, cúrias e tribos.
• Instituições políticas: Senado, Assembléia Curial e rei.
• Classes sociais: patrícios, plebeus e escravos.
• Reforma Serviana: destruiu a organização da comunidade gentílica baseada na união pelos laços de sangue e de solidariedade. Toda população foi dividida segundo o território e o grau de riqueza.

4. Período da República
• Instituições políticas: Senado, Assembléia dos Cidadãos e Magistraturas.
• Lutas de classes: a) luta dos escravos: rebeliões, mas não revoluções; b) luta dos plebeus: conquistaram uma série de direitos que, ao final, não chegaram a beneficiar toda a plebe, mas apenas seus líderes.
• Conquistas militares: à expansão militar seguiu-se uma série de etapas: conquista de toda a península itálica, Guerras Púnicas, submissão de Cartago e dominação das regiões mediterrânicas. As conquistas alteraram o modo de vida romano, que evoluiu, nas classes dominantes, em direção ao luxuoso e ao requintado. Desenvolveu-se a classe dos cavaleiros (comerciantes ou financistas ricos). Empobrecimento da massa plebéia, devido aos esforços das guerras.
• Crise da República e reforma dos Graco: Tibério e, depois, Caio Graco elaboraram leis ente 133 a.C. e 122 a.C., para atenuar o sofrimento das massas (Lei agrária, Lei judiciária e Lei frumental).
• Transição da República para o Império: na transição da República para o Império ocorreram lutas pelo poder, compreendendo várias etapas: Caio Mário (107 a.C.), Cornélio Sila (82 a.C.), Primeiro Triunvirato (60 a.C.), Ditadura de César (46 a.C.), Segundo Triunvirato (43 a.C.) e Ascensão de Otávio.

5. Período Imperial
• Obra de Augusto: sem assumir oficialmente o título de rei, Augusto governou com poderes absolutos e promoveu uma série de reformas sociais e administrativas. Instituiu e consolidou as instituições romanas.
• Alto Império (27 a.C. a 235 d.C.)> período de crescimento e de esplendor de Roma;
• Baixo Império (235 a 476): fase de turbulência, que marcou a decadência de Roma.

6. A decadência romana
• Tensões e rebeliões internas somaram-se a pressões dos povos bárbaros na desagregação do Império Romano. Em 395 dividiu-se a parte ocidental (com sede em Roma) da parte oriental (com sede em Constantinopla). Em 476, o último imperador do Império Romano do Ocidente, Rômulo Augusto, foi deposto por Odoacro, rei dos hérulos.

CULTURA ROMANA
1. Características da cultura romana
• Elementos básicos: capacidade de organização e senso prático, tendo como objetivo a administração de um império gigantesco.
• Assimilação de herança científica e artística de outros povos (gregos, egípcios etc.).
• Política cultural de Augusto: projetar Roma como centro cultural do mundo civilizado. Desenvolvimento do mecenato.

2. A religião romana
• Religião utilizada como um dos fundamentos da autoridade do Estado.
• Assimilação de deuses rebatizados com nomes latinos.
• Era politeísta, prática e utilitarista.

3. O Cristianismo e sua influência em Roma
• A doutrina de Cristo foi difundida pelos apóstolos, tendo alcançado repercussão, principalmente, entre as camadas oprimidas.
• A princípio, o Cristianismo foi violentamente combatido pelos imperadores romanos. Somenteem312, sob o imperador Constantino, o culto cristão foi oficialmente liberado.

4. O Direito Romano
• É a grande contribuição cultural legada pelos romanos à civilização ocidental.
• Duas grandes partes: direito público (relações jurídicas em que o Estado atua como parte) e direito privado (relações jurídicas entre particulares).

5. Artes
• Arquitetura: caráter funcional (teatros, basílicas, aquedutos, circos).
• Escultura: destaca-se a produção de retrós (cabeça e busto).
• Literatura: beleza e elegância de estilo nas obras de grandes escritores e poetas, como Virgílio, Horário, Ovídio e Cícero.

6. Ciência e filosofia
• Sem grandes contribuições inovadoras.

A IDADE MÉDIA: INVASÕES BÁRBARAS E FEUDALISMO
1. Período Medieval europeu
• Dividido em duas grandes etapas: Alta Idade Média (século V a século X) e Baixa Idade Média (século XI a século XV)

2. Invasões bárbaras
• Características dos povos germânicos:
– sociedade: da sociedade sem Estado, organizada em clãs, evoluiu-se para a sociedade de classes;
– economia: desenvolvimento da agricultura e do pastoreio, em função das necessidades coletivas.

Bosques, pastos e água eram explorados de forma comunitária;
– religião: adoravam forças da natureza e acreditavam que os guerreiros iriam para o paraíso;
– direito: normas costumeiras, utilização do ordálio;
– artes: destaque para a ornamentação de objetos, como armas, braceletes, anéis etc.

• Fases na penetração dos bárbaros: migrações (até século V) e invasões (a partir do século V). A chegada dos hunos foi o fator de ordem externa que mais colaborou para desencadear as invasões.

3. A feudalização européia
• Combinou elementos romanos (colonato e fragmentação do poder político) e germânicos (economia agropastoril, comitatus e beneficium).
• Estamentos da sociedade feudal: nobreza, clero e servos.
• Obrigações servis: corvéias, retribuições e prestações.
• Poder político: união social através dos laços de vassalagem: suserano (senhor que concedia os feudos) e vassalo (pessoa que recebia o feudo).
• Economia: o feudo era uma das principais unidades produtoras (agricultura e criação de animais), tendo caráter auto-suficiente. O comércio sofreu atrofiamento.

O REINO DOS FRANCOS
1. Os francos
• Governado por duas dinastias: a dos merovíngios (século V a século VIII) e a dos carolíngios (século VIII a século IX).

2. Os reis merovíngios
• O primeiro rei foi Clóvis (482 a 511), que unificou os francos e converteu-se ao Cristianismo.
• A transição dos merovíngios para os carolíngios deu-se através da ascensão do Mordomo do Paço Carlos Martel, que em 732 deteve o avanço árabe na Europa (Batalha de Poltiers).

3. Os reis carolíngios
• O mais importante rei carolíngio foi Carlos Magno, que em 800 foi coroado Imperador do Sacro Romano.
• Carlos Magno expandiu os domínios francos, estruturou a administração (capitulares, missi-dominici, condes, marqueses) e estimulou o desenvolvimento cultural (renascença carolíngia).

4. Decadência do Império Carolíngio
• Principais causas: fragmentação do poder político (autonomia da nobreza agrária) e invasões dos séculos IX e X (margiares, vikings e sarracenos).
• Formação das sociedades feudais do Ocidente.

CIVILIZAÇÃO BIZANTINA
1. Origem do Império Bizantino
• Corresponde ao Império Romano do Oriente.
• Sede: Constantinopla, situada às margens do estreito de Bósforo, na passagem do Mar Egeu para o Mar Negro. Cidade extremamente bem localizada em termos comerciais.

2. A era de Justiniano
• Justiniano (527-565) foi um dos mais importantes imperadores bizantinos. Expandiu militarmente o império, governou de forma absolutista (cesaropapismo) e deixou grande obra legislativa (Código de Justiniano).

3. Decadência política
• Após a morte de Justiniano, o império percorreu longa trajetória de decadência, somente interrompida no século X (reinado de Basílio II).
• Durante cerca de mil anos o império sobreviveu a inúmeras ameaças, até que, em 1453, Constantinopla foi dominada pelos turcos otomanos.

4. Vida econômica
• Grande desenvolvimento do comércio, favorecido pela localização de Constantinopla.
• Setor agrícola tinha produção concentrada em latifúndios da Igreja.
• Controle do Estado das atividades econômicas (comércio, artesanato etc.).

5. Vida cultural
• Religião: grande debate de questões religiosas (monofisismo, iconoclastia). Criação da Igreja Ortodoxa (Cisma do Oriente, em 1054).
• Artes: desenvolvimento da escultura, da arquitetura (Igreja de Santa Sofia) e dos mosaicos.

CIVILIZAÇÃO ISLÂMICA
1. A Arábia pré-islâmica
• Principais grupos árabes: beduínos (seminômades) e árabes urbanos (sedentários).
• Não havia unidade política entre os árabes, mas uma certa unidade cultural (idioma, crenças religiosas)

2. Maomé e sua religião
• Maomé (570-632) fundou uma religião (chamada muçulmana, maometana ou islâmica), cuja doutrina básica está fixada no Alcorão.
• Princípios religiosos essenciais: crer em Alá, o único Deus, e em Maomé, o seu profeta; realizar cinco orações diárias: ser generoso com os pobres; obedecer ao jejum durante o ramadã e visitar Meca pelo menos uma vez na vida.

3. A expansão muçulmana
• Estado muçulmano: a religião tornou possível a união dos árabes, antes agrupados apenas pelos laços de parentesco.
• Expansão do Islão: governado por califas (poder religioso, político e militar), o Estado expandiu-se por meio das Guerras Santas (djihad). Três grandes etapas da expansão: de 632 a 661, de 661 a 750 e de 750 a 1258.

4. Vida econômica
• Comércio e indústria manufatureira: alcançaram grande desenvolvimento entre os muçulmanos. Instrumentos jurídicos para facilitar o comércio: cheques, letras de cambio e formação de sociedades comerciais. Indústria manufatureira: jóias, vidros, sedas, armas etc.
• Agricultura: cultivaram diferentes lavouras, aproveitando as características de cada região do imenso império.

5. Vida cultural
• Desenvolvimento do setor científico (Matemática, Física, Química, Medicina).
• Esplendor artístico na literatura (fábulas e contos) e na arquitetura (grandiosas mesquitas, decoradas com arabescos).

A AÇÃO DA IGREJA E A CULTURA MEDIEVAL
RESUMO DAS CRUZADAS
A seguir, tem-se um rápido resumo das oito Cruzadas empreendidas pela cristandade ocidental.

• Primeira Cruzada (1096-1099) (Cruzada dos Nobres): Chefiada por nobres como Godofredo de Bouillon, Roberto da Normandia, Balduino de Flandres e Raimundo de Toulouse, essa Cruzada conquistou a cidade de Jerusalém, onde se fundou um Reino Cristão. Para manter-se nos territórios ocupados, os cruzados fundaram várias ordens: Templários, Hospitalários, Cavaleiros Teutônicos.

• Segunda Cruzada (1147-1149): Chefiada pelo imperador Conrado III, da Alemanha, e por Luis VII, da França. Tentaram ocupar Jerusalém, que estava sendo ameaçada pelos muçulmanos, mas seus esforços foram em vão. O sultão do Egito, Saladino, reconquistou Jerusalém em 1187.

• Terceira Cruzada (1189-1192) (Cruzada dos Reis): Chefiada por Frederico Barba Roxa, da Alemanha, e por outros reis como Ricardo Coração de Leão, da Inglaterra, e Filipe II, da França. Os líderes dessa Cruzada conseguiram estabelecer um acordo com o sultão Saladino, que se comprometeu a permitir as peregrinações dos cristãos a Jerusalém.

• Quarta Cruzada (1202-1204) (Cruzada Venezianal): O Papa Inocêncio III fez um grande apelo aos príncipes europeus, para que organizassem uma Cruzada contra o Egito. Mas a cidade de Veneza, que deveria ceder os navios, tinha interesses comerciais voltados para a destruição de Constantinopla. Assim, foi para lá que se dirigiu essa Cruzada, que pilhou e saqueou Constantinopla em 1204, desorganizando o Império Grego lá sediado (fundaram o Império Latino do oriente, que teve curta duração).

• Quinta Cruzada (1217-1221): Foi orientada contra o Egito, mas não conseguiu obter sucesso. Os cruzados foram forçados a regressar, em meio às inundações do Nilo.

• Sexta Cruzada (1228-1229): Foi chefiada por Frederico II, da Alemanha, e conseguiu obter do sultão do Egito, El Kamil, a entrega das cidades de Jerusalém, Belém e Nazaré.

• Sétima Cruzada (1248-1250): Chefiada por Luis IX (São Luis), da França, voltou-se contra o Egito, mas o fracasso foi total. O rei foi preso com todo o seu exército e somente libertado mediante o pagamento de um elevado resgate.

• Oitava Cruzada (1270): Novamente organizada por Luís IX, a expedição desembarcou no norte da África. Vitimada por uma epidemia de peste, a expedição se desfez, após a morte de seu líder, Luís IX.

1. Igreja Católica na Europa Medieval
• Influência: a igreja exerceu poderosa influência em diversos setores da vida medieval.
• Estrutura: clero secular (padres, bispos, arcebispos) e clero regular (beneditinos, franciscanos, dominicanos etc.). Ponto máximo de hierarquia eclesiástica: Papa, Sumo Pontífice.
• Conflitos com o poder monárquico: exemplo marcante foi a Questão das Investiduras (século XI).

2. Inquisição
• Objetivo: descobrir e julgar os praticantes de heresias (doutrinas contrárias ao dogma católico).
• Ação dos Tribunais de Inquisição: atuou em diversos países cristãos, como França, Alemanha, Portugal e, especialmente, Espanha.

3. As Cruzadas
• Causas: mentalidade guerreira da nobreza feudal, interesses econômicos no Oriente, motivação religiosa em conquistar lugares sagrados do Cristianismo.
• As expedições: de 1096 a 1270 foram organizadas oito Cruzadas.
• Conseqüências: empobrecimento dos senhores feudais, fortalecimento da realeza, desenvolvimento do comércio com o Oriente e intercâmbio cultural.

4. Vida Cultural
• Educação: criação das universidades (Paris, Bolonha, Oxford, Montpellier e Salamanca).
• Literatura e filosofia: poesias épica e lírica inspiradas nos valores do cavalheiro. Na filosofia (escolástica), destaca-se a figura de Tomás de Aquino, que empenhou-se em harmonizar a fé com a razão.
• Música: Gregório Magno introduziu o canto gregoriano. Guido d’Arezzo batizou as notas musicais. Na música popular, desenvolveu-se a canção trovadoresca.
• Arquitetura, escultura e pintura: na arquitetura, dominavam dois grandes estilos: o gótico e o românico. A escultura era profundamente ligada à arquitetura. A pintura concentrou-se na representação humanizada de santos e de divindades católicas. Grandes pintores: Giotto e Cimabue.
• Ciências: traduziram-se diversas obras árabes e gregas, que influenciaram o progresso da Matemática, Física, Biologia, Astronomia e Medicina. Um dos grandes nomes da ciência medieval foi Roger Bacon, autor de Opus Majus.

O FIM DA IDADE MÉDIA
1. Visão Geral da Baixa Idade Média
• Duas grandes fases: expansão (séculos XI a século XII) e contração (séculos XIV e XV).

2. Os séculos de expansão
• Expansão agrícola: mudanças nas relações servis e ampliação das culturas.
• Renascimento comercial: estabelecimento de rotas internacionais para o comércio a longa distância.
• Renascimento urbano: ascensão da burguesia e emancipação de cidades.

3. Os séculos de contração
• Crise econômica: falta de alimentos, perdas agrícolas e Peste Negra.
• Crise política: guerras senhoriais e Guerra dos Cem Anos (1337 a 1453), entre França e Inglaterra.
• Crise religiosa: conflitos internos dentro da Igreja, Grande Cisma do Ocidente (Igreja governada por dois Papas, um sediado em Roma e o outro em Avinhão).

A IDADE MODERNA E O DESENVOLVIMENTO DO CAPITALISMO
1. Marcos da transição característicos da Época Moderna
• Economia: declínio do feudalismo e ascensão do capitalismo (grandes navegações e descoberta de novos continentes).
• Sociedade: crescimento da burguesia.
• Política: formação do Estado Moderno.
• Religião: surgimento da Reforma Protestante (quebra da unidade cristã).
• Cultura: movimento renascentista.

2. A expansão marítima e comercial européia
• Fatores econômicos: comércio de especiarias, busca de novos mercados, falta de metais preciosos.
• Fatores sociais e políticos: setores da burguesia favoreceram a centralização do poder em torno da realeza.
• Fatores culturais: espírito de aventuras e avanço tecnológico (mapas geográficos, bússola, astrolábio, caravelas etc.).

3. Países envolvidos na expansão
• Pioneirismo ibérico: primeiro Portugal, depois Espanha. Descoberta de novo caminho para as Índias (1448) e descoberta da América (1492).
• Franceses, ingleses e holandeses concentraram suas navegações no Atlântico Norte.

4. A expansão européia e suas conseqüências
• Para os conquistadores europeus: florescimento do capitalismo.
• Para os conquistadores americanos: destruição dos povos pré-colombianos.

O RENASCIMENTO
1. Nova visão de mundo na Época Moderna
• Humanismo (em oposição ao teocentrismo).
• Individualismo (em oposição à coletividade universal cristã).
• Racionalismo (em oposição à fé religiosa).

2. Renascimento
• Movimento tipicamente urbano europeu dos séculos XV e XVI, marcado pela inspiração na cultura da Antiguidade clássica.
• Fatores que influenciaram o Renascimento: movimento humanista, desenvolvimento da imprensa, ação dos mecenas.
• Alcance intelectual: artes, ciências, filosofia.

3. Renascimento pela Europa
• Início: Península Itálica (século XV). Grandes nomes: Leonardo da Vinci, Miguel Ângelo, Ticiano.
• Expansão: França (Rabelais, Montaigne); Alemanha (Durer, Holbein); Países Baixos (Erasmo, Van Eyck); Inglaterra (Shakespeare, Thomas Morus); Espanha (Cervantes); Portugal (Camões).

A REFORMA PROTESTANTE E A REAÇÃO CATÓLICA
1. O conceito de Reforma
• Movimento do século XVI de contestação à Igreja Católica que provocou a quebra efetiva da unidade do pensamento cristão ocidental.

2. As principais causas da Reforma
• Religiosas: críticas ao comportamento do clero e ao clima de corrupção dentro da Igreja. Novas interpretações de aspectos da Bíblia.
• Sócio-econômicas: ética religiosa mais adequada ao espírito do capitalismo comercial.
• Políticas: formação das monarquias nacionais, auto-afirmação dos sentimentos nacionais.

3. Principais movimentos reformistas
• Luteranismo (Alemanha)
• Calvinismo (Suíça)
• Anglicanismo (Inglaterra)

4. A Contra-Reforma católica
• Movimento de reação da Igreja, face ao avanço do protestantismo.
• Principais medidas da Contra-Reforma: Ordem dos Jesuítas, Concílio de Trento e restabelecimento da Inquisição.

O ESTADO MODERNO: O ABSOLUTISMO E O MERCANTILISMO
1. Características gerais buscadas pelo Estado Moderno
• Idioma comum para o povo.
• Definição de um território.
• Soberania governamental.
• Exército permanente.

2. O absolutismo monárquico
• Concentração de poderes em torno do rei.
• Teóricos do absolutismo: Maquiavel, Jean Bodin, Thomas Hobbes, Jacques Bossuet.

3. O absolutismo na França e na Inglaterra
• França: Guerra dos cem Anos (1337-1453) fortaleceu o sentimento nacional. Fortaleceram-se as instituições reais. Henrique IV (Edito de Nantes) impulsionou o processo de centralização do poder político. Luis XIV: símbolo do rei absolutista: O Estado sou eu.
• Inglaterra: Henrique VII (1485-1509), fundador da Dinastia dos Tudor. Ampliou os poderes da monarquia e diminuiu os do Parlamento. Henrique VIII (criador da Igreja Anglicana). A religião foi manipulada no interesse da monarquia. Elizabeth I fortaleceu o absolutismo.

4. A política econômica do Estado Moderno: o mercantilismo
• Características do mercantilismo: metalismo, balança de comércio favorável, protecionismo e intervenção estatal.
• Sistema colonial: solução para os problemas internacionais gerados pelo mercantilismo. Objetivo do colonialismo: criação de um mercado e de uma área de produção colonial inteiramente controlados pela metrópole.

O ILUMINISMO E OS DÉSPOTAS ESCLARECIDOS
1. As forças sociais no Estado absolutista
• Tenso equilíbrio entre forças da nobreza e da burguesia.
• Estado absolutista: alimentava-se do conflito social e tirava partido dele em benefício do poder supremo da monarquia.
• O desenvolvimento do capitalismo corroeu o equilíbrio das forças sociais do Estado absolutista. Ascensão econômica da burguesia.

2. Os valores básicos do Iluminismo
• Bases: desenvolvimento do comércio e do individualismo burguês.
• Valores defendidos pelo Iluminismo: igualdade, tolerância religiosa ou filosófica, liberdade e propriedade.
• O Iluminismo combatia o absolutismo monárquico; o mercantilismo e o poderio da Igreja.
• Surgiu uma nova concepção de Deus (construtor de uma máquina universal) e da sociedade (somente o acordo de vontade da maioria legitima o poder do Estado).

3. Principais representantes do movimento iluminista
• Precursores: Descartes (França), Newton (Inglaterra) e Locke (Inglaterra)
• Pensadores iluministas: Montesquieu, Voltaire, Diderot, d’Alembert, Rousseau (França) e Kant (Alemanha).

4. Repercussões do Iluminismo na teoria econômica
• Fisiocratas: François Quesnay
• Liberalismo econômico: Adam Smith

5. O despotismo esclarecido
• Representou a tentativa de conciliação de interesses entre a sociedade tradicional do Antigo Regime e a sociedade burguesa impulsionada pelo capitalismo.
• Desenvolveu-se em países europeus atrasados em relação ao avanço do capitalismo: Prússia, Áustria, Rússia, Portugal e Espanha.
• Marcado por projetos de modernização que não afetassem o poder monárquico.

A REVOLUÇÃO INGLESA
1. Significado geral da Revolução Inglesa
• Os conflitos do século XVII foram o meio pelo qual a Inglaterra rompeu com o que restava do feudalismo, promovendo o avanço capitalista.
• A Revolução Inglesa marcou, também, a substituição do absolutismo pelo Estado liberal-capitalista.

2. A situação sócio-econômica da Inglaterra
• Situação variável conforme a região do país.

3. As relações da monarquia inglesa com a sociedade
• Tudor: absolutismo de fato, sem oposição da burguesia.
• Stuart: absolutismo de direito, que provocou choque com o Parlamento, dominado pela burguesia.

4. A guerra civil e a República de Cromwell
• Do lado da monarquia: burguesia financeira, mestres das corporações e alto clero anglicano.
• Do lado do Parlamento: burguesia mercantil, gentry, mestres manufatureiros e camponeses pobres. Cromwell acabou liderando as tropas do Parlamento contra a monarquia.
• Governo de Comwell (1649 a 1658): unificação, numa só República, de Inglaterra, Irlanda e Escócia; assinatura do Ato de Navegação (transporte de mercadorias por navios da Inglaterra); vitória inglesa na guerra contra a Holanda.

5. A restauração monárquica
• Depois da morte de Cromwell, a agitação política tomou conta do país. O Parlamento promoveu a restauração da monarquia dos Stuarts. Reinados de Carlos II (1660-1685) e de Jaime II (1685-1688).

6. A Revolução Gloriosa (1688-1689)
• Guilherme de Orange assumiu o trono, com podres limitados pelo Parlamento.
• Fim do regime absolutista.
• Impulso ao capitalismo industrial.

A INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS
1. Processo de independência dos Estados Unidos
• Ao final da Guerra dos Sete Anos (1756-1763), a Inglaterra pretendeu impor rigidez aos laços coloniais sobre suas treze colônias da América.
• Editou leis que desagradaram a burguesia colonial americana: Lei do Açúcar, do Selo, dos Alojamentos e do Chá, culminando com as chamadas |Leis Intoleráveis.
• Reagindo contra as leis coloniais, a burguesia organizou o processo de independência. A declaração formal de independência deu-se em 4 de julho de 1776.

2. A guerra pela independência (1775 a 1781)
• Vitória das tropas americanas comandadas por George Washington, eleito primeiro Presidente dos Estados Unidos.

3. A independência americana e o papel dos Estados Unidos 
• Lançou mensagem de cunho iluminista.
• A partir de sua independência, os Estados Unidos começaram a assumir, dentro do continente americano, uma política imperialista, impondo seus interesses econômicos às demais nações.

REVOLUÇÃO FRANCESA
1. A Revolução Francesa e suas principais causas
• Sociedade: divisão social em estamentos: Primeiro Estado (clero), Segundo Estado (nobreza) e Terceiro Estado (a grande maioria da nação). O Terceiro Estado revoltou-se contra os privilégios concedidos à nobreza e ao clero.
• Economia: grave crise financeira, agrícola e industrial.
• Política: a burguesia tomou consciência de seus interesses de classe. Os argumentos burgueses foram as idéias iluministas.

2. As principais fases da Revolução Francesa
• Primeira Fase: a Revolta Aristocrática – Nobreza e clero revoltaram-se, em 1787, convencendo o rei ia convocar os Estados Gerais. O objetivo era obrigar o Terceiro Estado a assumir os tributos que os aristocratas não queriam pagar.

• Segunda Fase: a Assembléia Nacional Constituinte – O Terceiro Estado revoltou-se contra o sistema de votação e proclamou-se em Assembléia Nacional Constituinte. O rei não conseguiu dominar a revolta burguesa, que se espalhou pelas ruas. Em 14 de julho, o povo invadiu o tomou a Bastilha; em agosto de 1789, foi proclamada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Confiscaram-se terras da Igreja (1790). Diversos nobres emigraram para outros países.

• Terceira Fase: a Monarquia Constitucional – Em 1791, a França teve nova Constituição (estabelecia a separação dos  três poderes e abolia a divisão social em estamentos). O rei conspirou contra a Revolução, contando com o apoio dos nobres emigrados e das monarquias da Áustria e da Prússia. Em julho de 1791, o rei tentou fugir, mas foi  reconhecido e preso. O exército austro-prussiano invadiu a França, mas foi detido pelas tropas francesas, na Batalha de Valmy, em 20 de setembro de 1792. Pouco depois, foi proclamada a República Francesa.

• Quarta Fase: a República e a Convenção Nacional – A Convenção Nacional era dominada pelas seguintes forças políticas: girondinos, jacobinos e grupo da planície. O rei Luis XVI foi julgado e condenado à morte. A execução do rei provocou revoltas, levando os jacobinos a criar órgãos para defender a Revolução. Iniciou-se a fase do Terror, instalando-se a ditadura dos jacobinos, liderados por Robespierre. Aliviadas as tensões decorrentes da ameaça de invasões estrangeiras, os girondinos e o grupo da planície uniram-se contra os jacobinos e os derrubaram do poder. Robespierre foi guilhotinado.

• Quinta Fase: o Governo do Diretório – A Convenção Nacional era controlada pelo grupo da planície, representando a alta burguesia. Elaborou-se nova Constituição, que instituiu o Diretório (cinco membros governariam a França). O anseio burguês de ordem e de estabilidade das instituições preparou o caminho para a ascensão, ao poder, de Napoleão Bonaparte (Golpe de 18 Brumário).

A ERA NAPOLEÔNICA E O CONGRESSO DE VIENA
1. A ascensão de Napoleão Bonaparte
• Napoleão dominou a vida francesa durante aproximadamente 15 anos (1799 a 1815).
• Fases da Era napoleônica: Consulado (a alta burguesia consolidou seu poder) e Império (conquista de diversos países).

2. O Consulado
• Realizações napoleônicas: centralização administrativa; criação do Banco da França; elaboração de novos códigos jurídicos, entre os quais o Código Civil Napoleônico; reorganização do ensino francês, voltado para a formação da cidadania; elaboração de acordos entre a Igreja e o Estado.

3. O Império e a política expansionista
• Expansão do território francês. Por volta de 1812, o Império Napoleônico estendia-se por quase toda a Europa Ocidental. Não conseguindo vencer a Inglaterra militarmente, Napoleão pretendeu arruína-la no plano econômico, com a decretação do Bloqueio Continental. Com a fracassada invasão da Rússia, teve início a decadência do Império.

4. O Congresso de Viena e a Santa Aliança
• O Congresso de Viena (1814-1815) tinha como objetivo restabelecer o equilíbrio político do continente europeu. Foi marcado pelo conservadorismo. Metternich destacou-se como um dos principais organizadores do Congresso.
• A Santa Aliança foi proposta pelo czar Alexandre I. Funcionaria como uma organização internacional entre governos que se comprometiam a combater os movimentos liberais revolucionários. Aliança entre duas forças tradicionais: o Trono e o Altar.

INDEPENDÊNCIA DOS PAÍSES AMERICANOS
1. A causa estrutural da crise do sistema colonial ibérico
• O sistema colonial ibérico entrou em grave crise, provocada pelo desenvolvimento do capitalismo industrial, que não permitia as barreiras do monopólio comercial e a continuidade do regime de trabalho escravo.

2. A independência das colônias espanholas da América
• Revoltas nacionalistas: os diversos países da América alcançaram sua independência por meio de diversas revoltas no período de 1810 a 1828. Simon Bolívar e San Martin foram os principais líderes dessas revoltas, principalmente na América do Sul.
• Apoio da Inglaterra e dos Estados Unidos: desenvolvendo a industrialização, a Inglaterra apoiou a independência latino-americana, tendo interesse em expandir seu mercado consumidor de produtos industrializados. Com a Doutrina Monroe (A América para os americanos), os Estados Unidos já revelavam suas pretensões de manter o continente americano sob sua influência.

3. A independência do Brasil
• Proclamada a 7 de setembro de 1822, a independência brasileira não alterou a ordem econômica vigente no país. O Brasil saiu dos laços coloniais portugueses para cair na esfera de dominação inglesa.

A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E AS DOUTRINAS SÓCIO-ECONÔMICAS
1. A economia industrial
• Revolução industrial: conjunto de transformações que alteraram a vida da Europa ocidental durante a segunda metade do século XVIII e quase todo o século XX.
• Evolução do processo produtivo: artesanato, manufaturas e utilização de máquinas.

2. As fases da Revolução Industrial
• Primeira Fase (1760-1860): restrita à Inglaterra. Utilização do carvão e do ferro, fabricação de tecidos e aperfeiçoamento das máquinas a vapor.
• Segunda Fase (1860-1900): difusão pela Europa, Estados Unidos e Japão. Inovações técnicas: aço, energia elétrica e produtos químicos.

3. Pioneirismo industrial inglês
• Fatores do pioneirismo: intenso comércio marítimo, sistema de créditos financeiros (Banco da Inglaterra), acúmulo de capitais, controle capitalista do campo (cercamentos) e grandes reservas naturais de carvão.

4. A Revolução Industrial e suas principais conseqüências sociais
• Exploração cruel da força de trabalho do proletariado.
• Salários de fome e péssimas condições das fábricas provocaram a reação de movimentos operários.
• Outras conseqüências: urbanização crescente, substituição do trabalho artesanal pelo trabalho do proletário  assalariado; divisão crescente do trabalho, extraordinário desenvolvimento dos meios de transporte e de comunicação.

5. Teorias econômicas e sociais
• Doutrinas defensoras da sociedade industrial capitalista: liberalismo econômico (Adam Smith, David Ricardo e Thomas Malthus).
• Doutrinas que propunham a superação das injustiças sociais da sociedade industrial: socialismo utópico, socialismo científico (Marx e Engels) e pensamento social cristão (Papa Leão XIII).

AS REVOLUÇÕES EUROPÉIAS DO SÉCULO XIX
1. A restauração dos Bourbons e a Revolução de 1830
• Governo de Luís XVIII (1815 a 1824): Terror Branco contra os grupos bonapartistas e liberais.
• Governo de Carlos X: assumiu o trono francês apoiado pela Igreja e por setores ultra-conservadores. Sua política antiliberal provocou a revolta da burguesia.
• Revolução de 1830: Luis Felipe D’ Orleans, apoiado pela alta burguesia financeira, foi conduzido ao trono francês.

2. O governo de Luís Felipe (1830 a 1848)
• Luís Felipe tornou-se conhecido como o Rei Burguês.
• Promoveu a expansão colonial francesa em direção à África e à Ásia, visando os interesses da alta burguesia.

3. A Revolução de 1848 e a ascensão de Luis Napoleão
• A Revolução de 1848 pregava o fim do reinado dos banqueiros.
• Os socialistas exigiam mudanças profundas na estrutura social. A burguesia apavorou-se.
• Luis Bonaparte tornou-se o primeiro presidente da nova República, com o apoio da burguesia, da Igreja e do exército.
• Antes de terminar o mandato de presidente, Luís Bonaparte deu um golpe de Estado e proclamou-se imperador, com o título de Napoleão III.

4. A onda revolucionária e as teses liberais
• A aliança instável entre setores da burguesia e o proletariado provocou uma onda revolucionária em diversos países europeus (Itália, Áustria, Irlanda, Alemanha, Suíça, Hungria etc.).
• Os grupos liberais: democracia, não-intervenção do Estado na economia, separação entre Estado e Igreja e tolerância religiosa. O nacionalismo defendia o respeito pela natural formação dos povos e seu direito à independência nacional.

5. A unificação da Itália
• Foi no reino Sardo-Piemontês que surgiu efetivamente o movimento em prol da unificação da Itália, liderado pelo conde de Cavour. Depois de uma série de guerras, a unificação da Itália estava praticamente concluída no ano de 1860. Vitor Emanuel II foi proclamado rei da Itália, em março de 1861. Quando Roma foi anexada à Itália, em 1870, o Papa permaneceu no Palácio do Vaticano, opondose à perda de seus territórios. A chamada questão romana somente foi resolvida pelo Tratado de Latrão, em 1929, com a criação do pequeno Estado do Vaticano.

6. A unificação da Alemanha
• Depois da segunda metade do século XIX, a Prússia passou a liderar, através da figura de Bismarck, o processo de unificação dos Estados alemães. Depois de uma série de lutas, Guilherme I foi proclamado imperador da Alemanha, em janeiro de 1871. Acelerando a industrialização, a Alemanha tornou-se uma das maiores potências econômicas da época.

7. A Comuna de Paris
• Em 1871, o proletariado assumiu o controle de Paris. Pretendia criar um Estado dos trabalhadores, inspirado nos ideais socialistas. O sonho da Comuna durou pouco. Em maio de 1871, o movimento proletário-socialista foi violentamente reprimido.

O IMPERIALISMO DO SÉCULO XIX
1. O contexto da expansão imperialista do século XIX
• O novo colonialismo (imperialismo) foi impulsionado pelo capitalismo industrial e financeiro, dentro do clima de competição entre as grandes potências européias.
• Interesses do imperialismo: econômicos (solução para o excedente de produtos gerados pelo capitalismo monopolista), políticos (conquista de territórios estratégicos na Ásia e na África) e ideológicos (expansão da cultura européia).

2. Os grandes impérios coloniais
• Diversas nações européias envolveram-se na corrida colonial. As principais foram França e Inglaterra.
• A dominação imperialista européia provocou a partilha da África e a dominação sobre vasta área da Ásia.

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
1. Rivalidades e tensões internacionais
• Causas: a concorrência econômica entre as potências industrializadas, a disputa colonial, os movimentos nacionalistas (revanchismo francês, pan-eslavismo, pan-germanismo).

2. A política de alianças e o estopim da guerra
• Alianças principais: Tríplice Aliança (Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália) e Tríplice Entente (Inglaterra, França e Rússia).
• Estopim da guerra: assassinato do arquiduque da Áustria, Francisco Ferdinando (28/6/1914).

3. A guerra mundial e suas principais fases
• Primeira Fase (1914-1915): movimentação de tropas e equilíbrio das forças.
• Segunda Fase (1915-1917): guerra de trincheiras.
• Terceira Fase (1917-1918): entrada dos Estados Unidos, ao lado da França e da Inglaterra. Derrota da Alemanha.

4. A destruição européia e a ascensão dos Estados Unidos
• Enquanto a Europa estava em guerra, os Estados Unidos desenvolviam sua economia. Exportavam para a Europa e ampliavam sua participação nos mercados industriais do mundo.

5. O Tratado de Versalhes e a criação da Liga das Nações
• Tratado de Versalhes (1919): impôs duras condições à Alemanha derrotada, beneficiando as nações vencedoras. As condições humilhantes impostas à Alemanha provocaram a reação das forças políticas do país no pós-guerra.
• Liga das Nações: teria como missão preservar a paz mundial. A Liga revelou-se um organismo impotente para cumprir sua missão, pois não contava com a participação de importantes países como Estados Unidos, URSS e Alemanha.

A REVOLUÇÃO RUSSA
1. A ruptura com a ordem capitalista
• Com a Revolução Russa de 1917, surgiu pela primeira vez uma proposta concreta de implantação do socialismo, rompendo com a ordem econômica capitalista.

2. A decadência da monarquia czarista
• Durante todo o século XIX, a Rússia foi governada por monarquias absolutistas, comandadas pelos czares. Últimos três czares: Alexandre II, Alexandre III e Nicolau II.
• No reinado de Nicolau II (1894-1917), foram criados os partidos de orientação marxista: mencheviques (minoria) e bolcheviques (maioria). Lênin era o grande líder dos bolcheviques.

3. A Revolta de 1905
• Operários, marinheiros e camponeses organizaram revoltas contra o regime czarista. O czar desestruturou a revolta com o uso da violência. Os bolchevistas tiraram importantes lições da revolta fracassada.

4. A Revolução Russa de 1917
• Duas grandes fases:
Revolução Branca (de março a novembro de 1917): governo de Kerenski. A Rússia ainda participava da Primeira Guerra Mundial.
Revolução Vermelha (a partir de novembro de 1917): os bolchevistas assumiram o poder. Lênin tomou importantes medidas: pedido de paz imediata, confiscação de propriedades privadas e estatização da economia.

5. A Guerra Civil (1918-1920)
• As forças ligadas ao absolutismo, apoiadas por potências estrangeiras, tentaram derrubar o governo bolchevista. Este, graças ao Exército Vermelho, comandado por Trotski, venceu a Guerra Civil. Em 1918, foi criado o Partido Comunista Russo.

6. A NEP e a consolidação do poder
• NEP: conjunto de medidas que promovia certo retorno a formas econômicas capitalistas, que Lênin foi obrigado a adotar, em 1921. Mas o Estado russo continuou controlando os setores vitais da economia.
• O Partido Comunista tornou-se, em 1921, partido único. Stalin foi nomeado secretário-geral.
• Em 1922, foi fundada a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

7. A disputa pelo poder: Stalin versus Trotski
• Após a morte de Lênin, em janeiro de 1924, surgiu a disputa pelo Poder soviético, que acabou sendo vencido por Stalin. Trotski foi derrotado e, em 1929, expulso da URSS, sendo assassinado no México, em 1940, a mando de Stalin.

A CRISE DO CAPITALISMO E OS REGIMES TOTALITÁRIOS
1. A crise de superprodução (1929)
• Os Estados Unidos alcançaram grande expansão depois da Primeira Guerra Mundial. Exportavam produtos industrializados para a Europa e para outras partes do mundo. A euforia capitalista criou o american way of life.
• Com o fim da guerra (1918), os países europeus voltaram a organizar sua estrutura produtiva e reduziram suas importações dos Estados Unidos. No entanto, a produção norte-americana continuava a crescer. Surgiu, então, uma crise de superprodução. O grande marco da crise foi a queda das ações na Bolsa de Nova Iorque (1929). O mundo inteiro sofreu reflexos da crise.

2. Os Estados Unidos e a política do New Deal
• Para recuperar-se da crise de 1929, o governo norte-americano de Franklin Roosevelt implantou o New Deal – conjunto de medidas que buscava conciliar o respeito pela iniciativa privada com a intervenção do Estado na economia.

3. As conseqüências políticas da crise capitalista
• Houve o recuo das idéias liberais em diversos países do mundo. Fortaleceram-se as atribuições do poder Executivo.
• Surgiu todo um clima para o avanço de regimes totalitários.

4. O fascismo na Itália
• A que sócio-econômica na Itália e o medo da expansão do socialismo abriram espaço para a ascensão de Mussolini e para a estruturação do Partido Fascista.
• O governo de Mussolini teve duas grandes fases:
– Consolidação do fascismo (1922 a 1925);
– Ditadura fascista (1925 a 1939).

5. O nazismo alemão
• A crise sócio-econômica alemã, os protestos dos trabalhadores contra o governo, o medo do socialismo e a humilhação nacional alemã com as obrigações impostas pelo Tratado de Versalhes destacam-se entre as principais causas que propiciaram a ascensão do nazismo, liderado por Adolf Hitler.
• Hitler chegou ao poder em 1933, ocupando o cargo de chanceler do Estado alemão. AS organizações nazistas foram vigorosamente estruturadas, e eliminaram-se brutalmente as oposições políticas. Em 1933, o Partido Nazista foi declarado o partido único da Alemanha. Com a morte de Hindenburg, em agosto de 1934, Hitler assumiu também a presidência do país.

6. Difusão das doutrinas totalitárias
• As doutrinas totalitárias, de inspiração nazi-fascista, repercutiram em diversas partes do mundo: na Espanha, liderada pelo general Francisco Franco, e em Portugal, dirigido por Antônio Salzar. No Brasil, a ideologia nazi-fascista foi assimilada pelo Integralismo, liderado por Plínio Salgado.

A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
1. Os passos para a Segunda Guerra Mundial
• Os países vencedores da Primeira Guerra (1914-1918) impuseram medidas sufocantes aos vencidos principalmente à Alemanha, expressas no Tratado de Versalhes.
• A Liga das Nações era um organismo impotente para preservar a paz. Não contava com a participação de grandes nações, como URSS e EUA.
• Japão, Itália e Alemanha estavam decididos a modificar a situação mundial, através de uma política internacional agressiva.
• Expansionismo japonês: invasão da Manchúria (1931); guerra contra a China (1935).
• Expansionismo italiano: invasão da Etiópia (1935). Ocupação da Albânia (1939).
• Expansionismo alemão: ocupação de Renânia (1936); anexação da Áustria (1938); ocupação da

Tchecoslováquia (1938); invasão da Polônia (1939).
• Pouco depois da invasão alemã na Polônia, Inglaterra e França declararam guerra à Alemanha. Era o início da Segunda Guerra Mundial.

2. Principais fases da Segunda Guerra Mundial
• Primeira etapa – a guerra na Europa (1939 a 1941): rápida ofensiva nazista (Blitzkrieg). Os alemães conquistaram Polônia, Dinamarca, Noruega, Holanda, Bélgica e França. No norte da África, as tropas alemãs e italianas obtiveram significativas vitórias sobre os ingleses, ameaçando a dominação britânica no Egito.
• Segunda etapa – a guerra no mundo (1942 a 1945): entrada da União Soviética a dos Estados Unidos no conflito. As potências aliadas reuniram forças para derrotar as potências do Eixo. A Alemanha foi obrigada a recuar na frente russa e na frente ocidental, até sua rendição final em maio de 1945. Dois meses depois, deu-se a rendição japonesa, depois da explosão das bombas atômicas em Hiroshima e em Nagasaki.

3. As conseqüências da Segunda Guerra Mundial
• Armas e vítimas: enorme avanço das técnicas militares, provocando cerca de 55 milhões de mortos e 35 milhões de feridos.
• Divisão das Alemanhas: República Democrática Alemã (influência da URSS) e República Federal Alemã (influência dos EUA).
• Fundação da ONU – Organização das Nações Unidas: criada em junho de 1945, tendo como objetivo básico manter a paz e a segurança internacional.
• Ascensão dos EUA e da URSS: esses países tornaram-se líderes, respectivamente, do bloco dos países capitalistas e do bloco dos países socialistas. Iniciou-se a guerra fria.
• Formação de alianças resultantes do conflito Leste-Oeste: OTAN e Pacto de Varsóvia.
• Corrida armamentista: assombroso desenvolvimento das armas nucleares, que, se fossem acionadas hoje, provocariam a completa destruição do planeta.

O BLOCO CAPITALISTA
1. Introdução
• Encontramos, no bloco capitalista, um privilegiado núcleo de países ricos e desenvolvidos: EUA, nações da Europa Ocidental e Japão.

2. A atuação dos Estados Unidos no pós-guerra
• Os Estados Unidos assumiram o papel de “guia do mundo ocidental”, de defensores do capitalismo contra as “agressões” comunistas.
• Presidentes dos Estados Unidos:

Harry Truman (formulou o Fair Deal e a Doutrina Truman):

Eisenhower (período áureo do marcarthismo, elaboração da Doutrina Eisenhower);

John Kennedy (criação da Aliança para o Progresso, crise dos mísseis, lançamento do programa Nova Fronteira);

Lyndon Johnson (formulou o Great Society, ampliou o envolvimento dos Estados Unidos no Vietnã, escândalo de Watergate);

Jimmy Carter (defesa internacional dos direitos humanos, grande crise econômica interna);.

Ronald Reagan (recuperação econômica dos Estados Unidos, política internacional agressiva, investimentos gigantescos em grandes projetos militares).

3. O imperialismo dos Estados Unidos
• Imperialismo: variadas formas de dominação exercidas por uma grande potência, tendo como principal objetivo assegurar reservas de mercado e exportação de capitais.
• A política imperialista está diretamente associada aos interesses das gigantescas empresas multinacionais e às poderosas instituições financeiras dos países centrais.
• Elementos fundamentais do imperialismo: exploração econômica e controle político.
• A dominação cultural é importante elemento entre os mecanismos de ação do imperialismo.

4. A Europa Ocidental
• Os países da Europa Ocidental pertencem ao bloco capitalista. Tendência para a construção de Estados para “o bem-estar social”.
• Integração européia: EURATOM (utilização pacífica da energia atômica) e MCE (Mercado Comum Europeu).

5. O Japão
• O país foi reconstruído no pós-guerra sob a influência direta dos Estados Unidos. O objetivo norteamericano era fazer do Japão um lugar seguro para operações capitalistas na Ásia.
• Em 1952, o Japão recuperou sua soberania: o país estava inteiramente transformado pelo projeto de desenvolvimento capitalista. O Japão transformou-se, nos últimos trinta anos, numa das mais importantes nações industrializadas do mundo (milagre japonês).

O BLOCO SOCIALISTA
1. Introdução
• Entre os países do bloco socialista, destacam-se a URSS, a China Popular e Cuba.

2. A União Soviética
• Período stalinista: reconstrução da URSS após o término da Segunda Guerra Mundial, expansão do aparelho burocrático do Estado, repressão política e culto à personalidade de Stalin, que se tornou o supremo ditador da URSS.
• Período de Nikita Kruschev: política desestalinizante, pregação da coexistência pacífica, conflito com a China.
• Período de Brejnev: continuidade na política de ênfase ao desenvolvimento das indústrias de base, tentativas de distensão das relações internacionais, reforços nos arsenais bélicos. Brejnev foi sucedido por Andrópov, que governou por dois anos, e por Tchernenko, que governou por breve período.
• Período de Gorbatchev: os objetivos são renovar o sistema produtivo, renovar os quadros dirigentes e estimular uma política de distensão das relações internacionais. Com a perestroika e a glasnost, busca-se uma renovação do socialismo em termos econômicos e políticos.

3. A Europa Centro-Oriental
• Depois da Segunda Guerra Mundial, os países da Europa Centro-oriental passaram a integrar o bloco dos nações socialistas.
• Para solidificar a aliança entre URSS e os países da Europa Centro-Oriental, foram firmados pactos de cooperação e amizade: COMERCON e Pacto de Varsóvia.
• As resistências contra a ordem socialista foram sufocadas pela URSS. Exemplo: Hungria (1956) e Tchecoslováquia (1968).
• Com a perestroika, os ventos da democracia tomaram conta da Europa Centro-oriental. Os regimes comunistas foram derrubados. Há uma tendência de incorporação da economia de mercado.

4. A República Popular da China
• Em 1949, depois de longa guerra civil, as forças comunistas lideradas por Mão Tse-tung implantaram a República Popular da China. Chiang Kai-shek foi derrotado e refugiou-se na Ilha de Formosa (fundação da China Nacionalista).
• A partir de 1958, a China Comunista entrou em choque com a URSS. E, aos poucos, aproxima-se dos Estados Unidos.
• Mao Tse-tung morreu em 1976. Os novos dirigentes chineses, liderados por Deng Xiao-ping, empenham-se na modernização do país.

5. Cuba
• Em 1959, o movimento guerrilheiro liderado por Fidel Castro assumiu o poder, derrubando a ditadura de Fulgêncio Batista.
• O movimento revolucionário cubano encaminhou-se para o socialismo, apesar da forte oposição dos Estados Unidos. A aproximação do governo cubano com a URSS gerou sérios atritos internacionais (crise dos mísseis, em 1962).
• Cuba foi o primeiro país socialista do continente americano. No campo social, o regime cubano pode exibir grandes êxitos, mas ainda enfrenta grandes problemas econômicos.

O TERCEIRO MUNDO
1. A situação do Terceiro Mundo
• Terceiro Mundo: cerca de 120 países subdesenvolvidos ou em vias de desenvolvimento espalhados pela África, pela Ásia e pela América Latina. Mora no Terceiro Mundo mais da metade da população mundial, que detém apenas 6% da renda do mundo.

2. O processo de descolonização da África e da Ásia
• Depois da Segunda Guerra, acelerou-se o processo de emancipação política (descolonização) dos diversos países da África e da Ásia. Conforme o caso, a descolonização deu-se pela via pacífica (acordos com as metrópoles) ou através da violência (guerra entre a colônia e a metrópole).

3. Oriente Médio
• Grande foco de tensão internacional entre árabes e israelenses. Um dos principais motivos da permanência das hostilidades na região é a não-solução do problema palestino.

4. América Latina
• O continente latino-americano constitui uma tradicional área de influência dos Estados Unidos.
• Quadro político atual da América Latina: as ditaduras latinas chegaram ao fim. O continente vive um período de democratização. Cuba permanece como um caso isolado: país socialista de partido único.

5. A dívida externa do Terceiro Mundo
• Um dos maiores problemas que afetam os países do Terceiro Mundo, especialmente os da América Latina, é o acentuado endividamento externo.
• Organismos internacionais, como o FMI – Fundo Monetário Internacional, procuram impor aos países devedores rígidas políticas de ajustamento econômico. Essa política de ajustamento tem uma dura face social: repercute gravemente sobre salários, inflação e desemprego, gerando a recessão econômica.

Exercícios de Física Divididos por Tópicos – ENEM

Abaixo você encontra as provas do ENEM de Física dividido por tópicos

 

 

Física+ENEM1

 


Física+ENEM2


Física+ENEM3


Física+ENEM4


Física+ENEM5


Física+ENEM6


Física+ENEM7


Física+ENEM8


Física+ENEM9


Física+ENEM10


Física+ENEM11


Física+ENEM12


Física+ENEM13


Física+ENEM14


Física+ENEM15


Física+ENEM16


Física+ENEM17


Física+ENEM18


Física+ENEM19


Física+ENEM20


Física+ENEM21


Física+ENEM22


Física+ENEM23


Física+ENEM24


Física+ENEM25


Física+ENEM26


Física+ENEM27


Física+ENEM28


Física+ENEM29


Física+ENEM30


Física+ENEM31


Física+ENEM32


Física+ENEM33


Física+ENEM34


Física+ENEM35


Física+ENEM36


Física+ENEM37


 

Física+ENEM38


Física+ENEM39

 

Resumo História do Brasil

Resumo de História do Brasil

 

brasil-linhadotempo

republica
Portugal
– Após libertar-se do domínio árabe dentro da Guerra de Reconquista os lusos organizaram-se para a expansão marítima, através da Revolução de Avis que tirou a Dinastia de Borgonha. A posição estratégica de Portugal, sua precoce centralização política e a experiência obtida com os árabes (conhecimento da bússola, pólvora, papel, matemática) e o desenvolvimento náutico acoplado a Escola de Sagres, foram fundamentais para o seu pioneirismo nos mares.
– Primeiras conquista: Ceuta, feitorias na África, contorno do Cabo da Boa Esperança, Oceano Índico, Périplo Oriental de navegações, rota das especiarias.
Tratados que legitimaram as conquista
– Tratado de Toledo (1480) – dividia o mundo pela Linha do Equador. A cima terras espanholas, a baixo, terras  portuguesas.
– Bula Intercoetera (1493) – dividia o mundo por uma linha vertical, usando como demarcador a Ilha de Cabo Verde (100 léguas). Terras a oeste da Espanha e a oeste de Portugal.
– Tratado de Tordesilhas (1494) – mudava a Linha para 270 léguas da Ilha de Cabo Verde, mantendo o preceito da divisão.
– Tratado de Madri – assinado em 1750 e ratificado pelo Tratado de Badajós em 1801, ampliava o território brasileiro em três vezes seu tamanho original.

Todo sistema das Grandes Navegações foi baseado nos princípios políticos do Absolutismo e econômicos do  Mercantilismo. As características mais importantes do Mercantilismo são: Intervenção do Estado na economia, Balança Comercial Favorável, Protecionismo, Metalismo, Pacto Colonial, Monopólio (estanco).

1ª. Fase da Colonização (1500-30)
– Expedições para o Brasil devido à concorrência e a queda do preço das Especiarias.
– Expedições Exploradoras e Guarda Costa

Razão: retirar o pau Brasil com o trabalho indígena (escambo – troca) e resguardar o território que estava sendo ameaçado pelos franceses.
– Efetivação da Colonização a partir de 1530
– Expedição de Martim Afonso de Sousa – fundou São Vicente a primeira Vila regular no Brasil.
– Pela não eficiência no processo e pela desvalorização da estrutura estatal (fundamentado numa Balança Comercial Desfavorável).
– Divisão do Brasil em Capitanias Hereditárias, regulamentadas pela carta de Doação e Foral (carta de Direitos e deveres do donatário).
– O excesso de descentralização, o distanciamento entre as Capitanias e destas com Portugal, o desinteresse dos donatários, além do fortalecimento dos chamados Homens Bons (Câmaras Municipais) fizeram a Coroa anexar ao sistema o modelo de Governo Geral.

Governo Geral:
– Dividido em governador, ouvidor e provedor mor.
– Introdução das grandes áreas de plantação de açúcar (muitas financiadas pela própria Holanda – beneficiária direta da distribuição e refinamento do produto).
– Vinda dos Padres Jesuítas, dentro da tentativa da Igreja de expandir seu número de fiéis após a avalanche de burgueses e outras pessoas que migraram para o calvinismo. A ação jesuíta gerou o etnocídio das populações indígenas.
– Efetivação do uso da mão de obra escrava negra. Durante o Período Colonial e Imperial o Brasil chegou a receber cerca de 6 milhões de negros, vindos através do lucrativo Tráfico Negreiro. O negro nunca se submeteu silenciosamente à escravidão, resistindo através de abortos, suicídios, queima de plantações e principalmente através da formação dos Quilombos. Estes eram áreas que tentavam preservar os costumes negros, mas que aceitavam qualquer pessoa que estivesse contra o sistema vigente de governo. A mesma Igreja que condenou a escravidão indígena, legitimou a negra por participar dos lucros do processo colonizador.

– O Engenho de açúcar
– Divisão: Casa grande, Senzala, Casa de moenda, Casa de purgar, Capela.
– Montado sobre a estrutura do Plantation: Monocultura, latifundiária, voltada para exportação usando-se de mão de obra escrava.
– Sociedade: tradicional, rural, machista, patriarcal.
– Outros produtos plantados no Brasil:
– Tabaco – utilizado basicamente como produto de troca (escambo).
– Gado – A pecuária foi significativamente importante na interiorização do Nordeste (Lei das 10 Léguas), posteriormente na interligação do Sul do Brasil com as áreas de mineração.
– Drogas do Sertão: Produtos como guaraná, ervas medicinais, cacau, pimenta foram extraídos com altos lucros principalmente na região Norte. Algodão: serviu para vestir os escravos, mas também no final do século XVIII com a Guerra da Secessão nos Eua, foi produto forte na pauta de exportações.

Invasões no Brasil
– Franceses:
– França Antártica (1555 – 1567) – RJ, razões religiosas, perseguição aos huguenotes, expulsos por Men de Sá e Estácio de Sá.
– França Equinocial (1612 – 1615) MA, razão política e econômica, expulsos por Jerônimo de Albuquerque.
– Franceses no RJ 1710 e 1711. Invasão econômica e a segunda por vingança.
– Ingleses; apenas atos de pirataria isolados.

– Holandeses:

* A Holanda foi um protetorado da Espanha que buscou sua liberdade com o apoio dos outros Países Baixos. Os batavos enriqueceram refinando e distribuindo o açúcar, em especial o brasileiro.
– Quando a Dinastia de Avis chega ao fim, principalmente após a morte de Dom Sebastião, Felipe II, rei da Espanha, anexa os dois reinos e cria a União Ibérica (1580-1640), decretando, para destruir os holandeses, o embargo sobre o açúcar brasileiro.

– Fundação da Cia. das Índias Or. , para dominar a rota das especiarias e do tráfico negreiro.
– Fundação da Cia. das índias OC, criada para invadir o Brasil.

– 1ª. Invasão na Bahia (1624-25), por ser a Capital. Foram expulsos rapidamente devido aos conflitos religiosos Católicos X Protestantes e Judeus.

– 2ª. Invasão: Pernambuco (1630 -54)
-Resistência através do Arraial do Bom Jesus que só cai cinco anos depois de lutas intensas, devido aos planos terem sido entregues pelo suposto “traidor” Calabar.

Após a queda do Arraial em 1635, os batavos invadem o Nordeste criando a Nova Holanda. Trazem Maurício de Nassau para administrá-la. O Conde faz um governo excelente trazendo artista, drenando pântanos, realizando empréstimos aos Srs. de Engenho.

-1640 acaba a União Ibérica. O Rei de Portugal (Dinastia de Bragança) é colocado no trono com o apoio holandês, que selam a Trégua dos 10 anos, onde os batavos ficaram no Brasil. As divergências entre Nassau e Cia. Das Índias Oc. Aumenta e ele é demitido, começa a reação brasileira contra a dominação holandesa (Insurreição Pernambucana -1645 -54). A saída dos holandeses acarreta a concorrência com o açúcar das Antilhas e o deslocamento do eixo econômico para o Sudeste brasileiro e o pagamento de uma indenização de 4 milhões de cruzados e mais 4oo toneladas de açúcar para não serem novamente recuperação total do NE. O fim da União Ibérica obrigou Portugal a reforçar seus laços de dominação sobre suas colônias, criando o Conselho Ultramarino (1642) e diminuindo o poder dos Homens Bons novamente.

– Expansão do Território
– Entradas: movimentos incentivados pelo governo para penetração no território. Não surtiram o efeito desejado.
– Bandeiras: movimentos realizados por particulares que ampliaram consideravelmente o território e descobriram o tão sonhado ouro. O bandeirantismo se ramifica em várias correntes de ação:
– Sertanismo de Contrato: bandeirantes contratos, quase sempre por Srs. de Engenho, para aniquilar quilombos ou focos de rebelião negra.
– Preação ou Caça ao índio: busca do elemento indígena para ser a mão de obra básica no processo expansionista dos bandeirantes, devido à falta de recursos econômicos para obter o negro. Esta busca causou um profundo atrito entre bandeirantes e jesuítas, pois o índio preferencialmente caçado era o que já estava catequizado e habitava nas Missões.
– Monções: expedições bandeirantes que se usavam do leito dos rios para transportar produtos do interior até as vilas litorâneas.
Movimentos em busca da Independência
-A Crise do sistema colonial se acentuou a partir das críticas as idéias Absolutistas e Mercantilistas, com o advento das idéias Iluministas e Liberalistas.

– Movimentos Nativistas:
– Não visavam se separar de Portugal, mas apenas contestavam a rigidez imposta pelo pacto Colonial. Tiveram um caráter regionalista e conseqüentemente individualista.
– Aclamação de Amador Bueno (SP – 1641) tentativa de autonomia da região devido à tentativa de reestruturação dos limites territoriais por parte de Portugal.
– Revolta de Beckman (MA – 1684) envolveu a elite da região descontente com a criação da Cia. De Comércio do Grã Pará ou Maranhão e os jesuítas que tiveram seus índios atacados para transformar-se em mão de obra.
– Guerra dos Emboabas (MG – 1708) conflito entre os forasteiros (emboabas0 que migraram para a região atraídos pela febre do ouro e os bandeirantes. Com a vitória dos emboabas os paulistas partiram a busca do ouro em Goiás e Mato Grosso.
– Guerra dos Mascates (PE -1710) ocorreu devido a decadência dos Srs. de Engenho que habitam a capital Olinda e os comerciantes portugueses que chegavam povoando a região de Recife. No final a capital é deslocado para o centro dinâmico da região, Recife.
– Guerra Guaranítica (RS – 1750) conflito que envolveu a morte de 30 mil índios tupi-guaranis durante a troca da Colônia do Santíssimo Sacramento pelos Sete Povos das Missões.
– Movimentos Separatistas ou Emancipacionistas:
– visavam a separação com Portugal, tinham o sonho republicano e uma forte influência das idéias iluministas.
– Inconfidência Mineira (1789) – movimento de caráter econômico. Baseado na Independência dos Estados Unidos, pelo fato dos dois movimentos terem sido comandados por uma elite intelectual.
– Inconfidência Baiana (1798) – mais conhecida como Revolta dos Alfaiates – movimento de caráter social. Baseado na Revolução Francesa pelo envolvimento de classes sociais médias e na Independência do Haiti pelo teor abolicionista.
– Insurreição Pernambucana (1817) – movimento que envolveu todas as camadas sociais e teve caráter separatista que envolveu grande parte do Nordeste.

Fuga da Família Real
-Motivo: pressões de Napoleão que decretou o Bloqueio Continental para prejudicar os ingleses. Pela ligação econômica forte entre Portugal e os britânicos a Família Real transmigrou para o Brasil.
Fatos Chaves:
-1808: Abertura dos Portos as Nações Amigas;
-1810: Tratados de Comércio e Navegação e Aliança e Amizade.

* Criação do Banco do Brasil, Jardim Botânico, Biblioteca Municipal, Anexação da Província Cisplatina e Guiana Francesa, Escola Militar, Imprensa Régia, entre outros fatos.
– 1815: Elevação do Brasil a condição de Reino Unido juntamente com Portugal e Algarves.. Fato ligado a queda de Napoleão e a organização do Congresso de Viena.
-1816: Vinda da Missão Francesa.
-1820: Revolução Liberal do Porto. Volta de Dom João VI e desestruturação econômica do Brasil. Organização das cortes portuguesas (Parlamento)

I Reinado
Grupos políticos: Português (sonho da recolonização), Brasileiros Moderados (independência continuísta), Brasileiros Exaltados (Independência com rupturas).
-1822: Dia do Fico, Cumpra-se, D. Pedro é agraciado pela Maçonaria, Dia do Grito.
-1823 – Guerras de Independência com várias Províncias para o Reconhecimento interno da Independência. Reconhecimento externo feito pelos americanos e posteriormente por Portugal (Brasil paga uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas). Assembléia Constituinte que acaba entrando em atrito com D. Pedro devido a forma de condução do país.
-1824- D. Pedro dissolve a Assembléia Constituinte e Outorga (impõem) a primeira Constituição do Brasil.
– Constituição de 1824: 4 poderes (Poder Moderador a chave de todos os outros poderes), voto censitário, União Estado – Igreja, Senado Vitalício.
– Confederação do Equador (PE) resposta ao centralismo e autoritarismo governamental. Termina com a morte de Frei Caneca. Teve caráter separatista e espalhou-se pelo Nordeste, atingindo fortemente o Ceará.
– Crise do I Reinado: Confederação do Equador, dissolução da Assembléia Constituinte, perda da Província Cisplatina, aumento da dívida externa, morte do jornalista Libero Badaró, Noite das Garrafadas, Ministério dos Brasileiros e posterior criação do Ministério dos Marqueses.
– Abdicação do governo em nome de seu filho.

Período Regencial
– Sem a figura do Imperador que tinha apenas 5 anos o governo foi diretamente comandado pela elite rural, dando a falsa impressão de uma época liberal, descentralizada e que assemelhava-se a uma experiência republicana.
– Regência Trina Provisória: tirou os portugueses do exército brasileiro (luso fobia) e anistiou os presos políticos.
– Regência Trina Permanente: Criou o cargo de Ministro da Justiça, dado ao padre Diogo Feijó.
Criou-se a Guarda Nacional uma espécie de milícia para militar que defendia os interesses das elites locais, com ela criou-se a patente civil do “coronel”. Também foi promulgado o Código do Processo Criminal e foi mudada a Constituição de 1824 com o Ato Adicional de 1834. Nele o fato mais relevante foi a criação das Assembléias Legislativas Provinciais.

Regência Una do Padre Feijó
-lei que mais uma vez tocava no fim da escravidão
– início das mais pesadas Rebeliões Regenciais:
– Cabanagem (PA – 1835 – 40) Movimento popular. Lutou pela formação de uma república separatista até a maioridade de D. Pedro II. Conseguiram por pouco tempo chegar ao poder.
– Revolução Farroupilha (RS – 1835-45) Movimento elitista. Mais longa revolta social do Brasil, motivada pelo preço do charque e as contendas políticas entre o Rio Grande e o Rio de Janeiro.
Estendeu-se para SC e PR, tinha um caráter separatista.
– Revolta dos Malês (BA – 1835-37) comandada pelos escravos islamizados, foi denunciada e sufocada rapidamente, apesar dos focos de guerrilha no interior do estado.
– Queda de Feijó, entrada do Regente Conservador Pedro de Araújo e Lima.
– Lei Interpretativa do Ato Adicional – tentativa de centralizar o regime.
– Sabinada (BA – 1837) Movimento comandado pela classe média. Visava a separação da Bahia do Brasil até a  Maioridade de D. Pedro II.
– Balaiada (MA – 1838 – 41). Movimento popular, sem proposta lógica, seguiu vários rumos e foi destruído de forma violenta.
* O perigo da desestruturação do país levou ao Golpe da Maioridade.

II REINADO
-Visão Política
– Período de consolidação total da estrutura geopolítica do Brasil.
– Conflitos entre Liberais e Conservadores. Revoluções Liberais.
– Parlamentarismo às avessas: jogada de marketing político de D. Pedro II. Criado em 1837 diminuía os perigos de revoltas sociais, acalmava o animo dos dois Partidos políticos e diminuía o desgaste da figura do Imperador.
– 1848 – Revolução Praieira. Único grande movimento de contestação ao período de governo. Teve um viés socialista (utópico) e foi motivada pelo centralismo político, e pelos abusos da concentração latifundiária em PE (família Cavalcanti) e o poder do comércio na mão de muitos portugueses.
-Visão Econômica
-Café: introduzido por dois caminhos:
1º. Pelo Norte e Nordeste vindo da Guiana Francesa, serviu apenas como produto de subsistência nas lavouras tradicionais.
2º. Pelo RJ no início do Século XIX, estendeu-se posteriormente pela região do Vale do Paraíba até chagar no Oeste Paulista (terra roxa). Esta marcha foi mudando a visão do plantation com a introdução da mão de obra Imigrante.
– Imigração: Inicialmente incentivada por particulares como o Senador Vergueiro no Sistema de Parceria e posteriormente pelo governo na colonização, europeização e branqueamento do Sul do Brasil. A maioria dos imigrantes veio da Itália e da Alemanha devido ao processo tardio de Unificação destes territórios. Não receberam uma condição decente de vida, muitos foram transformados em escravos brancos.
– Tarifa Alves Branco: aumentava as alíquotas alfandegárias para 30 até 60% o que aumentaria a quantidade de dinheiro circulante no país. Como muitos países deixaram de trazer seus produtos o Brasil vivenciou um Surto Industrial, onde o destaque maior foi a figura do Visconde de Mauá. Esta tarifa foi anula pela Tarifa Silva Ferraz que voltou a dar tarifas alfandegárias preferenciais para a Inglaterra.

– Leis Abolicionistas:
– Lei Eusébio de Queiroz (1850) decreta a proibição do tráfico negreiro. É uma resposta ao Bill Aberdeen imposto pelos ingleses. Faz com que o tráfico intercontinental enfraqueça e prospere o tráfico inter provincial.
– Lei do Ventre Livre ou Visconde do Rio Branco (1871) decreta a liberdade para todos os escravos nascidos a partir da data da sua assinatura.
– 1883-84 o Ceará e o Amazonas libertam seus escravos.
– Lei dos Sexagenários ou Saraiva Cotegipe (1885) liberta os escravos com mais de 60 anos, mas os obriga a permanecer mais 5 prestando serviços aos seus senhores.
– Lei Áurea (13/05/1888) demarca o fim da escravidão. Causou muita polêmica por não indenizar os senhores que haviam liberto escravos durante o decorrer do processo abolicionista.

– Conflitos político militares
– Guerra na Bacia da Prata
– ocorreu após a perda por parte do Brasil da região da Cisplatina. Isto gerou um confronto entre brasileiros e argentinos, quanto ao futuro de tal região que se tornaria o Uruguai.

– Guerra do Paraguai (1865-70)
– Conflito baseado na força que a região do Paraguai tinha na região e que lançou os planos expansionistas do governante Solano Lopez para as áreas que interessavam os países que formariam a Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai). Resultou numa chacina que até hoje suscita discussões quanto ao grau de participação da Inglaterra em tal episódio.

– O Fim do Império
– A volta dos militares fez que tal classe, apoiada pelas idéias positivistas e evolucionistas, absorvesse o a cena política e conjuntamente aos cafeicultores de origem mais burguesa mudaram o sistema de governo no país, muito mais numa atitude golpista do que democrática.
– Questão Religiosa, ligada a Bula Syllabus que proibia que católicos pudessem ser também maçons. Pelo fato do Imperador ser os dois, ele não colocou a Bula em vigor causando um mal estar com a Igreja.

REPÚBLICA
– Proclamada com o apoio dos militares e dos cafeicultores.
Dividi-se em dois grandes momentos:
– República das Espadas (1889 -94)
– Governo Provisório de Deodoro da Fonseca.
– Grande Naturalização
– Emissão de papel moeda
– Separação do Estado com a Igreja (nasce o Estado laico)
– Crise do Encilhamento. Emissão sem controle de dinheiro gerou uma especulação e uma crise econômica.
– Votação da 1ª. Constituição Republicana (1891)
-Pontos chaves: voto universal masculino para homens maiores de 21 anos, alfabetizados; federação, voto não é obrigatório, é em aberto e não existe obrigação de se votar no Presidente e no Vice da mesma chapa.
– Deodoro é eleito, mas sem o apoio do Congresso. Não resiste 9 meses no poder, toma atitudes arbitrárias como o fechamento do Congresso e a decretação do Estado de Sítio. 1ª. Revolta da Armada. . Novas eleições deveriam ser marcadas, mas Floriano Peixoto assume de forma anticonstitucional.
– 2ª. Revolta da Armada
– Revolução Federalista (Revolta da Degola) no RS (movimento de tendência separatista) se alastrou até o PR
– Queda da credibilidade dos militares gera a ascensão do café.
– Política do Café com Leite, ou dos Coronéis, ou Oligárquica
_Ligação com a Política dos Governadores (jogo de troca de favores entre os estados e o governo central); Coronelismo, Voto de Cabresto e a Comissão Verificadora de Poderes.

– Prudente de Moraes 1894 – 98)
– Guerra de Canudos: conflito messiânico no interior da Bahia, liderado por Antonio Conselheiro, que
fez o governo realizar 4 expedições para massacrar o movimento. Houve um preceito de idéias
sociais e monárquicas.

-Campos Sales (1898 – 1902)
– Renegociação da dívida externa – funding loan
– Auge da Política dos governadores
– Compra de parte de nossa dívida por parte dos americanos

-Rodrigues Alves (1902 – 06)
– Urbanização e Saneamento do Rio de Janeiro
– Compra do Acre
Convênio de Taubaté – política de valorização do café, jogo da socialização de perdas.

– Afonso Pena (1906 – 09)
– Auge do processo de imigração urbana no Brasil
– presidente morre e seu vice assume
– Nilo Peçanha (1909 – 10)
– Criação do SPI (Serviço de Proteção ao Índio)
– Ciclo da Borracha
– Hermes da Fonseca (1910 – 14)
– Campanha Civilista de Rui Barbosa, faz a máquina do Café com leite romper.
– lançou a idéia da Política das Salvações
– obteve o apoio do Rio Grande do Sul
– Revolta da Chibata: conflito que envolveu os maus tratos aplicados aos marinheiros de baixo escalão. Liderada por João Candido.
– Guerra do Contestado, conflito que envolveu camponeses e tropas do governo numa área disputada pelo estado do PR e de SC.
– Sedição de Juazeiro – Padre Cícero

– Venceslau Brás (1914 – 18)
– Período da I Guerra Mundial
– Processo de substituição de Importações, gerando um Surto Industrial no país.
– Organização do movimento de operários nas fábricas com a ajuda dos imigrantes. Fundos mutualistas e caixas beneficentes.
– Anarcosindicalismo / Greves Operários de 1917
– Brasil entra na Guerra neste mesmo ano.
– Morre o presidente que tinha acabado de ser eleito (Rodrigues Alves / Gripe Espanhola)

– Epitácio Pessoa (1919 – 22)
– Começa a desmoronar a ligação SP e Mg, consequentemente o Café com leite enfraquece.
– Fundado o Partido Comunista do Brasil
– Realizada a Semana de Arte Moderna
– É eleito Artur Bernardes
– Reação militar contra o novo presidente – Tenentismo
– O Tenentismo foi um movimento do baixo escalão militar, de caráter elitista (por não se misturar com outros grupos sociais), ideologia difusa e que tinha a intenção de moralizar o Brasil.

– Artur Bernardes (1922 -26)
– Governou sobre a situação de Estado de Sítio
– Revolução paulista de 1924
– Revolução Federalista no RS
– Coluna Prestes: maior marcha da história da humanidade, liderada pelo Cavaleiro da Esperança Luís Carlos Prestes.
– Reformou a Constituição
Washington Luís (1926 – 30)
– Seu lema foi “governar é abrir estradas”
– Crise da Bolsa de Valores de NY – quebra da ligação entre os cafeicultores paulistas e mineiros.
– Revolução de 30: Aliança Liberal (MG + PB + RS) X SP
-Vitória nas urnas de SP – Julio Prestes
– Morte de João Pessoa
– Reabilitação do Movimento Tenentista

Era Vargas
– Desmanche da estrutura do Café com Leite
– Colocação de Interventores nos estados no lugar dos ex governadores. Quase sempre os interventores eram tenentes. O caso mais expressivo foi o de Juarez Távora conhecido como Vice Rei do Norte.
– Pelo extremo poder que os tenentes passam devagar a ter Vargas os afasta ganhando muitos inimigos
– Revolução Constitucionalista de 32 (SP): movimento reacionário do estado paulista contra a sua perda de poder a partir da ascensão de Vargas. Resultou na derrota de SP e na manipulação que Getúlio fez com o estado na compra do estoque de café excedente.
– Criação do Código Eleitoral de 32, nascem os princípios das leis trabalhistas.
– Constituição de 34 (baseada na Constituição alemã da República de Weimar).

Principais pontos:
Leis trabalhistas, voto secreto, voto feminino, não previa reeleição.
– Surgimento de dois grupos fortes com idéias européias:
-AIB (Ação Integralista Brasileira) liderada por Plínio Salgado, tinha fundamentação militar e nacionalista e usava o slogan: Deus, pátria, família.
– ALN (Aliança Nacional Libertadora) formação de esquerda que trazia um mosaico de ideologias.
– Vargas coliga-se com as idéias a AIB e joga a ANL na ilegalidade
– Intentona Comunista de 35, liderada por Luís Carlos Prestes.
– Prisão de Prestes, deportação de Olga Benário.
– Utilização dos meios de comunicação para institucionalizar o caos do perigo comunista.
– Plano Cohen
– Golpe evitando as eleições de 1938, conhecido como Plano Cohen.

– Estado Novo – ditadura
– Constituição de 37 – Outorgada
-Pontos centrais: hipertrofia do executivo, extinção dos Partidos Políticos, fechamento do Congresso, conhecida como Carta Polaca por se basear na Constituição da Polônia, tirava a autonomia dos estados que passavam a ser governados novamente por interventores, pena de morte, censura prévia.
– Criação de mecanismos de controle social:
– DASP (Departamento de Administração de Serviços Públicos)
– DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda)
– Controle Sindical / Peleguismo

-Fim da Era Vargas
– Brasil volta da II Guerra Mundial e se cria a contradição política: éramos governados por um ditador fomos lutar contra a ditadura nazi-fascista.
– Vargas abre o Regime do Estado Novo para a democratização do país
– Anistia aos presos políticos. Ex: Luís Carlos Prestes.
– Eleições
– Formação dos novos Partidos Políticos:
PTB e PSD ligados a Vargas
Vargas: Pai dos Pobres, mãe dos Ricos
PTB – ligado aos trabalhadores
PSD – ligado a elite
Oposição: UDN – capitaneada por Carlos Lacerda
POPULISMO

– DUTRA
– Alinhamento do Brasil com os EUA – fruto da II – Guerra Mundial
– Início da Guerra Fria
– Política de Abertura as multinacionais / Liberalismo econômico
– Não intervenção do Estado na economia
– Congelamento de salários
– Rompimento com o Bloco Socialista – fechamento do PCB
– Doutrina de Segurança Nacional
– Constituição de 46 – Social democracia
– Início da Aliança para o Progresso
– Criação da Escola Superior de Guerra (ESG)

– VARGAS
– Eleito pela primeira vez em sua história – volta nos braços do povo!
– O erro da mistificação de ser um governo de esquerda / Projeto Nacionalista
– Nomeação de João Goulart para Ministro do Trabalho – aumento do salário mínimo em 100% – proposta recusada pelo Congresso)
– Criação da Petrobras, Eletrobrás, Lei de Remessa de Lucros, Plano Lafer.
– Oposição da UDN – Carlos Lacerda.
– Atentado da Rua Toneleros / Contra Lacerda
– Morte do Major Florentino Vaz
– Culpado pelo crime: Gregório Fortunato (chefe da guarda pessoal de Vargas)
– Suícidio de Vargas / Golpe Militar adiado em 10 anos
– Carta Testamento

– A TRANSIÇÃO
– Assume o Vice / Café Filho
– Lei n. 113 da SUMOC (Sup. Da Moeda e Crédito) – embrião do Banco Central.
– Começa a corrida para a Sucessão Presidencial.
– PSD – Juscelino kubitscheck
– PTB – João Goulart
– Juntos as chapas Presidente + Vice
– JK é eleito mas deve esperar o início do ano.
– Café Filho sofre um enfarte
– Assume Carlos Luz (presidente da Câmara de Deputados) tentativa de golpe para evitar a posse de JK
– General Teixeira Lott evita o golpe, realizando o – Contra Golpe Preventivo.
– Assume Nereu Ramos (Presidente da Câmara do Senado)
– JK assume

– ERA JK
– Plano de Metas
– Valorização da Indústria de Bens de consumo duráveis, construção, energia, estradas.
– 5% das Metas destinadas a saúde, educação e alimentação.
– Construção de Brasília
– Entrada absurda do Capital estrangeiro
– Triplicação da dívida externa

– JÂNIO QUADROS
– Ligação com a UDN
– Política externa independente
– Condecorações de Yuri Gagarin e Che Guevara.
– Renúncia arquitetada – ideologia golpista
– Processo aceito / ação militar para evitar a posse do vice João Goulart
– Campanha da Legalidade (Leonel Brizola)

– Governo João Goulart
– Instituição do regime Parlamentarista (1961 – 63)
– Jogo manipulativo militar
– Força da figura do Primeiro Ministro
– Plebiscito
– Volta do Presidencialismo
– Reformas de Base
– Plano Trienal
– Marcha da Família com Deus pela Liberdade
– Reforma Constitucional, econômica, agrária e educacional.
– Golpe Militar

– Ditadura Civil Militar (1964- 85)
– O Brasil mantém a ideologia desenvolvimentista só que agora ligada a um sistema tecnoburocrata.

– Castelo Branco (1964 -67)
Ainda vivia-se um pequeno ar de democracia mas já começavam as caças a mandatos políticos e as garantias constitucionais. O governo utiliza-se dos AI (Atos Institucionais) e de outros poderosos mecanismos para desarticular as tendências contrárias ao regime.
Com o AI-2 foram desarticulados os Partidos já existentes e criados a ARENA (Aliança Renovadora Nacional) que representava as forças reacionárias e o MDB ( Movimento Democrático Brasileiro)
– 1967: assinatura da nova Constituição que ampliava os poderes do presidente, estabelecendo a imagem de ditadura.
-Lei de Imprensa: início do processo de censura dos meios de comunicação no país.

-Costa e Silva (1967-69)
– Como a maioria da população esperava volta dos princípios democráticos a ascensão de mais um governo militar deu coragem para manifestações contra o regime.
– Morte do estudante Edson Luís: num erro trágico para o momento os militares m atam um jovem de 17 anos que não tinha relação com o movimento de esquerda. Este episódio acaba desenrolando a Marcha dos Cem Mil.
– Greves operárias em Osasco e Contagem.
– Discurso de Márcio Moreira Alves: em pleno Congresso tomado pela direita, o então deputado pelo MDB pede ações contra os militares e não é cassado.
– Decretação do AI-5: o mais brutal ato contra a ditadura, que dava plenos poderes ao presidente, suspendia o hábeas corpus e os direitos políticos, cassava mandatos e decretava intervenção nos estados e municípios.

– Médici (1969 – 74)
– Costa e Silva é afastado após um derrame.
– Momento de maior repressão no Brasil gerou também as maiores ações por parte dos grupos de esquerda, incluindo seqüestros, assaltos a banco, guerrilhas urbanas e rurais. Destaque para o seqüestro do Embaixador Charles Elbrick dos EUA, para o grupo de Carlos Lamarca (VARPalmares), ALN de Carlos Marighela e a histórica Guerrilha do Araguaia.
– Repressão violenta, hipertrofia total do executivo e ação severa de órgãos como o DOI-CODI, DOPS, SNI, Operação Condor e Bandeirantes, entre outros.
– Foi o auge da manipulação no país com a utilização dos meios de comunicação com forças para referendar o regime. Ex: Vitória do Brasil no Tricampeonato Mundial e o primeiro título da Fórmula 1.
– Milagre Econômico: o desgaste do sistema econômico levou o Ministro da Fazenda Delfim Netto a apresentar um Plano de congelamento de preços e salários que funcionou por um tempo curto.

– Geisel (1974-79)
– Período de Abertura lenta, gradual e segura.
– Crise do Petróleo em 1973.
– A reação do MDB ganhando muitos cargos políticos levou o governo a decretar o Pacote de Abril (criação da figura do Senador Biônico) e a Lei Falcão.
– Greves no ABC comandadas por Lula.
– Acordo nuclear com a Alemanha Oc.
– Desmanche do AI-5
– Figueiredo (1979 – 85)
– Redemocratização
– Pluripartidarismo
– Planos de incentivo a empresa nacionais, mas também internacionais (privatizações)
– Eleições diretas e secretas para governador
-Emenda Dante de Oliveira (previa eleições diretas para Presidente – foi votada contra)
– Eleições feitas pelo Colégio Eleitoral
– NOVA REPÚBLICA
– José Sarney (1985 – 1990)
– Morte de Tancredo Neves
– Assume o vice Sarney
– Plano Cruzado – queda sensível na inflação
– Legalização do Partido Comunista
– Constituição de 88 (Constituição dos Notáveis)
– Collor de Mello (1990 – 92)
– Confisco de bens
– Privatização em massa
– Desmanche da estrutura cultural do país
– Escândalos
-Collor renuncia
– Impeachment
– Assume o vice
– Itamar Franco (1992 – 94)
– Estabilização financeira
– Lançamento do Plano Real
– Continuidade da linha neoliberal privatizante
– Fernando Henrique Cardoso (1994 – 2002)
– Estabilidade financeira
– Privatização e quebra do monopólio de empresas estatais.
– Fim do Monopólio do Petróleo
– Novo Código Civil
– Projeto da Reeleição
– Reeleito presidente
– Luís Inácio Lula da Silva (2003 – )
– Escândalos políticos
– Forte ação dos grupos ligados ao narcotráfico
– Tentativas de Reformas (Constitucional, Tributária, Previdenciária) que esbarraram na má vontade do Congresso.
– Campanhas eleitorais

Semana de Arte Moderna de 22

 

 

Semana de Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo, no Teatro Municipal, de 11 a 18 de fevereiro, teve como principal propósito renovar, transformar o contexto artístico e cultural urbano, tanto na literatura, quanto nas artes plásticas, na arquitetura e na música. Mudar, subverter uma produção artística, criar uma arte essencialmente brasileira, embora em sintonia com as novas tendências européias, essa era basicamente a intenção dos modernistas.

Durante uma semana a cidade entrou em plena ebulição cultural, sob a inspiração de novas linguagens, de experiências artísticas, de uma liberdade criadora sem igual, com o conseqüente rompimento com o passado. Novos conceitos foram difundidos e despontaram talentos como os de Mário e Oswald de Andrade na literatura, Víctor Brecheret na escultura eAnita Malfatti na pintura.

O movimento modernista eclodiu em um contexto repleto de agitações políticas, sociais, econômicas e culturais. Em meioa este redemoinho histórico surgiram as vanguardas artísticas e linguagens liberadas de regras e de disciplinas. A Semana, como toda inovação, não foi bem acolhida pelos tradicionais paulistas, e a crítica não poupou esforços para destruir suas idéias, em plena vigência da República Velha, encabeçada por oligarcas do café e da política conservadora que então dominava o cenário brasileiro. A elite, habituada aos modelos estéticos europeus mais arcaicos, sentiu-se violentada em sua sensibilidade e afrontada em suas preferências artísticas.

A nova geração intelectual brasileira sentiu a necessidade de transformar os antigos conceitos do século XIX. Embora o principal centro de insatisfação estética seja, nesta época, a literatura, particularmente a poesia, movimentos como o Futurismo, o Cubismo e oExpressionismo começavam a influenciar os artistas brasileiros. Anita Malfatti trazia da Europa, em sua bagagem, experiências vanguardistas que marcaram intensamente o trabalho desta jovem, que em 1917 realizou a que ficou conhecida como a primeira exposição do Modernismo brasileiro. Este evento foi alvo de escândalo e de críticas ferozes de Monteiro Lobato, provocando assim o nascimento da Semana de Arte Moderna.

O catálogo da Semana apresenta nomes como os de Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Yan de Almeida Prado, John Graz, Oswaldo Goeldi, entre outros, na Pintura e no Desenho; Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso e Wilhelm Haarberg, na Escultura; Antonio Garcia Moya e Georg Przyrembel, na Arquitetura. Entre os escritores encontravam-se Mário e Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Sérgio Milliet, Plínio Salgado, e outros mais. A música estava representada por autores consagrados, como Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernani Braga e Frutuoso Viana.

Em 1913, sementes do Modernismo já estavam sendo cultivadas. O pintor Lasar Segall, vindo recentemente da Alemanha, realizara exposições em São Paulo e em Campinas, recepcionadas com uma certa indiferença. Segall retornou então à Alemanha e só voltou ao Brasil dez anos depois, em um momento bem mais propício. A mostra de Anita Malfatti, que desencadeou a Semana, apesar da violenta crítica recebida, reunir ao seu redor artistas dispostos a empreender uma luta pela renovação artística brasileira. A exposição de artes plásticas da Semana de Arte Moderna foi organizada por Di Cavalcanti e Rubens Borba de Morais e contou também com a colaboração de Ronald de Carvalho, do Rio de Janeiro. Após a realização da Semana, alguns dos artistas mais importantes retornaram para a Europa, enfraquecendo o movimento, mas produtores artísticos como Tarsila do Amaral, grande pintora modernista, faziam o caminho inverso, enriquecendo as artes plásticas brasileiras.

A Semana não foi tão importante no seu contexto temporal, mas o tempo a presenteou com um valor histórico e cultural talvez inimaginável naquela época. Não havia entre seus participantes uma coletânea de idéias comum a todos, por isso ela se dividiu em diversas tendências diferentes, todas pleiteando a mesma herança, entre elas o Movimento Pau-Brasil, o Movimento Verde-Amarelo e Grupo da Anta, e oMovimento Antropofágico. Os principais meios de divulgação destes novos ideais eram a Revista Klaxon e a Revista de Antropofagia.

O principal legado da Semana de Arte Moderna foi libertar a arte brasileira da reprodução nada criativa de padrões europeus, e dar início à construção de uma cultura essencialmente nacional.

Semana de Arte Moderna

A Semana, de uma certa maneira, nada mais foi do que uma ebulição de novas ideias totalmente libertadas, nacionalista em busca de uma identidade própria e de uma maneira mais livre de expressão. Não se tinha, porém, um programa definido: sentia-se muito mais um desejo de experimentar diferentes caminhos do que de definir um único ideal moderno.

  • 13 de fevereiro (Segunda-feira) – Casa cheia, abertura oficial do evento. Espalhadas pelo saguão do Teatro Municipal de São Paulo, várias pinturas e esculturas provocam reações de espanto e repúdio por parte do público. O espetáculo tem início com a confusa conferência de Graça Aranha, intitulada “A emoção estética da Arte Moderna”. Tudo transcorreu em certa calma neste dia.
  • 15 de fevereiro (Quarta-feira) -Guiomar Novaes era para ser a grande atração da noite. Contra a vontade dos demais artistas modernistas, aproveitou um intervalo do espetáculo para tocar alguns clássicos consagrados, iniciativa aplaudida pelo público. Mas a “atração” dessa noite foi a palestra de Menotti del Picchia sobre a arte estética. Menotti apresenta os novos escritores dos novos tempos e surgem vaias e barulhos diversos (miados, latidos, grunhidos, relinchos…) que se alternam e confundem com aplausos. Quando Ronald de Carvalholê o poema intitulado Os Sapos deManuel Bandeira, (poema criticando abertamente o parnasianismo e seus adeptos) Ou seja, a crítica é formulada diretamente a forma tradicional dos parnasianos fazerem poemas com regras, Bandeira dizia que essa maneira não era a verdadeira literatura. o público faz coro atrapalhando a leitura do texto. A noite acaba em algazarra. Ronald teve de declamar o poema pois Bandeira estava impedido de fazê-lo por causa de uma crise de tuberculose.
  • 17 de fevereiro (Sexta-feira) – O dia mais tranquilo da semana, apresentações musicais de Villa-Lobos, com participação de vários músicos. O público em número reduzido, portava-se com mais respeito, até que Villa-Lobos entra de casaca, mas com um pé calçado com um sapato, e outro com chinelo; o público interpreta a atitude como futurista e desrespeitosa e vaia o artista impiedosamente. Mais tarde, o maestro explicaria que não se tratava de modismo e, sim, de um calo inflamado…

Reações conservadoras

Na época, boa parte da mídia reagiu de forma conservadora ao Movimento da Semana de Arte de 1922 referindo-se aos vanguardistas como “subversores da arte”, “espíritos cretinos e débeis” ou “futuristas endiabrados”. Mas, uma exceção foi o jornal Correio Paulistanoque apoiou os lançamentos e críticas do movimento[3] .

Desdobramentos

Vale ressaltar, que a Semana em si não teve grande importância em sua época, foi com o tempo que ganhou valor histórico ao projetar-se ideologicamente ao longo do século. Devido à falta de um ideário comum a todos os seus participantes, ela desdobrou-se em diversos movimentos diferentes, todos eles declarando levar adiante a sua herança.

Ainda assim, nota-se até as últimas décadas do século XX a influência da Semana de 22, principalmente noTropicalismo e na geração da Lira Paulistana nos anos 70 (Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção, entre outros). O próprio nome Lira Paulistana é tirado de uma obra de Mário de Andrade.

Mesmo a Bossa Nova deve muito à turma modernista, pela sua lição peculiar de “antropofagia”, traduzindo a influência da música popular norte-americana à linguagem brasileira dosamba e do baião.

Entre os movimentos que surgiram nadécada de 1920, destacam-se:

  • Movimento Pau-Brasil
  • Movimento Verde-Amarelo e Grupo da Anta
  • Movimento Antropofágico

A principal forma de divulgação destas novas ideias se dava através dasrevistas. Entre as que se destacam, encontram-se:

  • Revista Klaxon
  • Revista de Antropofagia

Terceiro Tempo Modernista

Terceiro Tempo Modernista


Nesta terceira fase, presencia-se a rejeição da geração de 22 na poesia. Surge o Concretismo, a Poesia-Práxis, o Poema-Processo, o Poema-Social, a Poesia Marginal e os músicos-poeta. Na prosa, a exploração do psicológico e dos conflitos entre o homem e a modernidade, a busca da universalização e de uma literatura engajada e o mergulho no realismo fantástico e no romance de reportagem passam a ser o foco. A crônica, o conto, a prosa autobiográfica e o teatro ganham força.

A Poesia – A poesia da segunda metade da década de 40 é marcada pela presença da Geração de 45, onde se destacariam grandes nomes dentro de nossa literatura, entre eles João Cabral de Melo Neto. Essa geração tem como marco a publicação dos nove números da “Revista Orfeu”, no Rio de Janeiro. Pregavam, acima de tudo, a rejeição aos moldes modernistas da geração de 22, ou seja: o fim do verso livre, da paródia, da ironia, do poema-piada, etc. A poesia deveria seguir um modelo mais formal, de cunho neoparnasiano ou neo-simbolista, com versificação mais regrada, maior erudição com relação às palavras e uso de temas mais universais.

Contrapondo a toda essa busca pelos padrões clássicos, Décio Pignatari, Augusto de Campos e Haroldo de Campos criaram o Concretismo, que condizia mais com a rapidez e agilidade da sociedade moderna. O Concretismo vai além de tudo o que o Modernismo conquistou: prega o fim do verso, do lirismo e do tema, além da exploração do espaço em branco, e a decomposição e montagem de palavras, com seus vários sentidos e correlações com outras palavras. O poema em si muitas vezes lembra um cartaz publicitário que se evidencia pelo apelo visual e permite várias leituras.

Outro movimento de profunda importância literária é o da Poesia-Práxis, liderado pelo poeta Mário Chamie e por Cassiano Ricardo. A poesia, segundo essa nova concepção, deve ser energética e dinâmica, com um conteúdo de importância, podendo ser transformada e reformulada pelo leitor, permitindo uma leitura múltipla. O Poema-Processo, assim como a poesia concreta, apela para o campo visual, através do uso de cortes e colagens e signos não-verbais. São poemas de apreciação e compreensão muito truncadas, mais para serem vistos do que lidos. A Poesia Social surge para trazer novamente à tona a força do verso, abolido pela poesia concreta e pelo Poema-Processo, sendo que a principal preocupação está sempre voltada para o retrato da realidade social. A Poesia Marginal mantém, no entanto, algumas relações com o Concretismo e o Poema-Processo. Sua linguagem é marcada pela busca da descrição do cotidiano, do instante, numa linguagem mais simples e um tom coloquial que tem como marca a ironia, o humor e o desprezo à elite e à sociedade, retomando algumas características da obra de Oswald de Andrade. Eram, na maioria dos casos, rodadas em mimeógrafos e entregues de mão em mão.

Uma das características da poesia contemporânea é uma busca cada vez maior de uma intertextualidade com outros meios de expressão, exigindo uma linguagem cada vez mais fragmentada e rápida que muitas vezes contrasta com uma necessidade de reencontro com os padrões clássicos, onde se evidenciam poemas mais longos e lineares. Outra característica relevante que só veio a contribuir para a difusão da poesia foi seu casamento com a música popular, que acentua o crescimento dos meios de comunicação de massa e a produção mais industrializada da literatura. Surgiram músicos-poeta como Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Milton Nascimento e outros, precedidos pela excelência de Vinícius de Moraes.

A Prosa – A publicação do livro Perto do Coração Selvagem, de Clarice Lispector, em 1944, já indiciava um novo caminho: a prosa da década de 40 e 50 seria marcada pela exploração do campo psicológico das personagens, o urbanismo que revela a relação conflituosa entre o homem e a modernidade, e o regionalismo que renova a linguagem literária, numa profunda busca pela universalização. Além de Clarice Lispector, outro nome se destacaria dentro dessa nova concepção literária: Guimarães Rosa. Clarice Lispector vai usar na maioria das vezes o cenário das grandes cidades como pretexto para expressar um outro mundo: o mundo interior de cada personagem. Guimarães Rosa usa e abusa do testemunho realista e de uma linguagem completamente inovadora e mítica para redescobrir a linguagem e o sertão do Brasil, ampliando o conceito do sertão e do sertanejo que ali vive.

A prosa urbana vai ser cada vez mais explorada a partir dos anos 60, mostrando os problemas acarretados pelo progresso, e um ser humano cada vez mais solitário, marginalizado e vítima de um mundo violento, que se fecha e enfrenta também a si mesmo. A linguagem vai tender cada vez mais à concisão e à fragmentação, rompendo muitas vezes com a linearidade temporal e espacial, tentando descrever o fluxo do pensamento e mostrando a rapidez e o absurdo da modernidade. Nascendo a partir dos mesmos campos urbanos e psicológicos que propulsionaram a literatura nos anos 40 e 50, tem-se a prosa mais introspectiva, o realismo fantástico e o romance reportagem.

A prosa de cunho político vai também se impor com grande força, tendo como objetivo retratar a violência e a repressão política que assolaram o país desde 1964, ou denunciando de um modo satírico e irônico a corrupção que assola o homem, e por conseqüência o governo, e que promove a sempre a discórdia e a desigualdade social. É o caso, por exemplo, de Incidente em Antares, de Érico Veríssimo.

Outros gêneros que ganham força dentro do panorama literário brasileiro são a prosa autobiográfica, o conto e a crônica, sendo que os dois últimos se consolidaram como modelos de literatura moderna. O conto consegue a síntese e a rapidez que a modernidade pede, mostrando-se mais fácil e mais ágil de ser lido. A crônica ganhou um espaço muito grande dentro dos principais veículos de comunicação como a revista e o jornal devido à sua linguagem mais coloquial, sua ligação mais íntima com o cotidiano, sua irreverência e ironia, e sua mais fácil assimilação por parte dos leitores, destacando escritores consagrados e novos como, por exemplo, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, Rubem Braga, entre outros.

O Teatro – Merece destaque também a revolução que o teatro brasileiro, que perdia terreno para o rádio e o cinema, sofreu a partir da década de 40, principalmente com a estréia da peça Vestido de Noiva, em 1943, de Nelson Rodrigues, que promove uma verdadeira renovação com relação à ação, personagens, espaço e tempo.

A década de 60 e 70 vai mostrar também o teatro político que expressa um forte nacionalismo preocupado em revelar e denunciar a realidade agonizante do Brasil durante o regime militar, buscando uma ligação e uma participação cada vez mais sólida do público dentro da peça, e revelando atores, diretores e dramaturgos de qualidade excepcional, premiados a nível nacional e internacional.

Segundo Tempo Modernista

Segundo Tempo Modernista


É o período de maturação e de regionalismo, revelando-se, após as conquistas da geração de 1922, uma fase muito rica na produção de prosa e poesia. Reflete o momento histórico conturbado, reinante não só na Europa, mas também no mundo.

Poesia – Nesta fase construtiva predomina a prosa, enquanto a poesia se apresenta de forma mais amadurecida. Não precisa mais ser irreverente e experimentalista, nem chocar o público; agora familiarizado com a nova maneira de expressão. As influências de Mário de Andrade e Oswald de Andrade estão presentes na produção poética pós Semana de Arte Moderna. Os novos poetas dão continuidade à pesquisa estética anterior, mantendo o verso livre e a poesia sintética.

A nova técnica está marcada pelo questionamento mais vigoroso da realidade, acompanhada da indagação do poeta sobre seu fazer literário e sua interpretação sobre o estar-no-mundo. Conseqüentemente, surge uma poesia mais madura e politizada, comprometida com as profundas transformações sociais enfrentadas pelo país. Ampliando os temas da fase anterior, volta-se para o espiritualismo e o intimismo, presentes em certas obras de Murilo Mendes, Cecília Meireles, Jorge de Lima e Vinícius de Moraes.

A Prosa – A prosa reflete o mesmo momento histórico da poesia, cobrindo-se igualmente das preocupações dos poetas da década de 30. São autores mais representativos: José Lins do Rego,Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Jorge Amado e Érico Veríssimo.

Nessa fase, a prosa se reveste de caráter mais maduro e construtivo, refletindo e aproveitando as conquistas da geração de 1922. A linguagem atinge certo equilíbrio e adota uma postura mais documental ao expor a realidade brasileira e focalizar o aspecto social. Essa tendência é aplicada nos romances urbanos, voltados à exposição da vida nas grandes cidades, revelando as desigualdades sociais, observadas na vida urbana brasileira, com destaque para algumas obras de Érico Veríssimo.

Os escritores focalizam, ainda, a realidade regional do país, originando a prosa regionalista que destaca a seca e os flagelos dela decorrentes. Os romancistas comprometidos com essa temática são: Rachel de Queiroz, José Lins do Rego, Jorge Amado e Graciliano Ramos. Ao lado dessa tendência, encontra-se a prosa intimista ou de sondagem psicológica, elaborada a partir do surgimento da teoria psicanalítica freudiana. Seus representantes são: Dionélio Machado, Lúcio Cardoso e Graciliano Ramos. Portanto, a denúncia social e a relação do “eu” com o mundo e, em especial, com o povo brasileiro são o ponto de tensão dos romances do período.

A preocupação mais marcante da prosa é o homem do Nordeste, incluindo sua vida precária e as condições adversas impostas pela geografia do lugar, pela submissão dos trabalhadores aos proprietários de terras, advinda de sua grave falta de instrução. O encontro com o povo brasileiro propicia, pois, o nascimento do regionalismo, reforçado pelos temas dedicados à decadência dos engenhos; às regiões de cana-de-açúcar; às terras do cacau no sul da Bahia; à vida agreste; às constantes secas, aprofundando as desigualdades sociais; ao movimento migratório; à mão-de-obra barata, à miséria e à fome.

Em 1945, encerra-se o período dinâmico do Modernismo, abrindo espaço para a fase de reflexão, devotada aos questionamentos sobre a linguagem, ao retorno a certos modelos estilísticos tradicionais, sobretudo, no início dos anos 50, visando inovações.

Some-se a isso que, o término da Segunda Guerra Mundial (1945) empurra o país para a era industrial e passa a contar com um proletariado de grande peso representativo, ávido de participar efetivamente da vida política. Além disso, o país desponta como uma potência moderna, facilitando o aparecimento da nova estética, revelando, segundo Antônio Cândido, “no seu ritmo histórico, uma adesão profunda aos problemas da nossa terra e da nossa história contemporânea”.

Primeiro Tempo Modernista

Primeiro Tempo Modernista


O primeiro momento, conhecido como fase heróica, corresponde à Semana de Arte Moderna, em 1922, em São Paulo. Essa semana serviu como elemento de divulgação e dinamização das discordâncias, acelerando o processo de modernização. O objetivo central era se impor contra oNaturalismo, Parnasianismo e Simbolismo ainda vigentes.

Além disso, visava estabelecer uma teoria estética, nem sempre claramente explicitada por seus criadores e que acaba por renovar o conceito de literatura e de leitor. A Semana incluiu uma série de eventos (l3, l5 e 17 de fevereiro de 1922) no Teatro Municipal de São Paulo, reunindo artistas e intelectuais que, sob o aplauso e vaias da platéia, apresentaram uma espécie de sarau, declamando poemas, lendo trechos de romances, fazendo discursos, expondo quadros e tocando música.

Alguns acontecimentos, anteriores a 1922, preparam a trajetória do Modernismo; fatos, especificamente, ligados à estética renovadora, se multiplicam. Em 1912, Oswald de Andrade traz da Europa a novidade futurista; em 1913, o pintor Lasar Segall faz uma exposição, negando a pintura acadêmica. Em 1917, a exposição dos quadros de Anita Malfatti, em São Paulo, destacando a pintura expressionista, assimilada na Europa, coloca, de um lado, os que apóiam o novo e, de outro, os conservadores.

Na literatura, a transformação e o rompimento com o velho estão presentes, sobretudo, na obra de Oswald de Andrade, Memórias Sentimentais de João Miramar, publicada em 1916, cuja característica experimental notável se aprofunda em edições posteriores. Em 1920, Oswald e Menotti del Picchia iniciam a campanha de renovação nos jornais, tendo como expoente o poeta Mário de Andrade que, em 1922, traz a públicoPaulicéia Desvairada. Seu “Prefácio Interessantíssimo” corresponde a um primeiro manifesto estético.

Outra manifestação, em 1921, são os Epigramas Irônicos e Sentimentais, de Ronald de Carvalho, que, apesar de terem sido publicados em 1922, já revelam a busca por uma nova forma de expressão. No Rio de Janeiro, Manuel Bandeira se utiliza do verso livre. Ao final de 1921, os jovens de São Paulo preparam a Semana, contando com o apoio de Graça Aranha que, ao procurar criar uma filosofia para o movimento, acaba seu líder. Vários escritores do Rio e de São Paulo participam do evento: Manuel Bandeira, Guilherme de Almeida, Menotti del Picchia, Ronald de Carvalho, Ribeiro Couto, Mário de Andrade e Oswald de Andrade.

Sabem que estão produzindo algo de novo, em oposição às tendências dominantes, entretanto não conseguem apontar claramente a trajetória a ser seguida. A esses escritores juntam-se os que publicam pela primeira vez: Luís Aranha Pereira, Sérgio Milliet, Rubens Borba de Moraes, Sérgio Buarque de Holanda, Prudente de Morais (neto), Antonio Carlos Couto de Barros. Unem-se, também, os pintores: Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Emiliano di Cavalcanti, Vicente do Rego Monteiro; o escultor Victor Brecheret; o compositor Heitor Villa-Lobos e o historiador Paulo Prado, criador do movimento Pau-Brasil, em 1924. Ainda, em 1922, é lançada a renovadora revista Klaxon, em São Paulo, cuja publicação se estende até o número nove.

O movimento pela nova estética se radicaliza em São Paulo, revelando o aspecto agressivo e polêmico da empreitada. Aos poucos, escritores de norte a sul se ligam ao grupo na batalha de oposição aos conservadores. O espírito nacionalista, inspirado pelo desejo de libertação da tradição européia, toma conta das manifestações e estimula a luta dos renovadores.

Após a Semana, surgem propostas variadas que dão origem aos grupos: Pau-Brasil, lançado por Oswald de Andrade, cujo nome adotado fazia referência à primeira riqueza brasileira exportada e tinha como princípios a exaltação do Carnaval carioca como acontecimento religioso da raça, o abandono dos arcaísmos e da erudição, a substituição da cópia pela invenção e pela surpresa; o Verde-Amarelo, que se colocava em oposição ao Pau-Brasil, pregava o nacionalismo ufanista e primitivista. Mais tarde, transformou-se no grupo da Anta, escolhida como símbolo da nacionalidade por ter sido o totem da raça tupi; o grupo Regionalista, iniciado no Recife, que pregava o sentimento de unidade do Nordeste; e por fim, o Antropofágico, liderado por Oswald de Andrade, inspirado no quadro Abaporu, (aba, “homem”; poru, “que come”), de Tarsila do Amaral, propõe a devoração da cultura importada com intuito de reelaboração, transformando o que veio de fora em produto exportável. As obras ligadas a esse movimento são Cobra Norato, de Raul Bopp, eMacunaíma, de Mário de Andrade.

Nesses agrupamentos, o enaltecimento do primitivismo passa a incluir a mitologia e o simbólico, sobretudo no movimento Antropofágico que, propondo a devoração dos valores europeus, lança suas idéias naRevista de Antropofagia (1928-1929).

Nessa primeira fase, o rompimento com o velho, a necessidade de chocar o público e de divulgar novas idéias estão marcados pelo radicalismo. Enquanto várias revistas são criadas por escritores renomados e por iniciantes, o movimento vai se estruturando de forma mais vibrante no Rio e em São Paulo, estendendo-se a Minas e ao polêmico regionalismo nordestino. As publicações variadas são fundamentais para o movimento que, extremamente ativo, se estende até 1930, quando menos agressivo, muda de rumos, principalmente, com referência à prosa, dominada, tradicionalmente, pela literatura oficial, ligada à Academia Brasileira de Letras, antagonista dos “futuristas”, ou seja, dos modernistas, “rebeldes excêntricos do período”.A partir dessa data, as novas idéias se generalizam, constituindo-se em padrões de criatividade. Findo esse primeiro momento, abre-se espaço para a segunda fase; a fase construtiva que prima pela estabilização das conquistas, com forte apelo social.

A Poesia – A poesia, produzida na primeira fase, apropria-se do ritmo, do vocabulário e dos temas da prosa, constituindo-se no principal veículo de divulgação do movimento. Abandona os modelos tradicionais do Parnasianismo e deixando de lado os recursos formais, adota o verso livre, sem número determinado de sílabas e sem metrificação, respeitando a inspiração poética. A cadência rítmica é mantida próxima da prosa em obediência à alternância de sons e acentos, demonstrando que a poesia está na essência ou no contraste das palavras selecionadas. A opção pelo verso livre expressa a alteração da música contemporânea, produzida pelo impressionismo, pela dissonância, pela influência do jazz e dodecafonia.

O registro do cotidiano aparece valorizado por meio de elementos diferenciados, incluindo: a linguagem coloquial; a associação livre de idéias; uma aparente falta de lógica; a mescla de sentimentos contrastantes, revelando o subconsciente e o nacionalismo. Às vezes, a preferência recai sobre o “momento poético” – observação de um determinado aspecto ou de um instante emocional, resultando em condensação poética.

O presente é incorporado aos versos por meio do progresso, da máquina, do ritmo da vida moderna. O humor, igualmente empregado, manifesta-se sob a forma de ironia ou paradoxo, surgindo o poema-piada, condensação irreverente que busca provocar polêmica.

A Prosa – A prosa do período não apresenta o mesmo vigor da poesia, mas revela conquistas importantes. A princípio, demonstra certa densidade, carregada de imagens, provocando tensão pela expressividade de cada palavra. Os recursos são variados como: a aproximação com a poesia, o apoio na fala coloquial e na utilização de períodos curtos. Um dos modernistas, Oswald de Andrade, aplica essas experiências não só em seus artigos e manifestos, mas também na obra Memórias Sentimentais de João Miramar (1924). Trabalha a realidade através de recursos poéticos, empregando metáforas e trocadilhos. Essa técnica, aliada a uma “espécie de estética do fragmentário”, compõe-se de espaços em branco na formatação tipográfica e também na seqüência do discurso, cabendo ao leitor a tarefa de dar sentido ao que lê.

Ao lado de Oswald de Andrade, outros escritores se destacam: Antonio de Alcântara Machado com Pathé Baby, Plínio Salgado com O Estrangeiro, José Américo de Almeida com A bagaceira. Há os que dão ênfase à experiência léxica e sintática, tendo como suporte a fala coloquial. Mário de Andrade é um de seus representantes com Amar, Verbo Intransitivo e Macunaíma. Neste último, o novo está, sobretudo, no emprego da lenda, revelando contornos poéticos, derivados da liberdade na escolha do vocabulário, nacionalizando o modo de escrever.